Dedicatória para a Mãe

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Priorize em tua vida, pessoas que sempre estão ao teu lado nas derrotas e conquistas, te estendem a mão ante uma queda e também de mãos dadas contigo te ergue para o céu e contigo esbraveja o teu grito de vitória!

Persista e não desista. Caminhe pela estrada da fé. Teus sonhos irão germinar flores e tua alma vai exalar o perfume da luz.

Alma nua veste sonhos na lua...

Libertei meus sonhos que fizeram do tempo uma moldura na parede e toda vez que vem chuva e vento eles se transformam em pássaros.

ENVERGADURA DA ALMA


Aninho os meus sonhos no peito
e envergo a alma para que se encaixe
neste corpo que, aos poucos, perde
a elasticidade da juventude.


Na penumbra do quarto,
escorrem pensamentos borrados
que pintam vitrais disformes
do tempo.


As pálpebras, levemente cansadas, estendem-se em cortina de voal esvoaçante,
que me levam ao útero materno onde, em posição fetal, adormeço.


Lu Lena / 2026

FRASES RASGADAS, CHÃO AUSENTE
(Onde o que não fomos sustenta quem somos)

Sufocamos sonhos e rasgamos frases que deveríamos ter dito. Hoje, se tivéssemos libertado esses sonhos e remendado essas frases, talvez nada disso tivesse sentido.
O que fomos é um rastro de papel picado. Ao destruir o que queríamos dizer, construímos um presente feito de lacunas. A busca por um sentido retroativo é inválida, pois a mão que remenda hoje já não possui o mesmo calor da mão que rasgou ontem.
No fim, resta o reconhecimento de que o solo sob nossos pés é feito justamente daquilo que escolhemos não ser; só não podemos nos deixar sugar por esse chão ausente.
Lembre-se: a vida não é um engodo!

Lu Lena / 2026

Cores vibrantes
Vestem a alma na lua
Sonho que brilha

Lu Lena / 2026

MANIFESTO DA HIBERNAÇÃO

Do sonho a gente acorda, da realidade às vezes a gente hiberna.

Lu Lena / 2026

ENTRE PONTOS E SONHOS
(A caminho da autenticidade)

Estou construindo sonhos através das reticências de minha vida. Vivendo com o propósito e a verdade da minha essência.
Autenticidade em cada linha.

Lu Lena / 2026

CASTELO DE SONHOS
(O despertar do tempo)

A menina, até hoje,
brinca com sua boneca de pano.
Com seu sorriso indulgente,
desabrocha no jardim da vida
pétalas em flor...
Em seu castelo pueril,
observa agora, atentamente,
suas mãos enrugadas
e as marcas de expressão
no rosto que ficou...
Mas ela continua sonhando,
convicta, que o tempo não parou.

Lu Lena / 2026

ESPERANDO SONHOS...

Constatei que sonhos chegam até nós por merecimento…

FOI APENAS UM SONHO...

Acordei com saudade de alguém…
Quem?
Não sei…sonhei!

MATIZES DE UM SONHO...

Em meu sonho preto e branco vou pincelando com todos os matizes em cores… Que dê luminescência a todas minhas angústias e dores… Finalizo com o esplendor do sol e dobro dentro de mim essa paisagem de papel e minha vida sempre tem cor quando avisto um arco Iris no céu…

Fiz a mala e parti com todos os meus sonhos de outrora não vejo ninguém na estação de trem apenas um relógio embaçado que minha alma não consegue definir a hora.

Porque a lua é cheia?
- Porque fecundou nossos sonhos.

Se desistires no meio do caminho, poderá perder a chance de realizar um de seus sonhos, que talvez estejam alguns passos desse trajeto.

Gosto de dormir para que meus sonhos possam despertar…

O AVESSO DO DIZER
(O Verbo que o Silêncio Esconde)


Assim, vou vivendo entre sonho e realidade,
essa ilusão é como a bruma que borda o amanhecer,
e vivo assim em passos lentos caminhando sem saber...
tropeçando em letras para juntar o que não consigo dizer.
Se no meu silêncio mora a poesia desconexa,
aí eu pergunto:
— Palavras pra quê?


Lu Lena / 2026

TERRAS SEM FRESTAS
(A arquitetura que o desejo não atravessa)

Não construa sonhos onde as muralhas do castelo já foram alicerçadas. Há solos que não aceitam novas sementes, pois as pedras antigas sufocam qualquer tentativa de jardim.

Lu Lena / 2026

​CASTELOS DE PAPEL
(​Quando a tempestade leva o sonho e deixa o chão)

​Construí um castelo de ilusões em meus sonhos,
onde a torre é feita de papel (alma).
Tão leve que qualquer tempestade passa
e a leva para o céu...
Enquanto o alicerce fica no chão (matéria).
​Ao olhar para o alto, nada mais se vê.
Mas quem passa e repara o solo vazio,
pergunta ao vento:
O que havia ali que o teto não quis conter?

​ Lu Lena / 2026