Dedicatória
O verdadeiro valor da persistência não está nas pequenas vitórias ao longo do caminho, mas na realização plena do objetivo final. Por isso, não basta apenas tentar: persista até que a conquista seja uma realidade.
SINTO FALTA I
Sinto falta de muita coisa ou de quase nada,
Sinto falta do que era simples, inocente,
Sinto falta do que não entendia
e de contos de fada,
Sinto falta da poesia,
Do sol poente.
Sinto falta de Castro Alves a Manoel Bandeira,
Sinto falta de Gonçalves Dias a Tom Jobim,
Sinto falta dos frutos de minha goiabeira,
Sinto falta da inocência que chegou ao fim.
Sinto falta de poemas e versos,
Que um dia fiz e hoje perdidos ou dispersos,
Sinto falta de amigos, de minha mãe e de meu pai,
Sinto falta de sonhos e tenho saudades que do coração não sai.
Autor: Agnaldo Borges
24/04/2005
AMOR
O primeiro amor é inocente,
O último amor é maturidade.
O primeiro amor é tímido,
O último amor é valente.
O primeiro amor é saudade,
O último amor é ausência.
O primeiro amor é vontade,
O último amor é vivência.
O primeiro amor é passageiro,
O último amor é o condutor.
O primeiro amor é guerreiro,
O último amor é pacificador.
O primeiro amor é memória,
O último amor faz história.
O primeiro amor é paixão,
O último amor soma a razão.
O primeiro amor é sofreguidão,
O último amor é compaixão.
O primeiro amor é sonho,
O último amor é risonho.
O primeiro amor é tudo isso,
O último amor também.
O primeiro amor é nada disso,
O último amor vai além.
O primeiro amor é indescritível,
O último amor é incrível.
O primeiro amor é pra sempre,
O último amor é pra agora.
O primeiro amor explode,
O último amor sacode.
O primeiro amor são todas as horas,
O último amor todos os segundos.
Autor: Agnaldo Borges
15/08/2017 - 02:07
DEPOIS DA CURVA, HÁ UM RIO
Pouco importa o sol ardente,
O rosto molhado e a garganta seca;
Pouco importa a poeira da estrada,
Os pés descalços e as pedras no caminho;
Pouco importa o andamento sem fim,
As pernas cansadas e o quase parar;
Pouco importa as quedas sofridas,
Os laços desfeitos e o tempo perdido;
Pouco importa o pensamento distante,
A saudade no peito e a incerteza constante;
Pouco importa se a vida é dura,
Os sonhos são muitos e o tempo é pouco;
Depois da curva, há um rio.
Somos um caminho cheio de indecisões, pormenores e loucuras. Somos feitos de mistérios e moramos nas entrelinhas do destino. Buscamos e criamos nossos sonhos dentro do silêncio de cada intervalo. Alcançamos sempre o nosso objetivo e a magia dele está no exato momento da pausa.
A leitura ainda é o melhor e o mais confortável veículo de inspiração, levando os seus passageiros ao destino planejado e aos seus sonhos idealizados.
A leitura ainda é o melhor e o mais confortável veículo de inspiração, levando os seus passageiros ao destino planejado e aos seus sonhos idealizados.
Ao ler o livro o leitor descobrirá a verdadeira essência poética, enraizada nas veias de quem o escreveu; despertando assim a poesia esquecida nas veias de quem está na viagem dentro deste veículo.
LEMBRANÇAS PASSADAS
Na palma das mãos, o passado, o presente e um futuro incerto.
Símbolos de sonhos, de lutas, de esperas. Nos olhos, a esperança.
Nos lábios, um sorriso esperançoso. Uma vida vivida.
Uma espera. Um lugar desconhecido, sonhos e mágicos momentos.
Um amontoado de ferro nas mãos. Entre os dedos trêmulos, uma espera
Uma luta vencida. Um recomeço. Uma vida nova. Um despertar.
No esquecimento, apenas o passado vivido.
Nos meus pensamentos, você. Momentos desconhecidos.
Minhas mãos frias de um inverno rigoroso
Ainda conseguem segurar o passado.
Olho pausadamente e nada restou para lembrar.
Apenas a máscara pendurada no chaveiro.
Colorimos a vida com cores fortes e intensas, para que a escuridão não intensifique o período de dormência das coisas. Somos a intensidade das cores e vivemos para dar vida ao mundo dos sonhos.
Sou adulta o suficiente para ter que ficar ouvindo conversinhas bobas. Tome iniciativas se quiseres me conquistar ou ficarás à mercê de pequenas atitudes infantis.
MEU MUNDO
Meu mundo é cheio de cores, intensidades e surpresas boas.
Muitas vezes nele tem tormentas,
Noutras a primavera se faz presente.
Dentro dele cabem sonhos,
Realizáveis ou não.
Às vezes as estações me surpreendem,
Noutras eu as surpreendo.
Tenho meus momentos de isolamento. Isolar-me faz parte do meu crescimento e é fundamental para o encontro com o meu Eu. É o momento que encontro para debater todas as minhas indecisões, minhas angústias e meus temores. É quando me encontro para ter um aparte com a vida.
Tenho minhas loucuras e nunca consigo pôr para fora. Aproveito quando meu Eu está disponível. O tempo me ajudou a suportar tudo e continua me ajudando.
É tempo de mudanças, tempo de seguir em frente. O que ficou é passado e o passado não se resgata mais. O presente está a todo vapor; precisamos correr para conseguir alcançar nossos sonhos.
Não devemos ficar tristes porque algo terminou. Finais sempre terão inícios e inícios sempre serão começos de uma nova vida. Onde um acaba, outro se aproxima. Assim são os ciclos, os nossos momentos, os nossos sonhos e as nossas buscas pelo que almejamos.
Sempre teremos um espaço para buscar e realizar as nossas ações. Precisamos correr riscos e entender que a conquista é fruto de uma luta sem medo.
A verdadeira luta é aquela em que o perdedor se curva para agradecer a batalha que serviu para o seu crescimento. O vencedor, nem sempre será agraciado pela conquista, mas pelo entendimento de que lutar é sinônimo de bravura e não de comemoração.
O sol nasce de trás do horizonte e entre nuvens
Densas banha as águas revoltas da imensidão do mar.
O pescador adentra no mar e lança longe a linha de pesca
E pacientemente fica a espera de mais uma fisgada.
Entre o silêncio e a espera sempre haverá uma nova
Possibilidade e sonhos que poderão ser realizados.
O homem e o mar se conectam de alguma forma
E entre eles serão revelados segredos inimagináveis.
O rumor é forte e a maresia deixa o ar impregnado.
O voo rasante e o grito das gaivotas quebra o silêncio.
O céu encoberto deixa a manhã de janeiro pálida e a
Brisa canta suavemente deixando o momento impar.
MINHA MORADA
A escrita é a minha liberdade. Aqui, fiz morada. Aqui, tudo posso quando o espírito se liberta. Aqui, vivo em harmonia com o Universo e em cada passo um tempo que determina minha busca. Aqui, meus sonhos são realizados, minhas emoções afloram e meus momentos se tornam inesquecíveis. Sou parte de um contexto onde tudo se encaixa perfeitamente. Decidi, que é aqui que quero ficar. É aqui que vivo e renasço a cada instante e que minha luta por um espaço nesse planeta, se materializa e se torna único quando conectada.
Vivemos momentos de incertezas. Talvez, esqueçamos de viver o presente. Talvez, o hoje não seja o suficiente. Talvez, o amanhã esteja nos nossos planos e não nos damos conta de que é no agora que precisamos estar. É no agora que a vida desabrocha. É no agora que todos os nossos sonhos serão realizados. É no agora que tudo acontece. São tantos porquês. Tantas indecisões que esquecemos de viver o presente e passamos a viver um futuro que não nos pertence.
SIMPLES ASSIM...
Às vezes nos perguntamos: Por que as pessoas têm memórias curtas? Ou melhor, Por que elas se esquecem os bons momentos que passaram e viveram com as outras pessoas? Estas perguntas servem de reflexão sobre o que acontece diariamente nos relacionamentos, sejam eles, amorosos ou não. Aí vem os questionamentos: A pessoa passa um período da sua vida com as outras, dedica seu tempo, compartilha sua vida, suas vontades, seus desejos, seus sonhos e as vezes até seus segredos. Acaba vivendo uma outra vida, deixando muitas vezes a sua de lado. Segue outro caminho, o que não era o dela, mas acaba se adaptando e se adequando àquele caminho, àquela vida, àquelas pessoas e àqueles momentos. Até porque acabam virando uma família. Não de sangue, mas de afetos, de carinhos, de amores, de lutas e principalmente de união entre eles. E de uma hora para outra tudo acaba, evapora, como num passe de mágica. Ela olha para trás e pensa: Espera aí, como assim acabou? Assim, de uma hora para outra? Os dias passam, entram os meses e nem um “oi”, ou um “como estás”? Ou “o que aconteceu”? Nada. Nenhum telefonema. Nenhuma mensagem. Nenhum ruído. Nenhum sinal. A pessoa que se dedicou tanto, passou a ser invisível. Um nada para aquelas pessoas. Tudo se tornou tão frio! Tão sem emoção! Tão vazio! Foi aí que Ela chegou a uma triste conclusão: Aquelas pessoas que ela considerava sua família haviam se esquecido dela. Simplesmente apagaram-na de suas vidas como se Ela fosse um desenho feito a lápis e com uma simples borracha apagaram-na de suas vidas e deixaram aquela página em branco. Simples assim.
Muitas vezes precisamos abrir mão de coisas e pessoas que amamos se quisermos prosseguir com nossos sonhos.
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