Dedicatória
Quem valoriza o trabalho não remunerado também irá valorizar o trabalho remunerado por mais simples que seja.
Quem valoriza o trabalho voluntário, ou seja, o trabalho não remunerado é um profissional altruísta. Logo, também irá valorizar o seu trabalho remunerado, por mais simples que seja.
Um homem que precisa beber para conseguir fazer o próprio trabalho não vale mais do que um vagabundo. É apenas um rato, escravo do próprio vício.
Antes de colocar preço no trabalho de alguém, lembre-se de que você está colocando preço em horas de estudo, esforço, experiência, renúncias e dedicação. Nem todo serviço caro é exploração, assim como nem todo serviço barato é vantagem. Valorizar o trabalho alheio é compreender que, por trás de cada profissional, existe uma pessoa tentando construir sua vida com aquilo que sabe fazer. Negociar é legítimo; desrespeitar e desvalorizar, não.
A boa arte e o bom trabalho é sempre bem reconhecido e atravessa fronteiras de onde é gerado. O artista é regional mas sua arte universal.
"Eu não minto, dá muito trabalho e eu sou muito preguiçosa.
Eu só intuo numa frequência que poucos alcançam...!"
Haredita Angel
06.07.21
O PÁSSARO DE ASA QUEBRADA
Era noite de 29 de janeiro. Ele saiu do trabalho e resolveu ir até a cidade vizinha. Numa curva, a moto derrapou em algo espalhado no asfalto. Seu corpo foi arremessado contra o guarda-corpo. Ali ficou, desorientado, aguardando socorro.
O SAMU apareceu, estabilizou e o levou ao hospital da cidade vizinha. Dali, encaminharam-no para o hospital regional, mas no caminho foi preciso parar em outra unidade de saúde. Os sinais vitais diminuíam, a morte era iminente. Moveram céu, mar e terra para ele não partir. Ele parecia ter sede de viver.
Reanimado, seguiu para o HRSAJ. Os dias foram difíceis: intubação, dezenas de dias em coma. A morte insistia em ser sua maior companheira, tentando levá-lo a qualquer custo.
A comunidade, comovida, se uniu numa corrente de fé em oração, reza e preces pela sua recuperação.
A medicina, por várias vezes, já não era suficiente. Era necessário um milagre. Os dias longos e as noites intermináveis pareciam não passar.
De forma milagrosa, ele retornou do coma. As sequelas eram visíveis: fala limitada, sons inaudíveis, limitação motora e uma grave fratura num dos braços ainda o atormentava. Submeteu-se à cirurgia, colocando uma estrutura que em muito se assemelhava a uma antena externa de TV de antigamente.
Recebeu alta, adaptou-se em casa uma espécie de quarto-enfermaria e a luta continuou.
Sua reabilitação necessitou de fonoaudiologia e ainda continua com sessões de fisioterapia para restabelecer o movimento do braço.
Ele, que esteve muito perto de fazer a viagem rumo ao desconhecido, hoje está praticamente curado.
É um pássaro com uma asa em recuperação, pronto para, a qualquer momento, voar livre por aí.
Muitos não aprendem o básico de economia por dois motivos: dá trabalho e convém mais depender do Estado do que pensar.
Homem quer paz.
Felicidade é coisa de mulher.
O cara só quer chegar do trabalho e encontrar um lar em harmonia, saber que sua esposa e seus filhos estão bem e com saúde, que a geladeira e a dispensa estão cheias, que as contas estão pagas e que amanhã, se Deus quiser, será mais um dia tranquilo.
Talvez porque, para muitos homens, felicidade nunca tenha sido euforia. É ausência de preocupação. É não precisar estar em guerra com o mundo o tempo todo.
No fim, ele não quer uma vida extraordinária. Quer apenas olhar ao redor, perceber que aqueles que ama estão bem e sentir, por alguns instantes, que não há nada para consertar, resolver ou proteger.
Para muitos homens, isso já tem nome: PAZ.
Sou inteira
não há fronteira
entre a vida pessoal e o trabalho.
O tempo me pede cuidado:
distinguir o urgente
do importante.
Pergunto a mim mesma:
até onde quero ir
ao custo do esgotamento?
De que vale consumir mais,
se o preço
é a saúde ou a sanidade?
Antes que a natureza imponha sua resposta,
preciso aprender
a impor a minha.
... a Fé
acima de tudo é ação;
é trabalho duro; é diligência
em busca por melhores dias...
É vivê-la em si; reafirmá-la em si;
a ponto de, oferecer-se ao
outro sem nada
em troca!
"NÃO É A VITÓRIA PROPRIAMENTE QUE TE PROPORCIONE O MÉRITO, MAS A LUTA, O TRABALHO HONESTO, O SOFRIMENTO PARA SE CHEGAR A ELA". Ademar de Borba
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