Declaração de Paixão
Um recado para minha Diarista
(Por Mário Pires)
Querida Diarista, sei que és uma excelente profissional e que fazes todas as coisas com carinho e afinco. Afinal, já faz um bom tempo que estamos nessa parceria. Mas hoje eu não vou precisar de ti.
Hoje resolvi fazer minha própria faxina. Limpar os cantos empoeirados, guardar as roupas sujas, dobrar as limpas e arrumar o guarda roupa. Limpar o banheiro, deixar a pia livre de copos e pratos, lavar o quintal e molhar as plantas. Pois hoje, preciso desse dia.
Preciso desse dia exclusivamente para mim. Porque, além de fazer as atividades do lar, que ajudarão a repensar minha vida, vou também ocupar meus pensamentos e contribuir para que eu trabalhe melhor minhas emoções. E, quando estiver passando o pano no chão da casa, retirando toda sujeira que por lá estiver, quero também estar limpando minh’alma das coisas ruins que vivi. Das dores que senti, das decepções que me machucaram, e, principalmente, das lágrimas que derramei pelo caminho, enquanto voltava para casa.
Quero poder sentir o vento mais leve tocando o meu rosto quando encostar na janela, quero me sentir mais leve por estar deixando algumas lembranças do passado, literalmente no passado. Quero me sujar com as minhas fantasias pela última vez, antes de colocá-las na máquina de lavar e, então, pôr um fim nas marcas e no perfume contido nelas. Porque eu preciso usar roupas novas. Porque eu preciso viver.
Enfim, eu te peço, não fiques triste comigo, querida diarista. Mas hoje, eu quero esse dia só para mim.
Até outro dia.
Quando você menos espera ela silenciosa e sorrateira te da o bote, te enche do seu maior veneno e você já em transe se rende a paixão.
Você me diz que sou fogo.
Mas e se eu fogo fosse e
realmente te incendiasse
e você me contasse,
coisas que imaginasse,
e enfim se deixasse
por mim incendiar?
Quem sabe a chama acalmasse,
e a brasa ficasse
para enfim,
o calor do amor ficar.
Amemo-nos
Amemo-nos no silêncio externo
Nos gritos dos desejos interno
O que se assemelha a sede no deserto
Amemo-nos pelas palavras não ditas líquidas nos lábios
Pelos desejos lascivo em ebulição
Entre olhares escorregadios de pensamentos hábil
Quanto o aroma exacerbado do feromônio da tentação
Amemo-nos, pois já somos servos da paixão
Porque é mais vasto o pensar e o sonho que nos elabora
Permita-nos sem demora
Amemo-nos, pois só assim nós nos existiremos
Neste tempo pouco ameno, nos amemos
Mesmo porque as almas tem sintonia e isso é tudo que sabemos
Noutros tempos mais sinceros, que nunca nos esqueceremos.
UM GRANDE AMOR EU ENCONTREI,
PROFUNDAMENTE ME APAIXONEI
FELIZ E PROTEGIDA ESTOU AGORA
COM ESSE AMOR QUE ME APÓIA A QUALQUER HORA.
ESSE AMOR ME FAZ TÃO BEM
NÃO SEI COMO É POSSÍVEL AMAR TANTO ALGUÉM.
COM ESSE AMOR QUERO PRA SEMPRE FICAR
NÃO IMPORTA SE UM DIA O MUNDO ACABAR.
UM AMOR ASSIM É ETERNO
UM AMOR QUE A MINHA ALMA NUNCA DEIXARÁ DE AMAR.
Que eu entre nos corações felizes,
nos pensamentos de alegria e
nos lares cheios de esperança.
Porque é tudo isso que levo comigo.
MULHER
Bela. Imponente. Singular. Expressiva. Em cada curva, uma dúvida... Em cada linha uma certeza... Qual musa, mesmo calada explode em nossos sentidos, queima fundo em nossa carne, arde forte no coração do escravo, cativo das formas, da textura, do tato, da paixão avassaladora... Assim a arte, assim a vida, as pessoas, nosso tempo...
(Juares de Marcos Jardim)
"Que é isto, que fizeste- me?
Uma praga me rogaste?
Tão antes do tempo,
E como dizem os apaixonados:
Te amei mais do que devia
E tão antes de tudo
Te quis mais do que podia..."
Me mantenha informado,quero estar ao seu lado,não me deixe afastado pois estou apaixonado.
E Sempre me sinto culpado
Olivado
Hoje estou meio enleado,
Prezaria que tudo fosse mais fácil!
Mas infelizmente não é...
O céu poderia patentear a solução.
E qual seria a elucidação!?
Axiomático ou incivil, apenas gostaria de saber;
Para não mais viver nessa dubiedade do meu eu.
Flama é o que eu sinto! Pusilanimidade é o que me rodeia.
Só queria me expressar!
A felicidade não é algo que se compra parcelado e muito menos algo que permanece para sempre, porém, existe!... E as vezes dá o ar da sua graça
