Declaração de Paixão
As paixões de hoje são fast food, fazem mal ao coração, não há sentimento, não há comprometimento, acontecem rápido, engordam o ego, e se não gostar, basta desprezar o que passou e conquistar outro lanchinho. É rápido, sacia desejos e o lanchinho antigo que se foda; afinal, você já está saciado mesmo, né?
Seus olhos
Rasos, profundos, profanos
Boca
Língua, invasiva e descuida
Mãos
Inquietas no caminho
íngreme, escorregadio
Te encontra e me perde
Me encontro e não acho
Trabalho o nó
Nó do laço
Fácil me atar, desprender de mim
Difícil me ater
Sou peça tua
Que não quero e me encaixo
Há tanto ainda para se ver
Se construir
Não é nada palpável
Mas são coisas que ninguém vê
Sinta os toques
o carinho do vento
a textura da terra
a maciez da água
Prove os sabores
Aromas e cores
Que vivificam os seus sentidos
Cante do seu jeito
não se importe com o desafino
E se não quiser cantar, ouça!
Ouça o balançar das folhas, o galho que quebra
da água que dança no leito de um rio
e das ondas que chegam nas areias.
Se sensibilize com os sons...
receba o canto dos pássaros como um presente divino
Um concerto especialmente preparado para você
Sorria
não só com os lábios
mas faça o seu corpo sentir
toda a vibração positiva
do querer viver
Valorize os movimentos biomecânicos do seu corpo
perfeitamente desenvolvidos para sua locomoção
E seja grato,
Suas células... seus órgãos... vão agradecer!
Tenha coragem
Solte as mãos do guidão
Voe na atmosfera, ou nos pensamentos
Faça o que te dá vontade
Não valorize o que não sabem sobre você
Roube um beijo ou Se declare a tempo
receba o "sim" ou aceite o "não"
Perceba tudo o que há
Sofra as perdas
Se dê ao direito de chorar
E quando o corpo cansar
Erga-se... renove-se
Dê continuidade ao ciclo
Porque a felicidade, é nômade.
Dentro da minha mente inquieta
Eu ainda encontro paz
Não invada a minha confusão
Tão querida quanto a razão
Seus apelos implícitos
Só mostram meu poder
Minha força é oculta
Não uso armas letais
Nem garras pra te ferir
Ou correntes pra te prender
Não faço drama
Nem imploro carinho
Não exijo rosas
Mas dispenso os espinhos
Quando você ainda nem me conhecia
Enquanto você saía com os amigos
Enquanto você conhecia outras mulheres
Enquanto você ouvia suas cançoes favoritas
Quando você assistiu um belo por do sol na areia de uma praia
Eu ainda estava aqui
Quando você me encontrou
Quando me contou das suas historias
Quando você me tocou
Quando sorriu
Eu ainda estava ali
Quando você se despediu
Quando sumiu
Quando você me disse "olá"
Quando você não disse mais
Eu aqui permaneci
Enquanto você queria jogar
Disposta, daqui eu não corri
Mas é iminente que uma hora
Não vou mais estar aqui.
Nem ali
Não me olhe assim, por favor!
Não tenho resposta pra sua dor
Nem sei se sou vendaval ou paz
Mas, sei que não há rancor.
Apenas uma sombra que não se desfaz
Insiste esse sol em não se pôr...
Tivemos tudo, foi tudo bom demais
Mas, como tudo, também passou...
Você não pense que o eterno apaixonado sofre, eu sou o eterno apaixonado, eu somente não mando em meus sentimentos, são os meus sentimentos que mandam em mim! Paixão? não é sofrer por alguém, paixão é amar a vida, ah! Não se abater e viver intensamente... Perdoe-me quem pensar diferente, o que posso dizer? O bom das pessoas é que são todas diferentes, e é nas diferenças que todos somos iguais e o amor é o maior presente que alguém pode nos dar.
Apaixonar-se era algo perigoso e evitável por min. Mas seu jeito encantador de ser; seus olhos verdes me fazem esquecer do tal perigo; eu sorriu falando seu nome. E quando vi já era paixão, meu coração é seu!
Para Daianny!
O sentimento é como uma lágrima exposta ao sol em um dia de chuva: se deixar ao sol, ele evapora, mas se deixar chover, ele transborda.
Nunca havia me acontecido
De eu me apaixonar por um desconhecido
Se pra mim desconhecido é até o amor
Se no teu toque a noite nao acharei calor
Se nos teus braços amor me faltar
Eu juro que terei de deixar que siga em frente
E em busca de um sonho no meu caminho a trilhar
E você que achava sabia tanto sobre o amor, hoje se vê sentado no primário na escola da vida. Vendo as lições boquiaberto.
Escrevo para tentar salvar alguma parte da minha vida. Escrevo com a intenção de colocar para fora toda essa fala reprimida, essa vontade de dizer inúmeras coisas e nunca conseguir.
Várias vezes na vida você olhou para alguém e pensou que era ele. O tempo passou e só te provou ao contrário. Você se enganou e prometeu nunca se apaixonar novamente. Até que quando menos esperava o seu verdadeiro "ele" chegou e todo o resto não fez mais sentido.
Você foi embora e seu cheiro ficou em todos os lugares da minha casa. Agora fico perambulando em cada canto só para me abastecer de você.
Resolvi tirar proveito da minha dor. Resolvi voltar a escrever por mais que isso me doa. Dói mexer nessa bagunça que é meu coração, colocar tanta lágrima pra fora, revirar sentimentos e medos antigos, mas eu sabia que deveria fazer isso alguma hora. Demorou até que eu criasse coragem de pegar no lápis e arrancar um papel de um caderno qualquer de novo. Logo eu que sempre encontrei meu refúgio na escrita. Logo eu que pegava um papel todas as vezes que as lágrimas caiam.
O brilho que encontrei nos seus olhos foi o que me deu força para seguir em frente. O brilho que ofuscou todo o resto. Me fazendo estremecer e deixar para trás tudo aquilo que impedia de ser feliz do seu lado.
