Declaração de Amor para os Amigos
A insensibilidade faz de mim um ser de amor incompreendido que não consegue manifestar toda a sua afeição por temer ferir a pessoa amada.
ESPAÇO VAZIO (soneto)
Há ilusão seca tão desfolhada
No apertado do amor ignorado
Nas lágrimas no olho chorado
No vento de uma dor soprada
Assim, tão só e tão esgotado
Com a alma ao vento, levada
A revelia, e sem mais nada
O olhar vai ao chão, atado
Só se vê silêncio no peito
Sem rima, sem poesia, leito
Apenas o ritmo com arrepio
E neste tal suspiro tão sujeito
Que fala, respira, tira proveito
A emoção é um espaço vazio...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
Amor que nasceu aos poucos, conhecemo-nos a tão pouco tempo, mas é uma amor acima de qualquer tempo...
E quando Deus te colocou na minha vida tudo mudou, você trouxe paz e muito amor, trouxe mais sorrisos aos meus dias, mais sonhos, mais conquistas, e hoje vejo o quanto valeu a pena esperar, você veio pra mudar, fez meu coração vibrar e tenho certeza que veio pra ficar.
O amor nunca sofre morte natural. Ele morre por cegueira, por erros e por traições. Ele morre de cansaço, de desânimo, de máculas.
Nem todo amor é em vão
Nem toda crença, ilusão
Nem todo Deus, comunhão
Nem todo pecado, perdão
Nem tudo que se dança é baião
Nem tudo que sobra é lixão
Nem toda poesia é refrão
Nem tudo que se dança é baião
(Seção 32)
O amor é uma emoção muito complexa. Não há lógica nas emoções. Sem pensamento racional pode haver muito romance, mas também muito sofrimento.
Crer no amor de Deus não é achar que sua vida será só maravilhas, mas saber que nas dificuldades e aflições Ele estará lá para te sustentar!
Desça vez não vou rima, eu só vim te fala que amor aqui por você já não há. E eu nem sei explicar mas você me fez cansar.
«Caminhamos ao encontro do amor e do desejo. Não buscamos lições, nem a amarga filosofia que se exige da grandeza. Além do sol, dos beijos e dos perfumes selvagens, tudo o mais nos parece fútil. Quanto a mim, não procuro estar sozinho nesse lugar. Muitas vezes estive aqui com aqueles que amava, e discernia em seus traços o claro sorriso que neles tomava a face do amor. Deixo a outros a ordem e a medida. Domina-me por completo a grande libertinagem da natureza e do mar. »
«Aqui, compreendo o que se denomina glória:
o direito de amar sem medida. Existe apenas um único amor neste mundo. Estreitar um corpo de mulher e também reter de encontro a si essa alegria estranha que desce do céu para o mar. Daqui a pouco, quando me atirar no meio dos absintos, a fim de que seu perfume penetre meu corpo, terei consciência, contra todos os preconceitos, de estar realizando uma verdade que é a do sol e que será também a de minha morte. Em certo sentido, é justamente a minha vida que estou representando aqui, uma vida com sabor de pedra quente, repleta de suspiros do mar e de cigarras, que agora começam a cantar. A brisa é fresca e o céu, azul. Gosto imensamente desta vida e desejo falar sobre ela com liberdade: dá-me o orgulho de minha condição de homem. »
«Sobre o mar, o silêncio enorme do meio-dia. Todo ser belo tem o orgulho natural de sua beleza, e o mundo, hoje, deixa seu orgulho destilar por todos os poros. Diante dele, por que haveria de negar a alegria de viver, se conheço a maneira de não encerrar tudo nessa mesma alegria de viver?»
«Não há vergonha alguma em ser feliz.»
«Há um tempo para viver e um tempo para testemunhar a vida.Os deuses resplandecentes do dia retornarão à sua morte cotidiana. Mas outros deuses virão. E então, para serem mais sombrias, suas faces devastadas nascerão no coração da terra.»
«Penso agora em flores, sorrisos, desejo de mulher, e compreendo que todo o meu horror de morrer está contido em meu ciúme de vida. Sinto ciúme daqueles que virão e para os quais as flores e o desejo de mulher terão todo o seu sentido de carne e de sangue. Sou invejoso porque amo demais a vida para não ser egoísta... Quero suportar minha lucidez até o fim e contemplar minha morte com toda a exuberância de meu ciúme e de meu horror.»
(NÚPCIAS, O VERÃO)
Terra ingrata
Filha de uma terra ingrata
Com seus ingratos filhos
Que sem amor se matam
À matam e lhe tornam seu exílio,
Filha de uma filha solitária
Em meio a uma guerra fria
Onde a vida é uma luta diária
Sem artilharia,
Filha única da solidão
E de pai desconhecido
Nessa terra de ingratidão
Onde irmão se torna inimigo.
Quando o amor acaba a gente inventa mil maneiras pra voltar. A gente tenta arrumar um jeito pra o que tá desajeitado. Procura acerto pra o que não tem solução. Não tem como acertar a hora exata, mas morro de medo de um dia te ver saindo por aquela porta pra sempre. Perder você pra sempre seria me perder também. Nem imagino o tamanho do buraco aonde vou ter que me enfiar pra não chorar, não pensar, não querer, mas tem que ser profundo. Do tamanho que você é dentro de mim. Quando o seu amor acabar vou pedir arrego aos deuses, vou procurar uma vida em outro planeta, bem longe das minhas lembranças bonitas em sua casa. Tenho que aceitar que quando o amor acabar nada mais vai dar certo e toda a minha loucura vai parecer normal pra você.
