Declaração de Amor para Casamento

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Nenhum homem viveu que tivesse suficiente / Gratidão de crianças e amor de mulher.

O adultério é a curiosidade do amor e dos prazeres ilícitos.

O amor é um rio onde as águas de dois ribeiros se misturam sem se confundir.

Uma vida longa e intensa muito dificilmente se pode caracterizar por um único amor.

A vida em abundância vem apenas através do amor.

A ociosidade faz nascer o amor e, uma vez desperto, conserva-o. É a causa e o alimento deste mal delicioso.

Retribui-se honra com honra e amor com amor.

Sem o amor o homem é apenas um cadáver em férias.

O amor vive do pormenor e procede microscopicamente.

O amor destrói. A amizade constrói.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Pensar, 1992

O tempo, que fortalece as amizades, enfraquece o amor.

A liberdade absoluta conquista-se pelo amor: só o amor liberta o homem da sua natureza e expulsa o animal e o demônio.

INTIMIDADE: PRÓS E CONTRAS

As pessoas desancam o casamento. Dizem que o amor mingüa, que o sexo começa a rarear, que a rotina é acachapante. Dizem, dizem, mas as pessoas seguem casando e mantendo-se casadas por quilométricos anos. Qual é a boa dessa história? Uma jóia chamada intimidade. Íntimos, muitos acreditam, são duas pessoas que possuem relações físicas e emocionais entre si. É bem mais que isso. Intimidade é você não precisar verbalizar tudo o que pensa, é aceitar a solidão do outro, é estarem familiarizados com o silêncio de cada um. Intimidade é não precisar estar linda em todos os momentos, não precisar ser coerente em todas as atitudes, é rirem juntos de uma história que só eles conhecem o final.

Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com você. Mais do que repartir um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos.

Intimidade é não ter vergonha de ser o que a gente é, não precisar explicar coisa alguma, ser compreendido e brigar sabendo que nada irá se romper. Intimidade é não precisar andar na ponta dos pés pelos corredores de uma vida compartilhada.

Muitos mantém-se casados por causa desse idílio que é não precisar se anunciar todo dia como um investimento seguro, podendo inclusive usar aquelas camisetas puídas e comer o "s" de um palavra no plural sem que a sua cotação desabe. Só há uma coisa ruim na intimidade: a falta que faz um pouco de cerimônia.

Calcinhas penduradas no banheiro, o telefonema sempre na mesma hora da tarde, o arroto que dispensa o pedido de desculpas, o lençol amarfanhado, a TPM todo santo mês, o mesmo perfume, as mesmas reações, o mesmo cardápio. O lado negro de um matrimônio feliz.

O casamento dá uma intimidade rara, apaziguadora, salutar. Não há máscaras nem teatro: é o habitat natural de um homem e de uma mulher que se querem como são. A intimidade salva as relações extensas, a não ser quando as corrói. Contradição maquiavélica. O melhor e o pior dos mundos, nos obrigando a escolher entre o habitual e a novidade, entre a paz e a adrenalina, entre a rede e o salto. Sedução x segurança: que vença o melhor.

Martha Medeiros
Crônica "Intimidade: prós e contras", 1999.

Nota: Texto originalmente publicado na coluna de Martha Medeiros, no website Almas Gêmeas, a 19 de julho de 1999.

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Exprimir o amor de dois amantes no casamento de duas cores complementares, sua fusão e oposição, as misteriosas vibrações de tons da mesma ordem. Exprimir o pensamento de uma fonte de esplendor. Exprimir esperança num punhado de estrelas.

Vincent van Gogh

Nota: Trecho de carta a Theo van Gogh, escrita em 3 de setembro de 1888.

As pessoas confundem amor com casamento.

O casamento é um contrato.
Mas é muito mais que isso.
O casamento é amor. É... compromisso.
É alegria, é compreensão.
É paciência, é ira.
É tudo.
É como a aveia. Nos sustenta.

O amor é um sonho, e o casamento um despertador

É complicado colocar em palavras. Não é simples tipo “o amor acabou”.

Casamento

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

Adélia Prado
PRADO, A. Terra de Santa Cruz, Rio de Janeiro: Record. 2006. p. 25.

10 mandamentos de um casamento feliz.

Sejam sábios: nunca se irritem um com o outro ao mesmo tempo.
Sejam inteligentes: lembrem-se que quando um não quer, dois não brigam.
Sejam gentis: jamais gritem um com o outro, exceto se a casa estiver em chamas.
Sejam amigos: se um tiver que ganhar a discussão, deixe que seja o outro.
Sejam honestos: se cometerem um erro, reconheçam e peçam perdão.
Sejam companheiros: se tiverem que criticar, que seja para somar, nunca para dividir.
Sejam positivos: não remoam erros passados. Águas passadas não movem moinhos.
Sejam criativos: inovem sempre, namorem sempre, fujam da mesmice sempre.
Sejam amorosos: pelo menos uma vez ao dia digam ao outro uma palavra de carinho.
Sejam bons amantes: nunca durmam com mágoas. Por que perder uma noite de amor?