Declaração de Amor de Mãe para Filha

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Chamava-se Laura.
Não foi um amor como os outros. Não começou com febre no corpo nem com a vertigem dos impulsos súbitos. Começou com silêncio. Um silêncio atento, desses que antecedem as revelações. Ele a conheceu num curso de literatura, numa sala de paredes altas e ventiladores lentos, enquanto discutiam um conto de Machado de Assis. Ela, ainda insegura, confessou que sentia algo no texto que não sabia explicar. Não era tristeza, não era ironia, não era encanto. Era outra coisa.
Ele sorriu com a delicadeza de quem reconhece um território fértil. Disse que literatura não se explica, se atravessa. Que às vezes a compreensão vem depois da vertigem.
Foi ali que começou.
Não houve anúncio, nem consciência imediata de que algo raro se instalava. Apenas uma sequência de encontros que passaram a acontecer com naturalidade. Ele lhe emprestou A Paixão Segundo G.H., sublinhado nas margens com sua letra inclinada, como se oferecesse não apenas o livro, mas suas próprias interrogações. Deu-lhe um exemplar gasto de O Livro do Desassossego, dizendo que aquele livro não se lê, se suporta. Advertiu que ali não havia respostas, apenas espelhos.
Ela recebia cada obra como quem recebe um rito de passagem. Lia devagar, fazia anotações, voltava com perguntas. Ele a ensinava a ouvir o silêncio entre os versos. Mostrava que um poema não termina no ponto final, mas na respiração de quem o lê. Falava sobre a diferença entre emoção e sentimentalismo, entre lirismo e exagero. Ela o escutava com olhos vivos, mas não submissos. Havia nela uma inteligência em formação que não queria imitar, queria compreender.
Tomavam café no fim da tarde, sempre na mesma mesa junto à janela. A luz entrava oblíqua, pousava nos livros abertos, desenhava sombras sobre as xícaras. Falavam de Carlos Drummond de Andrade como quem fala de um parente distante, às vezes incômodo, às vezes necessário. Riam de versos que pareciam simples e eram abismos.
Ela anotava frases dele num caderno azul. Ele fingia não perceber, mas percebia tudo. Percebia o modo como ela inclinava a cabeça ao discordar. O jeito como ficava em silêncio antes de formular uma ideia. A maturidade que surgia pouco a pouco, como uma construção interna.
Andavam de mãos dadas pelas ruas do centro, não como amantes clandestinos, mas como dois pensadores que haviam encontrado abrigo um no outro. Não havia pressa. Não havia corpo colado. Havia calor, mas era um calor que vinha da palavra, do reconhecimento, da partilha de mundo.
Nunca houve beijo.
Nunca houve quarto fechado.
E, ainda assim, havia algo que doía como se tivesse havido tudo.
Porque havia possibilidade.
E possibilidade é uma das formas mais agudas de sofrimento.
Havia momentos em que ele sentia o impulso de atravessar a linha invisível que os separava do gesto definitivo. Bastaria inclinar o rosto. Bastaria permitir que a mão que já segurava se tornasse abraço. Mas algo o detinha. Talvez a consciência da diferença de tempo entre eles. Talvez o medo de macular aquela pureza intelectual com a concretude do desejo. Talvez a intuição de que certas experiências sobrevivem justamente por não se consumarem.
Ela, por sua vez, nunca pediu mais. Mas havia instantes em que seus olhos demoravam um segundo além do necessário. Instantes em que o silêncio se tornava denso demais. Nenhum dos dois era ingênuo. Sabiam que algo pulsava ali. Escolheram não nomear.
Ela partiu primeiro.
Um convite para estudar fora. Uma bolsa. Um futuro promissor que se abria como estrada. Ele a encorajou com a generosidade dos que sabem que amar também é não prender. Disse que o mundo era maior do que aquela cidade, maior do que os cafés, maior do que a cumplicidade que haviam construído.
No dia da despedida, caminharam longamente sem falar. A cidade parecia suspensa. O tempo, dilatado. No final, ela apertou a mão dele com força, como quem segura a borda de um precipício. Não disseram eu te amo. Talvez porque amor dito exige consequência. E consequência exigiria coragem.
Depois disso, apenas distância.
Os anos passaram com a indiferença própria do tempo. Ele publicou poemas. Dedicou alguns que nunca tiveram destinatário explícito. Quem lia não sabia, mas havia sempre uma interlocutora invisível entre as linhas. Cada metáfora lapidada tinha algo do rigor que aprendera ao dialogar com ela. Cada silêncio poético carregava ecos daqueles cafés.
Às vezes via notícias dela nas redes sociais. Um livro publicado. Uma palestra. Um reconhecimento. Sorria com uma mistura de orgulho e perda. Pensava que fora ele quem abrira aquela porta. E logo depois se envergonhava do pensamento, como se o amor verdadeiro não devesse reivindicar autoria.
À noite, às vezes, relia as mensagens antigas. Não havia promessas ardentes nem declarações dramáticas. Havia debates sobre metáforas. Havia áudios discutindo a diferença entre lirismo e sentimentalismo. Havia risadas espontâneas, comentários sobre o mar, sobre o medo de não ser suficiente para a própria vocação.
E havia aquilo que não aconteceu.
O que dói não é o que foi.
É o que poderia ter sido.
Ele sabe que, se tivessem atravessado aquela linha invisível, talvez tudo tivesse se queimado rápido demais. Talvez o encanto tivesse se tornado cotidiano. Talvez tivessem se ferido na banalidade das expectativas. Talvez o amor concreto não suportasse a altura da idealização.
Mas há noites em que ele deseja ter arriscado.
Deseja ter trocado a lucidez pela vertigem. A elegância pela entrega. A ordem pelo caos.
Porque viver é administrar o caos, e ele, naquela história, escolheu a ordem.
Ela segue outro caminho. Ele também. Não se falam. Não se procuram. Mas às vezes, ao abrir um livro antigo, ele encontra uma dobra numa página que marcou para ela. Passa os dedos sobre o papel como quem toca uma cicatriz. E sente uma melancolia fina, quase elegante.
Não é arrependimento.
É a consciência de que existiu um amor que não precisou de corpo para ser inteiro e, ainda assim, ficou incompleto.

" Amei-te ao excesso de amor e isso nos afogou. "

Artigo 1 – Origem Misteriosa
Ninguém sabe ao certo quem inventou o amor romântico. Alguns dizem que foi uma mulher astuta, que percebeu que flores e serenatas eram mais úteis que lanças e espadas. Outros juram que foi um homem entediado, que precisava de um motivo para escrever cartas dramáticas e morrer de amor em praça pública.


Artigo 2 – Regras do Jogo
O homem deve amar como se fosse a última missão da vida.


A mulher deve amar… ser amada (com direito a olhares de canto e suspiros calculados).


Cartas, poesias e declarações exageradas são obrigatórias.


Artigo 3 – O Ciclo Eterno


Ele: “Sem você, não sou nada!”


Ela: “Que lindo… continue.”


Ele: “Vou atravessar oceanos por você!”


Ela: “Traz um café na volta?”


Edição Moderna – Amor 2.0
Artigo 1 – Onde Tudo Começa
O amor agora nasce no match. Antigamente era no baile da vila; hoje é no raio de 5 km.
Artigo 2 – Regras Digitais


Ele deve mandar “bom dia, princesa” todos os dias, mesmo que ela responda só com um emoji 👍.


Ela deve postar stories misteriosos com frases de indireta, para manter o suspense.


Ele curte todas as fotos dela desde 2018 para mostrar interesse (e um pouco de desespero).


Artigo 3 – O Ciclo Atual


Ele: “Te mandei um Pix pra você pedir comida.”


Ela: “Awn, que fofo… vou postar no close friends.”


Ele: “Quer sair amanhã?”


Ela: “Tô sem tempo… mas pode mandar mais um Pix.”


Artigo Extra – Final Universal
Seja na Idade Média ou no Tinder, o amor romântico sempre termina de duas formas:


Eles vivem felizes para sempre (até a próxima briga).


Um deles posta: “Aprendi a me amar primeiro 💖✨”.⁠

O amor é azul


Parada contra a parede,
mais um obstáculo...
Olhei para trás —
só havia ruínas.


Voltar não é uma opção.


Como seguir sozinha,
sem ânimo,
sem condição.


Sinto uma mão na minha,
alguém ao meu lado...
O amor da minha vida está aqui —
e era tudo o que eu precisava.


Escalar era a única saída.
Seria perigoso — ele me disse.
Mas respondi que conseguiríamos...


Já no alto,
impossível descer...
— Faz um arco-íris — ele sugeriu,
como você fez da outra vez...


E assim foi feito:
um grande e lindo,
com cores vibrantes...


E ele nos levou
a um belo campo distante...


Ele sorriu e perguntou:
— E onde está o tesouro?


E eu respondi:
— Você é o meu pote de ouro
no final do arco-íris...


Mas aquilo mexeu comigo...
De novo, eu o levei
para onde não pertencia...


Afastei-me,
olhei ao redor,
e tudo eram plantas e flores...


Era o meu mundo —
não o dele —
sem nenhuma atração,
sem realeza...


As nossas diferenças eram gritantes:
água e vinho,
branco e negro,
dúvida e certeza...


As suas mãos, tão lindas,
delicadas e macias...
As minhas — cansadas,
cheias de cicatrizes...


O amor é azul —
um jeito bonito
de chamar
de esquisito...


Doeu perceber.


Aproximei-me novamente
e me desculpei
por levá-lo a um lugar
que era só meu...


"Te afastei...
com medo de não te caber.


Mas você ficou."


Me olhou —
como quem nunca teve dúvida —
e disse baixinho:


— O nosso amor
é único e verdadeiro.


E o meu lugar
é ao seu lado...
pois somos um só,
e não existem barreiras.


E naquele instante,
entendi:


o amor é azul...
estranho,
profundo,
e infinito. 🌛☀️

Há pessoas que não vem a diferença entre Satanás e Deus, a tentação e o amor , pois olham ao espelho e vêm que se não fosse o amor não existiria a tentação. Se não mostrássemos amor por algo, não cairíamos na tentação de abdicar de outra coisa. Contudo há uma visível diferença : Quando levamos Deus aos outros não os tentamos com algo superficial, quando levamos Deus aos outros não praticamos o mal, já quando levamos ódio aos outros estamos a abdicar da oportunidade de nos tornarmos chegados ao nosso próximo, não ganhando nada em troca para além de, muitas das vezes, um valente chapadão.

⁠Você não dizia que a melhor base para o amor é a amizade?

Bridgerton (série)
3ª temporada, episódio 3.

AMOR SEM IGUAL


Havia algo mais que madeira
que tornava mais pesada a cruz.
Nela estavam os meus e os seus pecados,
a pesar sobre os ombros de Jesus.


Ele permaneceu firme, o meu Jesus,
viu a Sua vitória sobre o pecado,
suportou, sem reclamar,
o peso da cruz.


Foi amor sem igual, que o mundo jamais viu,
que dividiu a história e dos meus pecados me remiu.
Foi amor sem igual, que o mundo jamais viu,
que dividiu a história e dos meus pecados me remiu.


Sobre Si levou a dor,
sem desistir, sem recuar,
na cruz venceu por amor,
pra minha vida restaurar.


Foi amor sem igual, que o mundo jamais viu,
que dividiu a história e dos meus pecados me remiu.


Cícero Marcos

O amor é quase indestrutível, poucas coisas podem acabar com um amor verdadeiro... Mas existe um veneno fatal que o corrói de dentro para fora... a decepção!

Meu senso de "humor" tem uma relação apimentada de amor com o "sarcasmo" e um triangulo amoroso com a "ironia"!

Não será a vida que irá me apagar, tampouco a morte que me trará o brilho, é o amor que faz cantar, rir e chorar, nosso tempo não estará muito distante, o que acalma a ilusão são, as verdades escondidas nas mentiras de amar eternamente...
(Patife)

Quando se chega ao ápice do ódio! É o amor que vem despontando...
(Patife)

Existem vários tipos de amores:
Amor bandido.
Amor gostoso.
Amor que amamos
Amor que assusta
Amor que se foi
Amor que não veio
Amor que se confia
Amor que trai
E o pior dos amores é aquele que não vivemos, não brigamos por ele, deixamos passar sem perceber que esse era o amor verdadeiro.
(Saul Beleza)

Em ti, tudo é convite e despedida,
Um abraço que aquece, um amor que arde,
Explode o desejo, apaga a noite fria,
E ao amanhecer, incendeia a alma e a tarde.

Teu amor é um fogo que me consome,
Me entrego a ti, sem medo, sem receio,
Pois sei que em teus braços, eu me sinto em casa,
E que a saudade é o preço do amor que sentimos.

Mas se a despedida habita nossos dias,
É porque o amor que sentimos é verdadeiro,
E que mesmo na dor, há uma alegria,
Que só o amor pode trazer, sem igual.

E assim, me entrego a ti, sem medo, sem dor,
Pois sei que em ti, meu amor, eu sempre estou em um eterno deleite.
(Saul Beleza)
essa é a tradução daquele meu cantar depois do prazer, e fico nos teus braços murmurando...gostou?

"Completamente sem saida, e sem querer sair, muito carente de um amor, do teu amor se possivel, caso contrario jamais te esquecerei."


(Mario Valen - Saul Beleza)

Mesmo sendo discreto, tentei esconder
O amor que sentia, quis manter em segredo
Mas não consegui te amar secretamente
E agora o que resta é esse amor, tão exposto e verdadeiro.
(Saul Beleza)

Sustentei teus sonhos, fui cúmplice da tua paixão,
Criei raízes num amor que era só ilusão.
Mas não fui infeliz, não, não me arrependo.
Porque amar você, mesmo em vão, foi o que me fez viver, e ser.
(Saul Beleza)

O amor me ensinou a lição
que a felicidade é só uma estação.
Pensava que era só alegria.
Mas a verdade é outra, a dor também é dia.

Aprendi a suportar o que não vem no cardápio.
A espera, a saudade, o coração vazio,
amar de verdade é aprender a lidar
com as dores que o amor pode causar.
(Saul Beleza)

Esses são os pilares de um amor verdadeiro. Cumplicidade para entender o outro, companheirismo para enfrentar os desafios juntos, e lealdade para ser o porto seguro um do outro. É um amor que soma, não subtrai.
(Mario Valem/Saul Beleza)

*Amor que não cobra*

Te quero perto do jeito adulto,
que divide a cia debaixo do cobertor,
sem promessa de filme da Disney,
só de café passado e louça lavada.

Se vier pra junto de mim
traz teu mau humor de segunda sem ter tomado um café amargo,
que eu respeito seu ronco nas madrugadas
e a gente negocia o lado do sofá.

Amor não é fogos de artifício,
é saber calar quando o outro tá cansado
é lembrar de comprar o pão
e não transformar celos em uma guerra.

Não precisa ser pra sempre
só precisa ser honesto hoje,
e amanhã a gente conversa de novo
com os dois pés no mesmo chão.

Se azedar, a gente adoça com respeito
se apertar, a gente afrouxa com conversa
se acabar, acaba sem dívida
mas enquanto durar, que seja inteiro e verdadeiro.
(Saul Beleza)

Eu ainda sou a parte boa que restou de mim, sou tudo, sou nada, sou o amor, o ódio, a ternura, a loucura. Sou também o delírio, sou o êxtase, sou o deleite, sou aquilo que te falta e o que resta. Enfim sou tudo o que restou de de um dia que não começou...
(Saul Belezza - Patife)