Declaração de Amor a uma Amiga

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Queria te falar sobre coisas bonitas como as flores, as musicas de amor e a passagem das estações , mas não consigo , há dias como hoje em que sinto que você levou embora meu sorriso , minha sensibilidade e meus sonhos .E sinto que mudei muito em pouco tempo e que tem uma parte minha que apodrece enquanto outra está prestes a florescer .

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Desculpe ser tão franca mas a verdade é que não acredito mais em juras de amor e como diria Paula Toller , “solos de guitarra não vão me conquistar” ,não mais, e sabe por quê? Por sua causa. Porque você mentiu que me amava e partiu meu coração diversas vezes, tantas que até perdi a conta. Por um lado é bom, porque você me fez forte, por outro é ruim porque você me fez fria.

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E lá se foi outra carta de amor em uma segunda- feira chuvosa. Lá se foi mais uma porção de lágrimas congeladas,e um desabafo para te contar sobre as mudanças que se operam em minha vida, as dúvidas que me roem, as músicas que me cercam , as palavras que me consomem, me libertam e me destroem. E para dizer como você tem perdido tudo isso…

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Então venha! Venha cheio de amor , de musicalidade e de frases feitas . Venha ao entardecer ou ao raiar do dia . Venha com os olhos cheios de brilho e o coração pleno de amor . Venha enfim não importa de que jeito e em que dia da semana , desde que você venha .

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Fui até a sacada para respirar o ar da noite mas não conseguia pois eu respirava amor. Eu era amor da cabeça aos pés e eu parecia de repente ser capaz de fazer qualquer coisa. Eu iria até o fim do mundo, cruzaria as muralhas da China, atravessaria a nado o canal da mancha. Por ele eu faria qualquer coisa.

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Viu o que você me faz? Você me dá inspiração , me enche de amor , sopra vida para dentro de mim .

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Eu sou feita de amor em cada pedacinho de mim, cada átomo , partícula, ou como quer que vocês da área das exatas chame. Eu não sou nada exata, pelo contrário, sempre fui mais subjetiva, cheia de minuciosas entrelinhas que você não soube ler.

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Tudo o que eu pensei foi: mais amor, por favor. Eu sentia uma espécie de revolta interna ao ouvir opiniões homofóbicas, amargas e cruéis sobre o mundo. Opiniões de mentes fechadas e ultrapassadas. Por que o amor e a felicidade não poderiam prevalecer sobre tudo? O que importava se havia casais de homens e mulheres se beijando em praças e avenidas? O que havia de errado se era amor?

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Eu queria explodir em milhões de pedacinhos para espalhar amor ao mundo, para aquelas pessoas tristes, rancorosas, amargas, sem brilho e sem loucura sentirem na pele como a vida era linda e como ela valia a pena em cada segundo .

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Percebi que o amor de verdade é fácil, fácil como respirar, e leve como uma manhã de sábado, e não precisa ser cheio de dramas e disputa de quem é o mais frio, quem se importa menos.O amor de verdade não faz mal, ele cura.

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Meu coração estava em pedaços, mas o mundo não tinha culpa,e apesar de doer, eu era feita de amor e queria que o mundo sentisse as coisas boas que o amor proporcionava, mesmo que ele doesse de vez em quando. Eu queria organizar festas,queria crianças sorrindo, queria reuniões de família e felicidade. Porque a felicidade realmente era a coisa mais fugídia e importante do mundo.

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Eu só tenho eu mesma, ,uma bagagem excessiva de livros e uma ânsia de amor que só os poetas mais loucos poderiam entender e eu te ofereço minha prosa e poesia, que você pode achar pouco , mas que na verdade corresponde a 90% de mim

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Na primeira semana só chovia, amor, dentro e fora de mim, com relâmpagos incessantes e trovões arrasadores; e eu não comia, não dormia, não conseguia respirar! Na segunda semana deixei a ansiedade e a agonia me roerem por dentro e por fora, e na terceira eu entrei em uma rotina exaustiva, tomando saudade de café da manhã, dor de almoço e agonia de jantar, levando para cama sua ausência, algumas lágrimas mal contidas e gotas e mais gotas de rivotril para conseguir dormir.Porém nessa quarta semana eu só sinto paz... Chame de conformismo se quiser, chame como preferir, mas eu chamo esse novo e elevado estado de espírito de paz.

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Meu amor, mais do que qualquer coisa hoje,eu quis te escrever. Quero, mais do que quero, anseio, necessito escrever o que sinto, o que sufoco mas não demonstro, o que me rói e não me destrói por completo, o que se passa nessa confusão que é minha cabeça. A primeira carta foi de amor, a segunda de saudades e essa terceira eu intitulo de "dúvida". São tantas as dúvidas que nos cercam, não é mesmo? Como posso saber se o seu amor não é de papel, que pode se desfazer com a primeira tempestade ou ir embora com a ventania? Como confiar em você de novo?

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Eu havia trancado o restante do amor que sentia por você em uma caixa escura dentro do meu coração. Porém, nesse momento há qualquer coisa, como o céu, o mar, o sopro do vento, que abriram essa caixa e levaram um sopro de oxigênio ao amor que sufocava. E agora esse amor está forte, agora esse amor está vivo, e grita. Grita em desespero para você voltar, grita em desespero para não morrer.

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Quando estávamos voltando de barco até a praia a música "Balada do amor inabalável", do Skank, começou a tocar, e aí meu coração se suavizou. Lembrei então dois anos atrás,após o término do meu namoro, de como me arrumava todas as tardes para ir a aula, cada dia tentando ir mais bonita para ele ver o que perdeu cada dia retocando a maquiagem borrada pelas lágrimas. Aquela música exprimia minhas dores e esperanças e a saudades de um amor. Ela exprimia todos esses sentimentos, mas agora não mais. Agora ela exprimia o sal do mar, o calor do sol e o vento que bagunçava meus cabelos. Era engraçado que a mesma música pudesse em momentos distintos exprimir sentimentos tão adversos, e me senti grata pelo céu, pelo mar, por estar viva , por não amá-lo mais e por ao mesmo tempo meu coração estar transbordando de amor. Foi nesse momento que eu percebi que estava pronta para amar de novo.

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Me falaram que meu amor por ele não fazia sentido, que ele era muito imaturo, idiota e egocêntrico. Mas o amor não foi feito para fazer sentido. O amor não tem cor, nem idade, nem religião, então quem dirá lógica! O amor não é um cálculo matemático, cheio de frações e diretrizes; ele é irracional como um animal selvagem, pulando sobre você quando você menos espera, não obedecendo a lógica ou a gramática, apenas os seus próprios instintos.

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Mas o amor, assim como o processo, é um jogo e nem sempre a gente sai ganhando...

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⁠Nunca senti tanta conexão e essa vontade louca de escrever como sinto agora. O amor é minha conexão com a poesia e eu sinto uma emoção, uma eletricidade dentro de mim como se fosse uma corrente elétrica que me conduzisse através das linhas, como se algo maior guiasse minha mão através do papel, como se eu fosse mero instrumento do amor e ele me levasse pela vida, pela poesia. Cazuza dizia que “ tem gente que recebe Deus quando canta” e eu acho, eu sinto, que recebo Deus quando escrevo. Eu sinto qualquer coisa divina cintilando dentro de mim como um cristal puríssimo quando eu escrevo. Eu sinto que quando eu escrevo sou purificada pelo poder das palavras e qualquer coisa, qualquer do vale a pena se for para poder escrever, para a poesia poder se derramar pelo papel como água. Acho que toda dor de amor vale a pena se for pela poesia. Acho que é por isso que tantos cantores, poetas, escritores, músicos são infelizes. Acho que é preciso um pouco de sofrimento para haver poesia, para haver magia...o amor por si só não faz belos versos, mas a dor do amor, ah, essa sim! Talvez escrever seja meu dom, meu propósito, minha maldição e salvação nesse mundo. Talvez eu tenha vindo para essa vida com o claro propósito de escrever e a dor faça parte dessa trajetória. Quem é que sabe, não é mesmo? Eu escrevo pata aliviar as dores de minha alma, escrevo porque o vento sopra e me inspira. Escrevo para refrear as lágrimas que surgem aos meus olhos a todo instante. Escrevo pois me sinto só e busco conforto. Escrevo para não pensar, não sentir e não viver. Escrevo quando a música me alegra e escrevo para não explodir. Escrevo. E pronto. Escrevo, apenas escrevo...

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⁠30 de abril
“Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor porque veio a saudades visitar meu coração”. É assim que Erasmo Carlos começa a música A carta, a qual compôs com Renato Russo, mas eu acredito que eles não iriam se ofender com o fato de eu dedicar essa música para você. Eu dedicaria toda poesia do mundo a você se pudesse. Eu escreveria cartas e mais cartas se isso trouxesse você para mim. Seria tão lindo, tão épico se eu lhe mandasse uma carta e você de repente respondesse docemente e dissesse que sempre me amou, dissesse que foi um idiota e que fez isso só para se achar para os seus amigos, mas que seu coração conta outra história. Dissesse que seu olhar conta outra história. É difícil entender a complexidade de meus sentimentos, meu amor sem fim e o ódio que inflama. Eu já não me conheço e me vejo fazendo coisas idiotas que eu mesma condenaria ano passado. Por exemplo ontem depois da aula eu te liguei. Eu liguei para sua casa e você atendeu. Meu mundo inteiro parou naquele momento e eu ouvi você repetir “alô” diversas vezes quando o que eu queria era dizer “eu te amo” quando eu queria que você dissesse que me amava. E isso foi ridículo, ridículo, ridículo! Depois eu liguei para Sandra e contei o que tinha feito e ouvi ela me chamar de idiota sem parar pensando que merecia um sermão da minha amiga pois eu havia sido louca. Imagina se você descobre se sou eu? Imagina se você nem descobre que sou eu. O Luís do segundo ano contou ontem no recreio que você falou de mim para ele e ele disse que quando você falava de mim era diferente. Disse que pelo jeito que você falava parecia que você gostava de mim. Meu coração se inflamou com essa informação- que eu nem sei se é verdade- e eu fiquei toda agitada. Frejat canta “eu não sei dizer te amo” e traduz tudo o que eu sinto. “Se você fosse calmaria eu seria temporal”. “Eu não se dizer te amo”. Eu aprenderia mil línguas- até mandarim- para dizer que eu te amo se isso tornasse tudo mais fácil, se você fosse rir e me puxar em direção a seus lábios. Será que você também não sabe dizer “te amo”? Eu sei que eu não sei. Eu nunca disse pessoalmente, de verdade, olhando para a pessoa face a face. Eu ficaria pálida, desmaiaria e faria o maior papelão. Se eu tivesse certeza de seu amor eu gritaria, eu arriscaria pular, arriscaria passar vergonha e falaria, cantaria, gritaria com toda força de meus pulmões como eu te amo. Como eu ardentemente te amo. Eu tenho vergonha de dizer que eu decorei seu número- só para se precisar- mas sejamos realistas, quando é que eu precisaria? Nós não fazemos trabalhos juntos nem nada na escola. Na verdade, quando a professora começa a falar “trabalho” a Lola gruda em mim como uma sanguessuga e não deixa ninguém chegar perto. Eu deveria te dar um gelo, eu sei- se isso fosse fazer você correr atrás de mim- mas eu não sei porque é tão fácil ignorar outros garotos e não você. Você tornou o mundo um lugar bem difícil para mim, sabe? Eu não consigo amar mais ninguém. Eu penso- com muita integridade- muitas vezes em tentar descobrir se você ama alguém para assim ajudá-lo a ficar com ela talvez, mas a quem estou querendo enganar? Eu não sou tão evoluída assim, nada disso. Eu quero que qualquer garota que olhar para você arda no mármore do inferno e eu quero ser a única e dizer te amo, te amo, te amo, te amo!

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