Declaração de Amor a uma Amiga
Amo-te devagar, só para experimentar cada pedacinho do teu ser.
Amo-te devagar, só porque sei que sem ti não sei viver.
Meus muros armados impediam pessoas especiais em minha vida.
Amigos que amo, mas decepcionei.
Reflexos do medo.
Percebo agora que são as pequenas coisas, os pequenos esforços, que mantêm um relacionamento. E sei também que, de certa forma, tenho o poder de magoá-lo e também de fazê-lo se sentir melhor.
Depoimento de uma mente turbulenta
Olha, há muitas coisas que preciso dizer, mas diferente das outras vezes que sempre digo que tenho milhões de coisas pra falar, e agora não é nada semelhante do que as que me transbordam quando preciso desabafar.
Já faz um tempo que você entrou na minha vida, viu o caos que sempre fui e mesmo assim fez o possível e o impossível para estar do meu lado quando caí. Acontece que quanto mais me adapto, mais me distancio. Quanto mais tento esconder o meu verdadeiro eu, mais você me descobre quando te olho, quanto mais escondo minhas lágrimas, mais você sente a minha dor quando digo: não se preocupa, eu estou bem. Quanto mais me fecho, mais você tenta me mostrar minha importância na sua vida. Quanto mais me isolo, mais você sente a minha necessidade de um abraço.
Talvez você precise saber que por trás dessa mulher de equilíbrio, existe uma garota que luta contra os pesadelos que vive dentro de si mesma, que acorda todos os dias com vontade de se manter longe de tudo que a arranca os seus sorrisos, mas não passa de vontade. Esses conflitos e esconderijos criados no fundo da alma só servem para evitar que você perceba que não sou o que seus olhos enxergam. E quanto mais luto contra mim mesma, mais perco, perco porque não tenho mais controle, perco porque não consigo pensar em soluções para ser alguém que você realmente mereça, perco porque não consigo me manter em felicidade constante, perco porque não sinto que o futuro seja promissor. Te evito, só pra você não se assustar com o turbilhão de sentimentos que sou. Tento te afastar, e mais você me ganha por não me deixar sair da sua vida. Sinto muito, agora é desprezível ! Prefiro deixar você viver nas minhas melhores lembranças , do que ter fingir que você morreu pra mim a partir do dia que você realmente me enxergar e logo me deixar.
Pior que estrangeiro falar mal do Brasil e do povo brasileiro é o próprio brasileiro se detonar ao concordar com a baboseira.
Felicidade
Felicidade, quando chega,
Chega sem avisar
Acorda os passarinhos
E cedo começam a cantar
Avisam que o amor chegou
Muda tudo ao redor
A moça se alegra
A tristeza vai embora
O coração bate forte
Levando os dissabores
A porta se fecha
Deixando a tristeza lá fora.
CLADISSA - ROMANCE. N° 59.
LIVRO - 59
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"CAPÍTULO VI"
"A DIGNIDADE ENTRE A TERRA E O OLHAR"
A Úmbria do século XI não era apenas geografia. Era estrutura feudal, era hierarquia sacramentada, era ordem imposta sob o duplo jugo da espada e do altar. Após a fragmentação do poder carolíngio, as pequenas senhorias tornaram-se centros autônomos de comando, onde a vida camponesa se submetia à lógica da dependência e da proteção. Naquele contexto, a mulher sem linhagem era invisível aos registros, mas não aos olhares.
Cladissa caminhava pelos campos como quem carrega não apenas feixes de trigo, mas o peso de uma condição social irreversível. Órfã de camponeses, destituída de dote, alheia às alianças matrimoniais que sustentavam a economia feudal, ela não possuía moeda de troca. Ainda assim, despertava investidas.
A razão não residia na posse, mas na presença.
A mentalidade medieval compreendia a mulher sob três categorias recorrentes, a virgem, a esposa, a pecadora. Tal tripartição, difundida pela teologia latina e consolidada na cultura eclesiástica do período, formava o horizonte moral da época. A autoridade espiritual exercida por centros como a Abadia de Monte Cassino, sob influência da tradição beneditina fundada por São Bento de Núrsia, impregnava o imaginário com uma disciplina que exaltava o silêncio e a submissão.
Mas havia outra força. A política.
A região da Úmbria encontrava-se sob disputas constantes entre a autoridade imperial do Henrique IV e o poder papal de Gregório VII, cujo conflito culminaria na chamada Querela das Investiduras. O poder era tensão. A tensão infiltrava-se nas aldeias. Onde há instabilidade, há oportunismo.
Cladissa representava algo raro. Beleza associada à altivez moral. Não era a sedução vulgar das feiras itinerantes, nem o riso fácil das tavernas. Era compostura. Em uma sociedade rigidamente estratificada, a dignidade em corpo pobre provoca inquietação. Ela não se inclinava além do necessário. Não oferecia palavras supérfluas. Não solicitava proteção. Isso bastava para despertar desejo e desafio.
Os jovens escudeiros viam nela a possibilidade de conquista. Para eles, a mulher sem tutela masculina constituía território disponível. Alguns pequenos proprietários a percebiam como eventual concubina útil. Havia também homens sinceros, que a observavam com respeito contido, temerosos de aproximar-se por não possuírem recursos para elevá-la socialmente.
A estrutura feudal operava sob pactos. Casamento era contrato econômico. Amor era luxo. Uma camponesa órfã, ainda que virtuosa, raramente ascendia sem mediação clerical ou proteção senhorial. No entanto, a história demonstra que períodos de transição institucional abrem fissuras nas hierarquias. A instabilidade do império, as tensões entre Roma e os príncipes germânicos, o enfraquecimento de determinadas casas locais criavam margens de mobilidade inesperada.
Cladissa não compreendia os tratados políticos, mas percebia as mudanças no ar. Mais soldados cruzavam as estradas. Mensageiros passavam com pressa. Homens discutiam tributos nas portas das igrejas.
Ela sentia que algo maior movia-se.
Seu silêncio não era ignorância. Era prudência.
No interior da pequena igreja rural, sob afrescos já desbotados pelo tempo, Cladissa ajoelhava-se não por submissão servil, mas por convicção íntima. A fé medieval era simultaneamente temor e esperança. O sermão falava de culpa, de pecado, de vigilância. Contudo, para ela, Deus era abrigo. Não ameaça.
Essa distinção interior tornava-a ainda mais singular.
Entre a terra que lhe sujava as mãos e o olhar que lhe sondava o destino, Cladissa começava a compreender que a verdadeira herança não era dote nem brasão, mas caráter. Em uma era onde o sangue definia o valor, ela intuía que a nobreza podia nascer da conduta.
Os campos permaneciam os mesmos. As muralhas continuavam erguidas. A ordem social não se alterara visivelmente.
Mas dentro dela, algo se consolidava.
E quando a dignidade de uma mulher enraíza-se na própria consciência, nenhuma estrutura feudal consegue mantê-la para sempre confinada ao chão que pisa.
Lembranças são como passaportes que nos permitem viajar na máquina do tempo para reencontrar pessoas e reviver momentos. Na bagagem, levamos a mesma saudade.
Sobre os velhos amigos
Muito mais que qualquer nostalgia barata de um reencontro despretensioso ou a simpatia de uma rápida conversa diplomática, são as lembranças que tenho a respeito de quem passou por minha vida: os velhos amigos. Eles são cicatrizes benignas feitas por pessoas que, usufruindo de toda a liberdade que têm, deixaram com que a intersecção de nossas histórias existisse.
E eu quero lhe chamar a atenção aqui porque, quando digo história, estou falando do acumulado de experiências, acúmulo de encontros e desencontros da vida colecionados em um indivíduo, de forma que seu caráter, personalidade, espiritualidade e ideologia se fazem frutos desta dita história.
As sobreposições que sofri pelos meus velhos amigos me permite ver, talvez só aqui na frente olhando para as fotos, que a vida foi boa de ser vivida com eles; me permite ver que, como diria Spinoza, o encontro fraterno de nossas almas gerou ganho potência, o que ele mesmo traduz como felicidade.
Aos meus antigos amigos dos enes lugares pelos quais passei, a cada um deles, eu sinto a falta de vocês. Obrigado por permitirem o nosso encontro. Com vocês eu ganhei potência, eu palpei a felicidade. Com vocês vivi momentos dos quais não queria que acabassem e compartilhei lugares dos quais não queria sair.
DIA DAS MÃES SEM A PRESENÇA DELA!
Para aqueles que, assim como eu, não tem mais sua presença terrena, ela sabe que somos seu espelho de vida, e assim desejo o mesmo a você o que desejo a minha mãe. Amor incondicional. Sinto sua presença a cada minuto por todo o santo dia. Mãe quando tem o amor recíproco do filho, sua dor causada pela separação que se faz necessária para que outras futuras mães possam nascer, continuará ela a sentir que ainda será amada e presente na vida de seus amores filiais.
O mundo espiritual matou a morte, e assim mais rapidamente ela se conscientizará que ainda vive e viverá eternamente, mesmo que separados pelos projetos divinos. Essa passagem obrigatória entre as moradas do criador funcionará apenas como uma promoção de acordo com seu merecimento, mas nunca cairá no esquecimento daqueles que os amam verdadeiramente.
E você mãe, que sofre pela dor da perda de seu filho, tenha fé na providência divina, pois amor que é amor não é orgulhoso ou egoísta, cada um de nós temos nossa missão a cumprir nessa estada terrena. Crê que um dia o reencontro acontecerá, e se não crês, não tem problema sabe porquê? Pelo simples fato de que, se é amor ele nunca morrerá! Pense nisso pois tens outros filhos para criar.
Feliz dia das mães!
O que foi àquilo que fizemos ontem?
Foi uma dança?
Foi uma música?
Talvez uma poesia com os nossos corpos?
Aquilo tudo foi envolvente, encantador.
Pronto, sei bem o que foi.
Foi um ritual para nos transformar em apenas um!
Gratidão em ter tido você!
Com sorriso no rosto
Escrevo pra ti
Infelizmente acabou
Talvez não pra sempre,
Minha tão grande felicidade
Motivo maior tem
Não por ter te esquecido
Nunca esquecerei
Deveria estar triste
Talvez seja o final
Mas triste não posso estar
Pois eu vivi,
Eu senti
Eu amei
Desde o primeiro beijo
O primeiro toque
Sentimento tão maravilhoso
Não deve virar tristeza
Mas felicidade
Melhor ainda
Gratidão
Gratidão por te sentido
Mesmo nos poucos instantes
Eu te amei.
Não me diga o que espera de mim, não me fale como agir ou condene meu jeito de ser. Posso ouvir seu ponto de vista, agradecer por seus conselhos, verdadeiramente me comover por sua preocupação... Mas por favor não me entenda mal, escolho seguir meu coração.
Aprendi que a vida é muito curta para vivermos com base no que pensam de nós, e que cada segundo que vivemos para agradar os outros, converte-se em momentos que estamos deixando de viver. Em meu caminho, o sorriso é sincero, o sentimento é puro e meu coração está aberto, para te aceitar como és... portanto, só tenho algo a pedir, que mesmo que não me compreenda, não me julgue. Mostre-me que realmente se importa. Apenas respeitando-me e aceitando que sou como sou...
Você tenta lutar contra a timidez, e eu a amo por isso. Lutar contra nossos defeitos não é fácil, bem sei, e uma palavra alegre ajuda a animar.
As pessoas pulam pedindo a Deus pra que possam voar, por que do contrário elas caem como uma pedra, pensando até chegar lá em baixo por que, mas porque eu pulei, eu continuo caindo, e só tem uma pessoa que me faz sentir que eu possa voar, você!
Não nasci para me esconder atrás de modelos ou dogmas, muito menos para agradar os outros, o meu compromisso na vida e comigo mesmo.
