Dê poder a um Homem e Verás quem ele é
Os deuses ainda precisam criar um homem que não tenha paciência para o poder absoluto.
Precisamos de poder. O poder vem do dinheiro. Sem poder através do dinheiro, o homem o busca através da violência.
Pode um homem ser antes de ter?
Pode a Terra possuir aquilo e não viver?
A tempestade esconde a calmaria. O silêncio habita a Sua ira.
Verdade ou "mentira". O que Deus diz é pura sabedoria.
Entender é diferente de crer. Para viver é preciso obedecer.
Você quer ser, mas nega o Meu querer.
Como faço para te honrar se você esconde o Meu poder?
Eu sou a mulher eu sou o caminho, sou tudo que um homem não pode ser sozinho. Eu dou a luz e dou o ar, dou também o mar por que sou Iemanjá.. Eu sou preta, sou fera,venho lá da Beira. Conheço o meu poder por isso os homens me acham traiçoeira, eu danço e encanto com o balanço do meu gingado, minha irmã me disse que mulher assim deixa os homens assustados. Ela disse que eu devia me anular para poder ter um homem e um lar, eu ri, pois acho que ela esqueceu que eu sou dona do mar. Sou dona do Mar sou dona de mim, igual a Iza eu não preciso de um homem eles que me precisa.
-Lourenço Jacira.
Se um homem deixa o poder subir para a mente, ele comete erros inevitáveis com um único objetivo: Mostrar seu poder a qualquer custo, mesmo que custe a vida de milhares de pessoas...
É o que estamos vendo nesse momento...
27/02/2022 às 12:35
No mundo, um homem que vive para ser, nunca terá, mas um homem que vive para ter, sempre será convidado à ser.
Duas ferramentas modelam um homem.
A primeira, sem sombras de dúvidas é o Poder. Pois o homem com poder, consegue tudo e todos.
A segunda é o medo.
O homem com medo obedece quem tem o poder.
Enquanto o homem acreditar que o poder é o sentido da vida, não teremos uma sociedade harmonioso, pois a ideia do poder está atrelado a "ter influência", logo há o que influencia e o influenciado, dessa forma, sempre haverá o que pode e os que são submetidos a esse poder.
"A melhor coisa que fiz foi casar a mente com o braço. Acreditem no homem que diz: eu sei, eu vou e eu faço".
Autor: Eusébio Messias de Andrade
“Não é a vida, nem a riqueza e nem o poder que escravizam o homem, mas sim o desejo pela vida, pela riqueza e pelo poder.”
O espaço do casulo é muito reduzido para abrigar homens sérios. Valores e princípios éticos são inegociáveis; essas afirmações não podem ficar tão somente rascunhadas num pedaço de papel ou num traçado de enunciado ou mesmo numa carta de intenções. O fator real do poder não pode suplantar a força normativa do caráter.
"O poder indica os meios pelos quais o homem governa o homem. Nesse sentido, podemos compreender que estar no poder significa que você foi colocado nessa posição por algum grupo humano, sendo assim, o poder não é uma propriedade de um indivíduo, ele pertence a um grupo, ao qual existe enquanto esse grupo estiver unido, caso esse grupo desapareça, o poder também irá desaparecer." (Fonseca et al. [2020])
FONSECA, Witer Naves. BARREIRA, Celene Cunha, OLIVEIRA, Adão Francisco. As categorias poder e território na geografia. Revista Sapiência: Sociedade, Saberes e Práticas Educacionais. v.9, n.2, p.128-148. 2020.
Num espaço dedicado ao cultivo do corpo e do espírito, surge um homem cuja alma anseia desvendar os mistérios do Karaté. Vestindo o cinto branco, emblema de pureza e iniciação, ele comparece aos treinos, embora o seu esforço seja tão efémero quanto a brisa fugaz.
Encantado não tanto pelo rigor do treino, mas pela camaradagem e pelas conversas pós-luta, regadas a cerveja, ele busca mais do que a maestria técnica: procura a camaradagem que tanto anseia, numa jornada onde o esforço parece ser um mero detalhe.
Entretanto, à medida que o tempo avança, ele percebe que o reconhecimento do mestre não lhe é concedido, não obstante a sua presença constante. Tal constatação desperta nele uma chama de insatisfação, alimentando a decisão de se desviar do caminho estabelecido.
Assim, unindo-se a outros de espírito semelhante, ele empreende a criação de um novo dojo, onde as promessas de ascensão rápida e a promiscuidade social são as novas moedas de troca. Adquirindo o cinto negro não pela via da dedicação, mas pelo poder monetário, ele ergue-se como o grande Sifu, iludindo-se com a miragem da autoridade.
Neste ambiente que ele próprio forjou, rodeado por almas cúmplices na sua ilusão, o fracasso torna-se motivo de celebração, enquanto a excelência real é eclipsada pela máscara do sucesso fabricado. Na encenação do poder e prestígio, refugiam-se, ávidos por uma validação que não encontram nas suas vidas para lá das paredes do dojo.
Os verdadeiros buscadores da arte, ao vislumbrarem a futilidade deste teatro de vaidades, logo se retiram, deixando para trás aqueles que preferem o simulacro do conhecimento à árdua jornada da aprendizagem genuína. E assim, o dojo prospera, não pela luz da verdade, mas pela sombra da ilusão, onde o ser e o parecer se entrelaçam numa dança sedutora.
