Dê poder a um Homem e Verás quem ele é
Eu sou a mulher eu sou o caminho, sou tudo que um homem não pode ser sozinho. Eu dou a luz e dou o ar, dou também o mar por que sou Iemanjá.. Eu sou preta, sou fera,venho lá da Beira. Conheço o meu poder por isso os homens me acham traiçoeira, eu danço e encanto com o balanço do meu gingado, minha irmã me disse que mulher assim deixa os homens assustados. Ela disse que eu devia me anular para poder ter um homem e um lar, eu ri, pois acho que ela esqueceu que eu sou dona do mar. Sou dona do Mar sou dona de mim, igual a Iza eu não preciso de um homem eles que me precisa.
-Lourenço Jacira.
No mundo, um homem que vive para ser, nunca terá, mas um homem que vive para ter, sempre será convidado à ser.
Duas ferramentas modelam um homem.
A primeira, sem sombras de dúvidas é o Poder. Pois o homem com poder, consegue tudo e todos.
A segunda é o medo.
O homem com medo obedece quem tem o poder.
“Não é a vida, nem a riqueza e nem o poder que escravizam o homem, mas sim o desejo pela vida, pela riqueza e pelo poder.”
O espaço do casulo é muito reduzido para abrigar homens sérios. Valores e princípios éticos são inegociáveis; essas afirmações não podem ficar tão somente rascunhadas num pedaço de papel ou num traçado de enunciado ou mesmo numa carta de intenções. O fator real do poder não pode suplantar a força normativa do caráter.
"O poder indica os meios pelos quais o homem governa o homem. Nesse sentido, podemos compreender que estar no poder significa que você foi colocado nessa posição por algum grupo humano, sendo assim, o poder não é uma propriedade de um indivíduo, ele pertence a um grupo, ao qual existe enquanto esse grupo estiver unido, caso esse grupo desapareça, o poder também irá desaparecer." (Fonseca et al. [2020])
FONSECA, Witer Naves. BARREIRA, Celene Cunha, OLIVEIRA, Adão Francisco. As categorias poder e território na geografia. Revista Sapiência: Sociedade, Saberes e Práticas Educacionais. v.9, n.2, p.128-148. 2020.
Num espaço dedicado ao cultivo do corpo e do espírito, surge um homem cuja alma anseia desvendar os mistérios do Karaté. Vestindo o cinto branco, emblema de pureza e iniciação, ele comparece aos treinos, embora o seu esforço seja tão efémero quanto a brisa fugaz.
Encantado não tanto pelo rigor do treino, mas pela camaradagem e pelas conversas pós-luta, regadas a cerveja, ele busca mais do que a maestria técnica: procura a camaradagem que tanto anseia, numa jornada onde o esforço parece ser um mero detalhe.
Entretanto, à medida que o tempo avança, ele percebe que o reconhecimento do mestre não lhe é concedido, não obstante a sua presença constante. Tal constatação desperta nele uma chama de insatisfação, alimentando a decisão de se desviar do caminho estabelecido.
Assim, unindo-se a outros de espírito semelhante, ele empreende a criação de um novo dojo, onde as promessas de ascensão rápida e a promiscuidade social são as novas moedas de troca. Adquirindo o cinto negro não pela via da dedicação, mas pelo poder monetário, ele ergue-se como o grande Sifu, iludindo-se com a miragem da autoridade.
Neste ambiente que ele próprio forjou, rodeado por almas cúmplices na sua ilusão, o fracasso torna-se motivo de celebração, enquanto a excelência real é eclipsada pela máscara do sucesso fabricado. Na encenação do poder e prestígio, refugiam-se, ávidos por uma validação que não encontram nas suas vidas para lá das paredes do dojo.
Os verdadeiros buscadores da arte, ao vislumbrarem a futilidade deste teatro de vaidades, logo se retiram, deixando para trás aqueles que preferem o simulacro do conhecimento à árdua jornada da aprendizagem genuína. E assim, o dojo prospera, não pela luz da verdade, mas pela sombra da ilusão, onde o ser e o parecer se entrelaçam numa dança sedutora.
“Um único homem, usando apenas as mãos, poderia carregar uma tonelada de pedras, desde de que fosse um quilo por vez, mas quando elas estivessem juntas e pesassem mil quilos, ele não poderia movê-las usando as mesmas mãos que o ajudou a junta-las”.
Do que sabes um homem em que de nada entende? Onde de nada tem se o poder da certeza? O homem digno da certeza é o poderoso homem a qual todas as raças o louvam e o chamam de Deus pois a pura certeza só se vem da criação.
Há muito anos, homens nascidos com grande poder acreditavam ser possível aprisionar a escuridão. Quanta arrogância.
É de uma satisfação inimaginável servir indefinidamente, em doses homeopáticas de poder, que a cada ação executada nosso inconsciente se alimenta silenciosamente de prazer
O PODER QUE O HOMEM QUER
E se assim, de repente, você tivesse o poder de parar tudo?
Parar a dor do doente, a mudez do mudo e a surdez do surdo.
Como em uma mágica milagrosa, pudesse aumentar a luz do vagalume, tirar o espinho da rosa.
Pudesse convencer facilmente as pessoas rebeldes, essa gente teimosa.
Se você pudesse prender e depois, destruir completamente o mal.
E de toda a água do mar, você conseguisse tirar todo sal.
Tivesse o controle sobre os animais, a natureza e a ciência.
Curasse chagas mortais, aids, câncer, mal de Parkinson e demência.
Pudesse fazer o leão parar de matar zebras e filhotes de touros.
Fizesse todos serem aprovados, em todos os testes de calouros.
Se você pudesse alimentar o mundo inteiro, acabando de uma vez com a fome.
Organizasse a paz no mundo, unindo todos os homens.
E se assim, tivesse o controle do mundo inteiro, o que você faria?
Como daria senso a momentos de vibração e de alegria?
O que faria para motivar e elevar as pessoas?
Já que tudo seria um paraíso, as coisas seriam boas?
Como faria para manter tudo sob controle, para o caos não se instalar de novo?
Como explicaria a pergunta: quem nasceu primeiro, a galinha ou o ovo?
Se tivesse o controle total sobre tudo, seria totalitário ou democrático ?
Ou deixaria as pessoas livres, para fazerem o que quisessem, seria empático?
E depois, que estivesse tudo parado, esperando você acabar de concertar.
Como daria o reinício das engrenagens da natureza, como faria tudo voltar a funcionar?
Depois de navegar neste momento de seu paraíso imaginário.
A perfeição que desfilou na sua mente, tirou um ditador do armário.
Em se tratando de ser humano, com idéias livres e pensamentos diferentes.
É impossível equilibrar tudo, pessoas são confusas, individuais e desobedientes.
Além disso, como saberíamos o que era bem se não existisse o mal?
O que seria do bom, se o ruim não existisse?
Que graça teria a conquista, se não houvesse uma batalha dura?
E o que seria doce, se não houvesse amargura?
O mundo perfeito, onde tudo funciona, na verdade é uma ditadura.
De tanto esforço para se auto afirmar, acariciando o ego e beijando o "EU".
O homem acha que pode concertar tudo, explicar tudo e substituir Deus.
