De Pai para Filha

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SAUDADE PAI


Te perder, pai, em uma data tão carregada de significado, deixa um vazio, uma dor difícil de explicar. E a saudade aparece nos detalhes mais simples: na lembrança, na frase tão nossa — “não tenho dinheiro!”
E, na vontade repentina de contar algo que aconteceu no meu dia.
A verdade é que, quando a gente perde alguém que ama profundamente, não sente apenas falta da pessoa. A gente sente falta da versão de nós mesmos que existia quando ela estava aqui.


Pai, sei que você ainda permanece vivo em mim de muitas maneiras: no jeito de sentir, de agir, nas brincadeiras, nas piadas e em memórias que ninguém pode apagar. Agora eu entendo por que a saudade dói — ela dói porque o amor foi real.
E amor de verdade não desaparece; ele só aprende a existir de outra forma dentro da gente.
Na forma de lembranças que continuam aquecendo, mesmo em dias difíceis.
No jeito que alguma frase ainda aparece na minha cabeça quando eu preciso.
Nos hábitos, nos conselhos, nas datas especiais, nas músicas e nos momentos em que percebo que carrego algo dele sem nem notar.


Às vezes, quem parte deixa de existir ao nosso lado fisicamente, mas continua existindo dentro de nós, através da forma como amamos, cuidamos, sentimos e enxergamos o mundo.
O amor não acaba quando a presença termina.
Ele muda de lugar e de forma.
Porque vínculos profundos não ocupam só espaço na rotina; ocupam espaço dentro da nossa identidade emocional.


Pai é referência de amor, proteção, memória, história e pertencimento. Quando alguém assim parte, não é apenas a ausência física que dói; é o silêncio que fica onde antes existia presença.


O problema é que o cérebro entende que a pessoa morreu, mas o coração continua procurando por ela nos lugares de sempre: numa ligação que não virá, numa conversa imaginada, numa vontade de contar algo importante, de comemorar, de abraçar e de sentir o calor do amor e da torcida real e sincera.
E existe uma outra parte difícil: o amor continua existindo, mas já não tem onde pousar da mesma forma. Por isso a saudade parece tão intensa — é amor sem poder voltar ao lugar de antes.

“Hoje sonhei com uma árvore florida.
E me lembrei da voz do meu pai, da sua expressão feliz, do seu sorriso e do seu jeito todo brincalhão. Me dizendo que haveria muitos frutos naquele ano.
Acordei chorando de saudade… por algo que nunca mais escutarei dele novamente,
mas talvez algumas pessoas nunca vão embora por completo.
Elas continuam florescendo dentro da gente."

Soneto “Homens da minha vida”


Márcio, meu esposo, namorado e companheiro
Um pai presente, com carinho e dedicação
Homem simples, divertido e verdadeiro
Sua alegria nos cativa, pura diversão.


Márcio Júnior, meu filho primogênito, meu doce amor
Meu menino autista, cheio de sonhos, azul é seu mundo
A cada dia nos ensina o novo e pretende ser ator
É calmo, sereno, sincero e com olhar profundo.


Henrique Lui, menino parceiro, nosso segundo rapaz
Gosta de esportes, é dedicado, tranqüilo e espontâneo
Meu tesouro branco, é firme em tudo o que faz.


Emanuel Cauê, o caçulinha, de futebol, aos sete já era comentarista
É carinhoso, emotivo, às vezes tímido, questionador
Meu pacotinho de ouro, meu intenso flamenguista.


Tatiane da Silva Santos - Santarém PA
23/08/25

Soneto “Meus pais”

Alonso e Eunice (em memória)



Seu Alonso, meu pai conselheiro

Homem trabalhador, conhecido por “Meus Amigos”

Ajuda a todos, chama-os de queridos

Sustentou os filhos com o suor de pedreiro.



Dona Eunice, minha mãe educadora

Mulher persistente, intitulada “Minha Amada”

Orientou a tantos, pela educação foi obstinada

Sustentou os filhos com a função de professora.



Ele, eterno “vizinho”, sereno, flamenguista animado

Da família Tavares, cresceu no Acai do Lago Grande

Pai amável, tio carinhoso, esposo apaixonado.



Ela, eterna “diretora”, resiliente, franciscana empenhada

Da família Ferreira, cresceu no Atumã de Alenquer

Mãe incansável, tia inspiradora, esposa dedicada.



Santarém - Pará, 26/08/25.

Pai! por favor me segure, estou cansado, mas não quero desistir.

Querido Deus meu Pai, agradeço pela vida, família e amigos, te peço que abençoe nossos caminhos, para que sejamos todos felizes, de acordo com o teu querer. Amém.

Saudade dos namoros no portão...
Que até o cão ficava parceiro...
Quando o pai da moça gritava...
Está na hora minha fia...
E o cãozinho latia pois não gostava...
Que eu fosse embora...
Mas eu tinha dia e hora pra namorar...
E assim foi até ele acostumar...
Ele era nosso amigo e esperto...
Ficava sempre por perto...
Nosso namoro vigiando...
De um lado pra outro andando...
Ficando sempre na vigia...
E qualquer coisa que ele via...
Ele dava sinal e a gente ficava atento...
Por que o velho saia lá de dentro...
Pra ver o que no portão acontecia.

Oremos...

Amado pai um novo dia acaba de nascer e eu quero consenhar a ti cada minuto dessa jornada, esteja à minha frente me livrando de todo mal, esteja ao meu lado me amparando quando preciso for e esteja atras para que nenhuma seta do inimigo me derrube. Abençoa meu trabalho, minha familia, meus amigos, cobre meu lar com Teu manto sagrado e me conceda um dia sereno e tranquilo debaixo das Tuas asas e do Teu amor. Que eu tenha serenidade para conduzir cada problema da jornada, que eu tenha sabedoria para usar as palavras e que eu seja revestida do Teu espirito, amém! (Priscilla Rodighiero)

Pai e mãe são tudo, tudo mesmo, algo estratosférico, mais importantes do que qualquer estilo de vida.

Consagre todos os teus dias ao Pai, e verás o milagre acontecer.

Na infância, o Sul de Minas era meu destino de férias. Terra do meu pai, entre São Sebastião do Paraíso, Itaú, Pratápolis, Passos, Morro do Níquel e Fortaleza de Minas. O tempo passou, mas essas lembranças continuam morando no coração. ❤️🌿

Na infância, o Sul de Minas era meu destino de férias.
Terra do meu pai, de estradas tranquilas, os deliciosos pães de queijo assados e dias que pareciam não ter fim.
São Sebastião do Paraíso, Itaú, Pratápolis, Passos, Morro do Níquel, Fortaleza de Minas...
Hoje são lembranças guardadas com carinho,
porque a infância passa, mas os lugares onde fomos felizes continuam morando no coração.

"Sua mãe tem raiva da raiva do seu pai por ela, portanto, você odeia o seu pai pela raiva dele por sua mãe, mas, ao odiá-lo pela raiva, você estará odiando a si mesmo, por praticar a raiva que tanto odeia"

O solo da terra é o útero que recebe as sementes, o agricultor o pai que semeia a vida pra nos dar a vida!

Se Cristo, o Filho de Deus, viveu em constante comunhão com o Pai por meio da oração, nós não podemos tratar a oração como algo opcional.

Quem conhece o coração do Pai persevera em oração, pois sabe que nenhuma oração sincera, oferecida com fé e em submissão à vontade de Deus, é em vão.

Pai, Viemos Ver Luanda.


Hoje, convidei o meu pai
a sair da sala, a desligar o mundo plástico,
e a calçar os pés da verdade.
Convidei-o a conhecer as ruas.


“Vamos, Pai.
Vamos ver as paisagens que os ecrãs escondem.
Vamos passear pela cidade que a televisão não mostra.”


E fomos…
Caminhámos por avenidas onde a esperança já não mora,
por vielas onde a infância morre sem nome,
onde crianças brincam com a fome,
e senhoras mendigam migalhas para alimentar
a última faísca de um amanhã incerto.


“Então, Pai…
o que achaste da nossa bela Luanda?”


Ele calou-se.
E no seu silêncio, a cidade gritou.
Seus olhos marejados
não cabiam no peito das notícias oficiais.


E eu disse-lhe:
“Esta é a graciosidade que ninguém exibe.
Mortes prematuras, abandonos precoce,
corações descartados como lixo.”


Venham todos.
Venham ver Luanda com os próprios olhos.
Não com os olhos que vos emprestam.
Venham vestir a camisola de Angola,
não a do orgulho cego,
mas a do luto ativo,
do olhar que se revolta.


Ganhem coragem.
Desçam das vossas salas refrigeradas.
O solo está quente de lágrimas.
As ruas estão sedentas de testemunhas.


Venham ver o que é ser angolano
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Senhor Deus, venho neste momento interceder através de ti, Pai, por pessoas que estejam a minha volta, como familiares, parentes, amigos e pessoas que não conheco, mas lhe peço em nome do Teu filho amado, Jesus Cristo, livre de todo mal. Senhor, só tu podes, Pai, fazer o que não podemos. Eu creio e tenho fé. Amém.

Deus todo poderoso Pai, venho a ti para te agradecer por mais este dia que o Senhor me abençoa com dom da vida, sou grato por cada momento, cada cuidado que me permiti ver, ouvir, falar, cuidar do templo do Senhor. Perdoe os meus pecados. Obrigado por mais este dia tão lindo!

Pai

Sempre amando, educando,
apoiando e disciplinando.
Exemplo a ser aplaudido
e jamais esquecido.
Notas não servem,
adjetivos seriam pequenos.

O que falar da grandeza do homem
franzino.
Nas noites, meu colo
Meu provedor, meu protetor.

Assumiu o que poucos assumem,
coragem que muitos não tem.
Essa grandeza apenas ele tem.
Dos de fora, meu pai.
Para mim vai além, o amigo.

Na imensidão do te amo,
fico na certeza que ainda é pouco.
Sentimento maior e mais puro que
não encontro adjetivos.

Para meu pai: Julio César Lourenço