De Jovens para Velhos
Ainda somos jovens
Não sabemos aonde estamos indo
Mas sabemos onde pertencemos
Rosas e balões
Quando jovens, somos balões cheios de sentimentos em um lindo jardim de rosas, e por elas somos atraídos, de longe, pelo seu perfume, de perto pela rara beleza, mas ao toca-las somos apresentados aos espinhos e esses podem ser o nosso fim.
A. Cardoso
Fugir de casa era próprio da Idade Média; os jovens atuais, conscientes, buscam a liberdade por meio da independência financeira, através dos estudos e do trabalho.
É triste ver uma geração que sente orgulho em trair, em só ficar, zombar do amor e achar graça em não ter respeito por ninguém.
"O amor é a centelha inspiradora de tudo aquilo que vocês são, de tudo aquilo que vocês fazem no mundo."
O ócio é necessário à produção de ideias, e as ideias são necessárias ao desenvolvimento da sociedade. Do mesmo modo que dedicamos tanto tempo e tanta atenção para educar os jovens para trabalhar, precisamos dedicar as mesmas coisas e em igual medida para educá-los ao ócio.
Mesmo com mente suja, ou boa, eles precisam ser ouvidos,
para a salvação do mundo, salve o jovem hoje e o amanhã será melhor
Jovens e nus frente ao mar, estão presentes em cada célula do seu corpo. Mas a vida que têm é demais para eles e não sabem que fazer dela. Emergem da água rutilantes e riem. Depois deitam-se na areia, gastam o dia e a noite a amar-se, a embebedar-se, a estoirar todo o prazer e forças que têm. E ficam ainda com vida por gastar. É desses sobejos já com bolor que terão de viver depois na velhice.
Ontem, um médico me confessava o seu espanto. Os nossos jovens, de ambos os sexos, esquecem antes de amar e sentem o tédio antes do desejo.
(Os que esquecem antes de amar, 21/02/1698)
A distância que você percorre na vida depende do seu carinho com os jovens, da sua delicadeza com os idosos, da sua compreensão com os que se esforçam e da sua tolerância com os fracos e os fortes.
Alguns nos odeiam, pensam que somos fora da lei a serem pendurados na forca.
Alguns nos temem, pensam que somos demônios a serem queimados na fogueira.
Alguns nos adoram, pensam que somos filhos dos Deuses.
Mas todos nos conhecem.
Todos amam as copas das árvores e suas flores, mas quase ninguém dá importância às suas raízes. As raízes fincadas no solo sujo, oculto, representam os alicerces de nossa personalidade: as perdas que sofremos, as dificuldades que atravessamos, as lágrimas que choramos, inclusive aquelas que ficaram escondidas, que nunca foram encenadas no teatro do nosso rosto.
