Gotas de dor na margem dos olhos, uma enchente ainda ficou dentro do peito.
Você foi as páginas amareladas de um caderno que já perdi...
Meu coração soprou teu nome e quis parar...
Que dor pontuda a de não te ter, ouvindo-te por toda parte dentro de mim...
Tenho medo do que no fundo já sei.
Dito isto, isto é tudo: o amor que todos procuram...
Partes de mim vão indo embora, e se agarro uma outras cem caem para fora...
Respira-me fundo, ou então me deixa para quem me absorva inteira.
Verdadeiramente fui por demais verdadeira. Minha sentença é derradeira.
Ora, não me copie. Saiba errar por si mesmo.
Acabou, acabou. Mas repare: nunca antes havia começado.
Inteligência é saber sentir e parar de sentir.
Um grito de horror ou de alegria? A verdade pode ser ambígua.
Sou um segredo fundo perambulando no meio das pessoas.
Alcance-me toda, se prometer não fugir. Mas quem poderia?
Anseio nostalgicamente pela essência que outrora habitou em ti.
O que mais doeu foram suas últimas palavras.
Eu quero te levar pra vida mas tenho medo da vida te levar de mim.
Já se foi o tempo em que sonhar era um sonho possível.
E quando eu virar a página quero que seu rosto desenhado fique para trás
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