Curativo
Cura
Olhando para mim, percebi um curativo que já estava à muitos dias ali.
Com minha mente atrolada, não controlei o estado em que aquela ferida se encontrava.
Retirei-o bem devagarinho
Então eu vi
Ali estava aquilo que me faz tão mal.
A ferida estava enorme e eu não conseguia ver o início.
Era muito fundo.
Então começou a doer e doer muito.
Meus olhos se enchem de lágrimas e não consigo parar de chorar, afinal eu só tapei um buraco e não cuidei da ferida.
Ela só estava escondida .
Irei começar o processo de cura
Todos os dias irei cuidar
Sei que não é algo rápido
O processo é lento
Ainda dói e dói muito
Esperançosamente como um band-aid colocado sobre uma ferida profunda, um curativo artificial para escoriações temporárias, bem sabemos que não irá curá-la, mas sabemos bem que ela existe e é dolorida, mas também sabemos bem, que mesmo não á curando, esperançosamente, artificialmente estará lá.
Eu não sou do tipo que, diante de uma ferida, coloca apenas um curativo por cima e finge que está tudo bem, dizendo que ela vai sarar sozinha ou que não houve culpa nenhuma no corte que a causou.
Sou do tipo que limpa a ferida, aperta para o pus sair e trata a infeção pela raiz, para que não se espalhe pelo pé inteiro. Vai doer? Vai, sim. Mas é necessário, e é para o teu bem.
Escrever é o gesto desesperado de quem tenta colocar um curativo em um rasgo que atravessa o peito de lado a lado. A caneta é a agulha, o papel é a pele, e a tinta é o sangue que insiste em vazar toda vez que lembro de quem eu poderia ter sido.
Entenda que não basta entender.
Para você também que possui um curativo no coração, e um Band Aid nas feridas mais internas e que não entende o quão se torna difícil uma convivência..., bate aqui, não fazemos questão nenhuma de compreensão.
Até que ponto os nossos problemas ganham dimensões que nos limitam de viver o que há para se viver ?
Até que ponto, você, meu caro amigo, despeja toda sua felicidade em um outro alguém ?
Até que ponto somos dependentes de um sorriso alheio para propiciar o nosso ? ...
Eu andei pensando ultimamente o quão o tempo é influenciador em nossas vidas.
Nos faz descrer do impossível, abandonar uma ilusão, disfarçar feridas, secar curativos.
Há algum tempo atrás, esbanjava felicidade, e não uma felicidade qualquer, mas uma daquelas bem autêntica de, quem sorri até com os olhos , de quem ama só por amar, e de quem arrisca achando que a vida está para a brincadeira.
Há algum tempo atrás...
Eu ainda cultivava laços que nunca pensei que o nó iria se afrouxar, ou que uma dor tomaria tanto espaço nessa mente insana que só lhe cabiam palavras.
Há algum tempo atrás eu convivia com poucos, mas essenciais, admito.
Não que deseje descarregar toda culpa nesses novos relacionamentos formados. Turbilhões de mensagens e ligações. Furtivas amizades feitas,...
Não que seja isso, porém, em que medida, somos capazes de ganhar algo e no entanto também cultivar o que se tinha ? Em que ponto não pecamos em oferecer carinho de mais há uns e de menos aos que mais precisam ? Em que ponto podemos amar não um, mas dois corações ?
Não disseram que relacionar , conviver, despertar emoção em alguém, seria fácil.
E não é.
Pessoas são difíceis.
Não se pode confiar no que um sorriso diz por imaginar que há um milhão de lágrimas por trás.
Não se pode entrelaçar os dedos, por medo de se gostar demais, pois há certas coisas que fazendo juntos não teria como não se apaixonar.
Não se pode mais estar bem estando mal, ou disfarçar problema com bebida.
Não se pode mais amar sem medo de correspondência.
Não.
Não se pode.
Não se pode mais apontar a flecha para um rumo sem temer suas conseqüências.
Nesse caos de não poder, como, me expliquem, suplico, ...
como conviver ?
Soa muito mais fácil descrever tantas perguntas do que trazer respostas.
Não há resposta para tudo.
Uma alma tão intensa como a minha nunca se contentou com metades ou com algo que despejasse o morno ou o sublime.
É tão mais fácil viver em equilíbrio, dosar a dose, ou não respirar risco algum.
Sim, é mais fácil.
Mas graças a Deus, nunca me permiti ao mas fácil, nem dos amores mais fáceis tive vontade, sempre quis dar a cara a tapa e ansiar por aquilo que nunca foi possível , na teoria.
Nem da escrita mais fácil, carregada de palavras clichês, ou uma obviedade melancólica.
Nem se quer busquei a facilidade de vender simpática ao mundo inteiro, mas sim me doar à uns poucos e bons.
Mas foi nessa de sempre querer o impossível e , muitas vezes, o difícil, que caí em erro próprio.
Não há como deixar que a loucura escorra pelas veias apenas em momentos convenientes,
que seja louca, mas louca por inteiro.
E amar não seria diferente.
Tendo uma mente tão alucinada..., gostar, criar afeto, se torna tão excruciante, como alguém que não demonstra falta de carinho mas ser a pessoa que mais precisa.
Ser intensa nos sentimentos, ações e sempre imaginar milhares e milhares de coisas antes de dormir, se é que consegue fechar os olhos e descansar.
Como quem pensa e “trepensa” no outro mas que por um orgulho fútil não demonstra, ou se demonstra , demonstra por base de uma frieza incalculável .
Eu não entendo.
Minto.
Por enquanto, não faço nenhuma questão de entendimento, e peço que façam o mesmo.
Entendam apenas o que é cabível , do resto, quando fugirem todas as compreensões , não exijam entendimento algum.
Não deixem que o entender demasiado lhes impeça de sentir.
Curar um amor com outro é como colocar um curativo numa ferida, depois de sã o curativo é jogado fora, a ferida cicatriza, mas a pele nunca volta a ser como antes .."
Essa distância me mutila igual navalhas, sangra mesmo sem ninguém ver, mas no futuro meu curativo será lhe ter.
O pior machucado é o que vem de dentro, não tem como fazer curativo. Tem que deixar se recuperar sozinho.
O perdão é um bálsamo curativo, cura os ressentimentos e também opera milagres em nossas vidas;nos liberta da angústia, dos maus sentimentos que nos aprisiona, como ódio, mágoa e o rancor, que só nos trará problemas no futuro.
Perdoe, seja mais tolerante com o próximo, pois todos nós estamos sujeitos a erros.O perdão é prova de maturidade e crescimento espiritual também. E onde o perdão penetra o amor se expande.
Um senhor de idade chegou em um consultório médico para fazer um curativo em sua mão onde havia um profundo corte. Muito apressado pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso. O médico que o atendia, curioso, perguntou o que tinha de tão urgente para fazer.
O simpático velhinho lhe disse que todas as manhãs ia visitar sua esposa que estava em um abrigo para idosos, com mal de alzheimer muito avançado.
O médico muito preocupado com o atraso do atendimento disse:
- Então hoje ela ficará muito preocupada com sua demora?
No que o senhor respondeu:
-Não, ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos não me reconhece mais.
O médico questionou:- Mas então para que tanta pressa e necessidade em estar com ela todas as manhãs, se ela já não o reconhece mais?
O velhinho deu um sorriso e batendo de leve no ombro do médico respondeu:
-Ela não sabe quem eu sou… Mas eu sei muito bem quem ela é.
♥
Esse é o verdadeiro amor. Um amor assim quem não quer? Amor sem limites, amor-doação, amor-entrega… é a doação. Amar é isso e muito mais!
É um choro ligeiro, um curativo e, após isso, apenas mais um lugar pra gente tomar cuidado da próxima vez.
Em algumas feridas é preciso que o curativo seja retirado para que elas respirem, e também de um tempo para que elas sejam curadas!
Um senhor de bastante idade chegou a um consultório médico, pra fazer um curativo em sua mão, na qual havia um profundo corte.
E muito apressado pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso.
O médico que o atendia, curioso, perguntou o que tinha de tão urgente pra fazer.
O simpático velhinho lhe disse que todas as manhãs ia visitar sua esposa que estava em tratamento numa clínica, com mal de Alzheimer em fase muito avançada.
O médico, preocupado com o atraso do atendimento, disse:
- Então hoje ela ficará muito preocupada com sua demora?
O velhinho respondeu:
- Não, ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos que não me reconhece mais.
O médico então questionou:
- Mas então para que tanta pressa em vê-la todas as manhãs, se ela já não o reconhece mais?
O velhinho então deu um sorriso e, batendo de leve no ombro do médico, respondeu:
- Ela não sabe quem eu sou… Mas eu sei muito bem quem ela é!
O médico teve que segurar suas lágrimas enquanto pensava.
O verdadeiro AMOR não se resume ao físico, nem ao romântico…
O verdadeiro AMOR é a aceitação de tudo que o outro é…
De tudo que foi um dia… Do que será amanhã… e do que já não é mais!
