Cultivar Bons Sentimentos dentro de Mim

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Inteiramente Inteira

​Essa sou eu:
uma confusão o tempo todo
dentro de mim mesma!
Certezas? Quase nenhuma.
Às vezes sã,
às vezes insana.
​Essa sou eu: menina, mulher!
Aquela que cala,
aquela que canta,
aquela que grita,
mas que ninguém ouve.
Aquela que escuta, de vez em quando,
a voz do próprio coração,
e que encanta quase todo mundo,
ou não.
​Essa sou eu:
meio século de histórias contadas e contidas,
de sonhos regados a vinho,
poesias, música,
arte de rua e de amores.
​Fui podada, eu bem sei!
Impedida também fui,
mas hoje eu sou livre, livre, livre
feito galho saindo pelos lados da árvore
fincada no chão,
cujas raízes entraram no inferno adentro
só para poder alcançar o meu céu.
​Essa sou eu,
razão batendo o tempo todo na minha cara
e palpitando um coração que ama sem medo.
​Essa sou eu,
um baú de mil segredos,
com milhares de histórias para contar.
Histórias que nem lembro.
Vou escrevendo, escrevendo, escrevendo e,
de vez em quando,
eu canto, eu canto.
​Essa sou eu:
uma mulher inteiramente inteira
e despida.
​Nildinha Freitas

⁠Dentro de mim tem uma fogueira, mas ninguém vem se aquecer diante dela, e os amores que não permanecem se vão por só verem a fumaça.

Minha solidão dilata dentro de mim que transborda
Eu, não vejo nada além do preto do breu
Eu não sinto nada além do frio que dá medo
Eu não desejo nada além de uma companhia que nunca vá embora
E mesmo sendo impossível, minha falsa esperança me faz continuar
Até que eu ache outra coisa pela qual lutar

Não despreze meus galhos secos, dentro de mim a vida floresce e no tempo certo, novos frutos nascerão!

Dentro de mim


Dentro de mim guardo teu abraço,
como segredo que aquece a noite fria, como perfume que insiste em ficar, mesmo quando o vento tenta levar.


Dentro de mim ecoa tua voz,
melodia suave que acalma e seduz,
faz meu peito dançar sem música,
faz meus olhos sorrirem sem razão.


Dentro de mim floresce teu amor,
sutil, mas forte como raiz de árvore antiga, e mesmo que o tempo tente apagar, ele cresce, silencioso,
sempre encontrando caminho até você.

Chove lá fora, mas dentro de mim chove mais,
O aroma da terra desperta o que ninguém mais faz.
É teu corpo, teu cheiro, teu calor escondido,
Que vem junto da chuva, silencioso, contido

Renovação




Gritos ecoam dentro de mim,


Os sacrifícios de outrora me fizeram acreditar que valeu a pena cada ato de indiferença, cada abandono e cada golpe que me feriu um dia,


A maturidade abraçou minha alma com sentimentos de mudanças, com um jeitinho doce de colar o que antes estava quebrado em pedaços.

Há um amor

Há um amor dentro de mim
Dentro de mim há um amor
Ele grita querendo sair
Eu o alimento para não morrer

As cortinas do tempo abriram-se
E o palco da vida se iluminou
Transformando o espaço
Em um grande cenário mágico.

Fechei os olhos para te imaginar
E trazer-te para junto de mim;
Vieste, trouxeste teu sorriso maroto.
Meu coração dedicou-te todo meu sentimento.

A bruma da manhã divide seu aroma,
A cortina se fecha guarnecendo a cena
Deste amor que guardei
Esperando-te chegar.

Quando dentro de mim está uma revolução, visto uma roupagem que por fora tudo parece calmo.

Quando sinto que dentro de mim há um descontrole, procuro manter os pés firmes no chão e a cabeça em equilíbrio.

Se preciso de amor? Lógico! O amor está enraizado em mim. Ele vive em aqui dentro e eu sobrevivo dele.

A Voz interna


Há dentro de mim uma voz que me chama sem cessar. Essa voz tem o poder de me tirar do eixo e me deixar fora de mim. Tento me conectar a ela e entender o que está acontecendo. Tento reorganizar minha vida. Tento interiorizar tudo que me atormenta.


Tento eleger um guia para me ajudar a caminhar sem me perder no meio do caminho; tento compreender essa voz e negociar com ela. Sentar em um lugar tranquilo e perguntar o que ela quer de mim.


Esta pressão é uma loucura. São tantas provocações, tantas buscas para entender todo o processo. Sei que algo está confuso, mas é difícil olhar para dentro. Quero ser alguém sem fantasmas. Alguém menos complexa. Ter o poder de comandar a própria vida sem que essa voz interfira.


As idas e vindas são um mistério. Todos os dias tem novidades. Há algo que pressiona minha cabeça de tal forma que, por instantes, penso que a morte chegou para me buscar. Quero muito entender esse emaranhado que mais parecem fios e mais fios – como aqueles que vemos nos postes de ruas: olhamos e não conseguimos compreender como funcionam.


Todos os dias, antes de entrar em casa, deixo para trás tudo o que pesa. Tiro os calçados, as roupas, e me banho de paz e harmonia. Depois do banho, visto roupas leves e, com os pés descalços, caminho pelo jardim. Observo os verdes vales naturais formados entre as montanhas e me delicio com tanta beleza.


Diante de tudo isso, fico mais calma. Parece-me que a voz se afasta – ou talvez tenha se cansado de mim. É somente com a mente vazia que consigo me libertar e seguir em frente.


Quando me entrego de alma e espirito, limpo a mente e faço a voz se calar. Ela sai de dentro de mim, e eu me sinto leve. Consigo enxergar além da carne. Consigo entender muitas coisas e caminhar pelos verdes vales apenas sentindo o aroma do fim de tarde.


Rita Padoin

“A um mundo inquieto dentro de mim, preciso controlá-lo antes que comece uma guerra”.

Meu maior desejo é arrancar de dentro de mim tudo o que contaminou a forma como eu pensava em você.
Queria voltar ao tempo em que pensar em você não doía,
em que pensar em você era abrigo, não sofrimento.

Sofri um golpe que partiu algo dentro de mim que eu nem sabia que podia se quebrar. A maior decepção da minha vida, vinda justamente da pessoa que eu jurava ser incapaz de ferir, da última de quem eu esperaria uma facada. Foi o tipo de dor que não atravessa… rasga...esmaga.

Esse dia marcou o fim de uma inocência, de uma confiança que eu jamais recuperarei do mesmo jeito. Ali, naquele instante, eu descobri que até o “impossível” pode acontecer, que até o “nunca” pode ruir, que o mundo vira ao avesso quando a facada vem de mãos que antes me acolhiam.

E mesmo assim, aqui estou.
Carregado de cicatrizes, sim, mas de pé.
Não por ter superado tudo… mas por ter aprendido a sobreviver dentro da própria tempestade.

Hoje eu olho para trás e não sinto só dor. Sinto fúria, sinto força, sinto a certeza de que aquilo que tentou me destruir acabou me transformando. Aquele foi o dia em que algo em mim morreu, mas também foi o dia em que outra versão minha começou a nascer, mais consciente, mais dura, mais forte, mais fria, realista e difícil de derrubar.

Como o Sol existe para o dia,

Você existe dentro de mim,

Você me seduz do alto,

Como um navio que navega

Sobre a poesia,


Nada passa a vontade

[nada sublima].



A mudez e a nudez,

Falam mais do que mil

[imagens].

Tanto uma quanto a outra

Insinuam mil miragens...

Como o vento persuade

as ondas do mar,

você existe para mim.



A tua [voz,

A tua [face,

A tua [mão,

A tua [presença,

Todas juntas são sugestivas

Inda de mãos dadas com as lembranças.



Guardo-te como a terra prometida,

Até na memória a tua carícia

Tem o poder de deixar-me entorpecida,

Há um jardim aqui que guarda

A tua rosa mística [rósea],

E uma intenção infinita,

Eis uma malícia definida

Repleta de uma vontade bendita...

Sou sempre dentro de mim, um pequeno Eu acertando pouco, aprendendo muito e em constante formação. Com sorte, transformação.

Levei um bom tempo para compreender de que o mundo ao qual pertenço encontra-se dentro de mim ,embora tivesse procurado do lado de fora,mas insistentemente ainda busco conviver com o meu exterior.

“Eu continuo andando, mas carrego dentro de mim um lugar onde o tempo não passa… e é lá que moram todas as coisas que eu nunca consegui deixar para trás.”
— Anderson Del Duque

“Às vezes eu sorrio para o mundo, mas por dentro estou abraçando todas as versões de mim que ficaram pelo caminho, tentando não desabar de saudade de quem eu já fui.”
— Anderson Del Duque