Cuidar da Infancia
Muitos carecem de lavar
suas roupas sujas
e até encardidas
em águas limpas e cristalinas...
para depois estendê-las
no varal sob o sol
e aos cuidados do vento...
Não é sobre roupas!
Há quem carregue tecidos
manchados de dentro,
impregnados de silêncios
mal lavados,
de culpas acumuladas
nas dobras do tempo.
Carecem de mergulho,
não em qualquer água,
mas naquelas raras,
límpidas o bastante
para não negociar com a sujeira.
É preciso esfregar as fibras da alma,
retirar o que já endureceu como hábito,
o que já se confunde com a própria pele.
Depois, sim,
estender ao mundo,
sem esconder nas sombras,
e permitir que o sol revele,
que o vento atravesse,
que o tempo termine
o que a coragem começou.
Porque há manchas
que não saem no escuro.
E não,
nunca foi sobre roupas...
✍@MiriamDaCosta
As pessoas más te chamam de louco, de gordo ou de gay não porque você é assim. Elas têm inveja é do seu sorriso em seu rosto no momento.
"Se Deus tirasse todas as Suas bênçãos e deixasse apenas a Si mesmo, Ele seria o suficiente?". A vida cristã não é sobre realizar sonhos para Deus, mas sobre encontrar em Deus a realização de todos os anseios.
A mudança é fruto da identidade, não a causa dela.
Se você tentar mudar para causar uma nova identidade, você será um escravo do próprio desempenho. Se você mudar como fruto da sua identidade em Cristo, você será um adorador livre.
Cultivar em casa me trouxe uma conexão que eu não esperava. Ver os primordios nascendo é como assistir a vida se manifestando do nada. Me faz sentir parte de algo muito maior, ancestral.
WE foi bordando as minhas feridas
com versos,
que as cicatrizes da minha alma
se tornaram paisagens de poesia.
✍ @MiriamDaCosta
Essa narrativa costuma ser apresentada de forma quase idealizada, mas a leitura mais atenta da história revela um quadro bem mais complexo, e menos confortável. Muito antes de qualquer gesto oficial, pessoas escravizadas já se insurgiam contra a ordem vigente, protagonizando fugas, revoltas e diversas formas de resistência que pressionavam diretamente as estruturas de poder.
No contexto brasileiro, a promulgação da Lei Áurea não pode ser entendida como um ato isolado de benevolência. Ela ocorreu em um cenário de crescente instabilidade, marcado por tensões sociais, mobilização abolicionista e pelo enfraquecimento de um sistema que já vinha sendo desafiado na prática. A própria Princesa Isabel, frequentemente retratada como figura central desse processo, agiu dentro de um contexto político que exigia respostas para evitar um desgaste ainda maior do regime.
Sob essa perspectiva, a abolição também pode ser interpretada como uma estratégia para conter conflitos, reorganizar alianças e preservar, na medida do possível, a estrutura de poder existente naquele momento. Não se trata de negar a importância do ato formal, mas de reconhecer que ele foi, em grande parte, resultado de pressões acumuladas, e não apenas de uma decisão espontânea.
Assim, ao revisitar esse episódio, é essencial ir além da versão simplificada e reconhecer o protagonismo daqueles que, mesmo sob condições extremas, já lutavam ativamente por sua própria liberdade.
O Holocausto está longe de qualquer tentativa de romantização: trata-se de um dos capítulos mais brutais e desumanos da história. Nele, revelou-se o que há de mais sombrio na condição humana, a capacidade de normalizar a dor, a exclusão e o extermínio. É simplista atribuir toda a responsabilidade a uma única figura. Ainda que lideranças tenham desempenhado papel central, a engrenagem que sustentou tamanha barbárie foi um sistema mais amplo, alimentado por estruturas, ideologias e pela conivência, ativa ou silenciosa, de muitos.
As guerras mundiais, frequentemente lembradas por seus marcos históricos e geopolíticos, não carregam qualquer traço de grandeza moral. Foram conflitos devastadores, marcados por decisões insensatas e conduzidos por interesses que custaram milhões de vidas. Não há vitória real quando o preço é a destruição em massa e o sofrimento humano em escala global.
Diante disso, impõe-se uma reflexão incômoda: por que, ainda hoje, práticas de abuso, violência e desigualdade encontram espaço na sociedade? A história não deve servir apenas como registro do passado, mas como alerta permanente. Quando a crueldade é tolerada, mesmo em pequenas doses, abre-se caminho para que tragédias maiores se repitam. O verdadeiro desafio está em romper esse ciclo, com consciência, responsabilidade coletiva e compromisso ético.
DAS QUINAS
Os Deuses vendem quando dão.
Compra-se a glória com desgraça.
Ai dos felizes, porque são
Só o que passa!
Baste a quem baste o que lhe basta
O bastante de lhe bastar!
A vida é breve, a alma é vasta:
Ter é tardar.
Foi com desgraça e com vileza
Que Deus ao Cristo definiu:
Assim o opôs à Natureza
E Filho o ungiu.
A sociedade contemporânea enfrenta uma evidente crise no campo dos relacionamentos. Cada vez mais, observa-se que vínculos afetivos são estabelecidos sob a influência de interesses econômicos ou conveniências circunstanciais, enquanto valores essenciais, como respeito, compromisso e construção mútua, acabam relegados a segundo plano.
Há também uma crescente ruptura com etapas tradicionalmente associadas ao amadurecimento das relações, como o namoro, o noivado e, por fim, o casamento. Independentemente de visões mais modernas ou conservadoras, é inegável que a ausência de processos de construção gradual pode resultar em frustrações profundas, uma vez que expectativas não são devidamente alinhadas nem emocionalmente elaboradas.
Outro ponto que merece reflexão é a confusão entre o desejo de casar e a real preparação para essa decisão. Querer formalizar uma união não equivale, necessariamente, a estar pronto para as responsabilidades que ela impõe. Muitos ingressam nesse compromisso acreditando que suas rotinas e posturas permanecerão inalteradas, quando, na verdade, o casamento exige transformações pessoais, concessões e amadurecimento contínuo.
Diante desse cenário, torna-se urgente resgatar a consciência de que relacionamentos sólidos não se sustentam apenas em intenções ou interesses momentâneos, mas em um processo consciente de evolução individual e construção conjunta.
Não podemos chamar ninguém de ‘ladrão’, pois isso pode configurar ofensa ou imputação de crime. No entanto, podemos expressar críticas de forma formal e opinativa, por exemplo:
"Considero problemáticos os escândalos de corrupção associados aos governos do PT."
Ao chegar em casa em um dia torrencial – faz parte do meu trabalho – o meu filho me perguntou: papai o que o Sr. Faz? Sempre gostei de responder essa pergunta, mas agora era diferente. Poderia decidir a escolha dele para o futuro. O medo e a alegria tomaram conta de mim, eu disse:
Preservo e mantenho a ordem. Dirimo contendas, Oriento as pessoas, evito tragédias, conduzo culpados, tranqüilizo vítimas. Dou-me a todos que precisam de ajuda. Prego a paz.
Ele fixou os olhos em mim e disse: quando eu crescer serei mais que o senhor, meu pai, serei um POLICIAL MILITAR
Nínguem é tão esperto que nunca tenha sido enganado; nínguem nunca foi enganado por acreditar que é esperto.
Não somos melhores nem piores, somos apenas cidadãos de coturno.
O teu anseio é a nossa vontade, o teu objetivo é a nossa meta.
Peça e, certamente, não terás;
Suplique e, notadamente, não conseguirás;
Exija e, talvez, entre num acordo;
Lute! Brigue!
Todas as mudanças, sejam elas: ideológicas, filosóficas e, ou sociais foram conseguidas com o derramamento de “sangue”.
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