Cuidando do meu Jardim
Você partiu deixando para trás muitas lágrimas, muita dor e um vazio no meu coração que jamais será preenchido. Ainda não acredito que não voltarei a olhar nos seus olhos, a escutar sua voz, a apertar você nos meus braços. Mas não digo adeus para sempre, pois acredito que um dia nos reencontraremos. E até lá terei a lembrança de tudo que vivemos para acalmar esta saudade eterna. Vá com Deus e descanse em paz!
Cansada de viver de migalhas de sua atenção,
Tomarei um rumo que seja bom ao meu coração,
prefiro viver de lembranças, incansáveis lembranças, a ter que viver de humilhação.
E só assim esquecerei do valor delas por um dia pensar demais, e aí você me vai me procurar,
no seu maior vazio, e o que te restará são as mesmas lembranças, as quais um dia vivi.
meu coração gótico vive na solitude de meus pensamentos,
ar da vida deixou marcas das quais o luto e uma profunda cicatriz.
todos meus dias são parte da escuridão que carrego na minha alma,
mesmo no feitiço do tempo o sentimento ..
não muda apenas aprofunda se,
como as chamas da perdição caminho sem destino,
para lugar nenhum somente vago,
na esperança de encontrar meu amor,
solitude amada frondosa na amplitude o vago do meu ser,
desdenho o amor, belo prestes morrer eterno amo,
meramente amar por amar entre as vestis do desejo,
pairo e reflito que foi amar, um sentimento do destino ,
seria brando ou curto a semente da solitude aflora,
em meus pensamentos glorifico o tempo que passou,
dentro dos pequenos cacos ainda restou um amor,
dentro da minha alma os pedaços são recolhidos
separados, reciclados, para aja espaço para o vazio,
eterno, distante amargurado sem destino eis meu coração.
por celso roberto nadilo
[...] passei o dia andando pelo bairro. Cheguei a pegar meu velho trenó e meu velho cachecol. Há algo de confortável nisso para mim.
Subi a colina onde costumava usar o trenó. Havia muitas crianças ali. Eu fiquei vendo elas voarem. Dar saltos e apostar corridas. E pensei que todas aquelas crianças um dia iam crescer. E todas aquelas crianças iam fazer as coisas que nós fazemos. E todos eles beijarão alguém um dia. Mas agora andar de trenó era o bastante. Acho que seria ótimo se bastasse um trenó, mas não é assim.
A partir de agora só quero ser feliz. Fique do meu lado quem quiser, e quem não quiser que saia de uma vez da minha vida. A partir de agora só vou dar valor a quem realmente merece.
ÚLTIMO SUSPIRO
A escuridão abraçou minha alma vazia
Vejo meu mundo se diluindo, sufocado pela
Mortalha do destino.
Gotas rubras pingam de meus pulsos dilacerados
Frias, sem dor, sem vidas...
Nada mais importa, apenas meu último suspiro.
Vejo a luz esvanecer e a escuridão eterna me engolfar.
Sinto o mórbido sussurro da morte me chamando,
Enquanto a chuva entoa sua lamúria no vale da névoa fúnebre.
Minha essência melancólica mergulha
Na solidão da natureza morta.
Agora eu posso vagar ao lado dos emissários do silêncio,
Nas sombras gélidas, eu caminho em meio aos túmulos ermos
Sentindo as brisas deprimentes soprarem minha lápide!
Meu mundo agoniza, tudo que resta, são memórias esquecidas.
No orvalho da floresta, minhas cinzas caem e
São sopradas pelos ventos frios do inverno.
Agora posso voar como os corvos,
Enquanto meu espírito mórbido descansa
No vale do silêncio eterno.
Não é a lua que se movimenta no céu estrelado, são as nuvens. Não é o meu amor que está deixando de fluir por você, são seus atos, que a cada dia me decepcionam mais.
Meu nome é Nordeste
Tenho seca tenho fome
tenho pressa companheiro
se o desprezo me consome
eu sou forte e verdadeiro
você vem mas logo some
sabe bem que eu tenho nome
sou Nordeste Brasileiro.
O Peso da Presença: Quando o Medo de Ser Incômoda Nos Faz Ausência
Ao meu medo de ser incômoda, atribuo meus afastamentos e ausências.
Já fui aquela pessoa extremamente presente, que ao menor sinal estava lá, de prontidão.
Ainda sou, mas hoje me blindo de informações — uma pausa do mundo para não exceder meus limites,
os quais já foram exaustivamente ultrapassados.
Se for realmente urgente, coloco minhas dores no bolso, me faço forte e estarei lá, presente.
Mas o receio de ser incômoda, de parecer forçar algo, inclusive a presença,
me faz recuar de imediato.
Ainda que meu desejo seja permanecer, escolho me afastar, recolher-me, curar-me.
De alguma maneira, encontro força na solidão escolhida,
para não me tornar um peso na vida de quem amo.
E assim, me torno ausência antes que me tornem excesso.
Que tal conhecer meu quintal?
Aqui, cada caminho guarda histórias, cada paisagem tem alma, e cada rosto carrega a força da nossa gente. Indiaroba-SE não é apenas um lugar no mapa, é um lar, um abraço de natureza e tradição, um refúgio onde a cultura pulsa e a vida acontece com simplicidade e grandeza.
O Rio Real nos banha, o sabor do aratu nos reúne à mesa, as ruas sussurram memórias e os olhares se encontram na cumplicidade de quem pertence. Aqui, viver é sentir, celebrar e preservar.
Se ainda não conhece, venha! Se já conhece, sempre há algo novo para ver e sentir.
Orgulho de vivermos aqui!
Oceano de Desejo
Meu corpo é maré alta, um oceano que se agita, sempre à espera de algo que o toque, que traga a calma ou o caos. Não são todas as mãos que sabem navegar esse mar profundo. Algumas apenas afundam, outras seguem sem perceber a profundidade. E eu espero por quem tenha coragem de mergulhar, por quem entenda que desejo não é só pele, mas a união de duas almas que se reconhecem no abismo e se elevam juntas, sem medo de se perder, mas prontas para se encontrar.
Tentaram parar meu tempo
petrificar meus sorrisos
e congelar meus sonhos.
Eu quase permiti, mas fugi.
Eu construí castelos em dunas
sentei sobre as águas e refleti,
por dias pensei e até chorei.
Chorando pensei:
Eu não queria ficar sem amor,
meu coração eu não quero vazio.
Me amarrei na força do amor,
me reergui!
Ai foi que eu percebi
que a força que precisava estava aqui,
vinha do meu coração.
Então eu venci!!!!! ()
Meu alicerce não foi erguido sobre o artificio da superficialidade.
Minha morada é no mais profundo das coisas.
Resiliência é aquela capacidade de não desisto do meu propósito. A vida é cheia de obstáculos, de dificuldades e a grande bênção é que a gente não desiste dela. Eu não preciso lutar com o outro, eu não preciso matar o outro. Eu preciso encontrar o caminho de chegar até lá. Que salto eu tenho que dar?
