Cuidando do meu Jardim

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O DEGRAU QUE NÃO CONDUZ.
CAPÍTULO XIX.
DO LIVRO: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
- Dissertações Psicológicas.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
O porão não se revela de súbito. Ele consente. Há dias em que apenas respira por entre frestas invisíveis, exalando uma umidade antiga que não é da terra, mas da memória. Descer é sempre um gesto tardio, porque aquilo que aguarda já estava ali antes do primeiro passo. Nada no porão começa. Tudo continua.
Assim aprendi que o degrau mais perigoso não é o primeiro, mas aquele em que julgamos já conhecer a profundidade. É nesse instante que o chão parece firme, quando na verdade apenas se acostumou ao peso da dúvida. O corpo avança, mas a consciência hesita, pois sabe que cada descida remove uma camada de esquecimento cuidadosamente construída para tornar a vida possível.
Ali há objetos que não pedem nome. Permanecem imóveis não por estarem mortos, mas por saberem demais. Uma cadeira vazia conserva a forma de quem nunca mais voltou. Um espelho opaco não reflete o rosto, apenas devolve a sensação de ter sido visto por algo anterior a nós. No porão, a matéria é cúmplice do silêncio e o silêncio é uma professora severa .
Não há consolo ali. E talvez por isso haja verdade. A dor não se exibe, não suplica, não dramatiza. Ela apenas permanece, como um animal antigo que aprendeu a conviver com a própria ferida. Descobri que sofrer não é o pior destino. O pior é fingir que não se sofre, porque isso exige um esforço diário de mentira que corrói mais do que qualquer ferida aberta.
Então o amor também desce ao porão, mas não como promessa. Ele chega como recordação imperfeita, manchada, por vezes irreconhecível. Ama-se aquilo que não pôde permanecer. Ama-se aquilo que não soube ficar. E nesse amor tardio reside uma ética silenciosa, a de aceitar que nem tudo o que foi verdadeiro conseguiu durar, por isso é ética e não verdade.
Quando retorno à superfície, levo menos do que trouxe. Essa é a única regra que o porão ensina sem palavras. Ele não oferece respostas, apenas retira ilusões. E ao subir, compreendo que viver não é escapar da escuridão, mas aprender a caminhar com ela sem pedir permissão à luz.
Porque quem ousa descer com honestidade jamais sobe vazio, sobe mais lúcido, mais inteiro, e suficientemente forte para sustentar o peso da própria verdade diante do mundo.

Inserida por marcelo_monteiro_4

CAPÍTULO XX
A NOITE NUPCIAL DA CONSCIÊNCIA.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A noite não chegou como ameaça
veio como véu.
Camille não a esperou
apenas ficou
e o escuro reconheceu nela aquilo que sempre foi seu.
Não houve testemunhas
pois toda união verdadeira acontece fora do mundo
a consciência não pediu permissão à razão
nem explicou-se à memória
ela apenas desceu até onde não havia mais nome.
O porão tornou-se câmara nupcial
não de carne mas de sentido
ali a sombra não foi negada
foi acolhida
como quem recebe enfim o rosto que sustentou a vida inteira.
Camille não lutou contra si
pois já sabia
toda guerra interior é atraso
a maturidade começa quando o eu depõe as armas
e consente em ser inteiro”
“Nessa noite não houve promessa
porque prometer é ainda temer
houve entrega
e na entrega a consciência deixou de se fragmentar
o que era dor tornou-se forma
o que era medo tornou-se escuta.
A sombra não lhe pediu absolvição
pediu presença.
Camille respondeu ficando
e ao ficar selou a união
não com palavras
mas com silêncio suficiente para sustentar o real.
Desde então ela não busca luz
pois a luz que se busca cansa
ela carrega dentro de si o escuro reconciliado
e caminha
não para fora
mas a partir do centro.
E assim a noite nupcial não termina
pois tudo o que é verdadeiro continua
e aquele que ousa unir-se a si mesmo
ergue no íntimo um reino que não desmorona jamais.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A minha cabeça, só ela sabe o cronograma da minhas calçadas, o meu eterno benchmark

Inserida por EneioPereira

sou gato velho criado na telha, caço no mato, durmo verdejando o cintilar para alimentar o meu palpitar.

Inserida por EneioPereira

Sou metal e o ambiente define o meu temperamento.

Inserida por EneioPereira

Não sou aguerrido nem tão pouco imperioso, à diferença é que o meu pensamento não se adequa com a cabeça de muitos.

Inserida por EneioPereira

Eu nasci para secar as tuas lágrimas através do meu sorriso.
Embora, eu também tenha os meus problemas.

Inserida por marachan

Eu sou do meu jeito;
Sou assim como eu quero e vou ao meu compasso.
Sou o meu tempo, minha hora e minhas próprias experiências...
Eu sou o que eu acho certo.
Me sinto muito comoda sendo a minha própria realidade, pois não tenho que me preocupar com o fim de nenhum efeito à meia noite.
Eu sou minha consciência tranqüila, leve e serena - Acredito que essa é uma grande virtude em tempos como hoje.
Eu sou a minha própria natureza.
E prefiro ser exatamente assim, do que ter todo o trabalho cansativo de fingir ser quem eu não sou.

Inserida por marachan

Nem todos os homens são iguais; entre eles, também existe o meu marido.

Inserida por marachan

Em meu coração, o amigo mais importante não é aquele que fica, e nem aquele que vai. Porque é o próprio Deus quem une e separa as pessoas, direcionando à cada uma, rumo ao caminho que deve seguir.
O que faz um amigo se tornar especial; é a qualidade dos frutos gerados da nossa união, enquanto foi possível estar aqui.

Inserida por marachan

Se no meu caminho não houvesse provas, eu até teria dúvidas se sou mesmo um bom guerreiro!

Inserida por marachan

Se o amor é o antídoto para todos os males
E o único caminho para a perfeição.
Ama-me, meu amor;
E eu serei curado!
E por ti darei início
a minha correção.

Inserida por marachan

Enquanto o meu corpo adoece, o meu espírito cresce.

Inserida por marachan

Tenho uma doença crônica e ainda assim eu sou feliz. Porque quem adoeceu foi o meu corpo, e não a minha alma.

Inserida por marachan

Tenho uma doença crônica e ainda assim eu sou feliz. Porque quem adoeceu foi o meu corpo, e não a minha alma.

Inserida por marachan

Destino

Sinto que a perco
A cada segundo se afasta
De pouco a pouco
Perco de vista meu mundo
Não existem culpados

Mergulhei em confusão
Ela em seu destino
Quem tomará seu caminho?
Vivo a querer amar-te mais
E assim vejo meu refúgio indo
Sem indícios de querer voltar atrás

Vá, sem ressentimentos.

Inserida por DanielAvancini

Talvez

Repreensão demasiada
não traz disciplina, e sim o ódio.
Meu ego grita.
Minha humildade cala.
Minha educação consente.
Minha consciência guarda.
O tempo passa,
e minhas atitudes
se tornaram implausíveis.
Aonde errei?
Talvez, e só talvez
O erro não seja meu.

Inserida por DanielAvancini

Se tu me amas, não questione
Puxe-me contra ti, somos um
Há conexão!
Percorra meu corpo com tuas mãos
Beije-me com a alma
Seja meu.
Estou entregue.
Me carregue, me guie, me tenha.

Ah amor, os teus olhos
Diga-me teus desejos
Tuas manias, maneiras, só diga.
Há conexão!
Me aceite, me abrace, dance.
Não é utopia, é amor.
Não há engano
Que insano
Sentimento inumano
Transcendental

Inserida por DanielAvancini

⁠Deixe que meu vento te assopre
E carregue toda poeira
Que lhe traga boas energias
Que o vento frio se afaste
E o sol possa voltar a brilhar
Feche os seus olhos
Sinta o cheiro de tudo que lhe cerca
Permita-se viver

Inserida por DanielAvancini

⁠O meu maior crítico é o espelho.

Inserida por Valdecir