Cuidando do meu Jardim
Apiúna poema,
a tua fragrância de tangerina
é o meu aroma predileto
onde o céu é o teto.
Apiúna poema,
o teu aroma inunda
de ternura os sentidos,
És o poema perfeito
e rincão paradisíaco.
Apiúna poema,
esta cidade me anima,
a inspiração é locomotiva
rumo a Festa da Tangerina.
O meu coração
está triste faz
algum tempo,
A repressão
já ultrapassou
além do limite,
Porque em si
já era para ser
taxada de crime,
De tão engenhosa
que é: estamos
viciados nela.
Não sei
dos generais,
Da tropa não
falam mais,
Há flores
no calabouço.
O beltrano
e seu calote
premeditado
em Pindorama,
Da paz escutei
que houve
fracasso.
Ao mundo ele
não mais engana.
Em todas
as estações
hei de te
amar por
cada canto,
E espalharei
o meu pranto:
Suramérica
minha terra
de sanções
e mil traições.
Destino incerto
para Milagro,
Jorge, Miguel
e tantos,
não contamos
mais Modesto,
Só de lembrar
me desespero,
De ver o mundo
de concreto,
Nada irá apagar.
Com lágrimas
por causa do
mar boliviano
que foi subtraído,
Nem para o mar
brasileiro não há
mais redenção,
Querem a tal
dessalinização,
Triste está o
meu coração.
Na minha Pátria
o desespero
mesmo vem
sob o efeito
cascata por
parte de quem
ignora o povo,
a crise fiscal
e atropela por
leviandade
acordos firmados.
Botuverá dos Ribeirões
No Rio Itajaí-Mirim és
o meu destino eternamente,
Unidos pelas correntezas
da vida simplesmente,
Minha linda, Botuverá,
te amo perpetuamente!
Na palma da mão de Deus
está escrita os seus afluentes,
Como sou a poetisa
deste Médio Vale do Itajaí,
eu consegui ler que
que Ele nos ama simplesmente.
E no final da História seremos
o nosso amor eternamente.
No Ribeirão Cristalina
encontrei o teu amor
a poesia da minha vida,
És a Botuverá infinita
que já estava prevista
prá ser para toda a vida.
No Ribeirão do Sessenta
tu já era mais que um poema,
e eu ainda não estava atenta...,
Botuverá és minha fortuna,
o teu amor sempre compensa
e tudo o quê vale a pena.
No Ribeirão Porto Franco,
sempre foi motivo para lembrar
o porquê de eu te amar tanto,
Posso navegar a noite toda
e andar por cada pedaço teu,
que jamais desta vida eu me canso.
No Ribeirão da Gabiroba,
te vejo a cada dia mais próxima,
Porque no fundo, linda Botuverá,
somos uma inseparável História.
No Lageado Alto e no Baixo
de ti jamais me separo,
Só de ouvir o teu nome,
o meu coração fica disparado
e nestes ribeirões deixei
o poemário um dia ocultado
No teu Ribeirão do Ouro,
minha Botuverá valiosa,
declaro para devidos fins
que o seu valor é de poemário
e acima está de qualquer tesouro.
Não sei mais como
falar ao meu povo,
estou o desconhecendo,
ele luta por um projeto
de poder e ignora que
vive bem abaixo dele.
Não foi por falta de luta,
falei tanto e constatei
que ninguém me escuta,
onde foi que eu errei?
Não foi por falta de aviso,
mas quando alertei que
o sentimento pátrio havia
se esvaziado já imaginava
de que estávamos em risco,
e a democracia em perigo.
Não sei o quê fazer,
antecipo o meu desterro,
e a única coisa que fica
deste presente é o medo.
Não sei o quê fazer,
só sei que povo que
não age com civilidade
entre si colabora para
que tiranos se instalem
e se perpetuem no poder.
Não sei por onde começar:
mas sei que terei de algum
dia na minha vida recomeçar,
mistério do tempo samovar.
Caviúna-preta florescida
em São Paulo, meu poema,
Logo que eu chegar
te quero florescida plena
para com Versos Intimistas
vir a te celebrar inteira
com o coração e a alma serena.
Sob o Jacarandá-graúdo
no magnífico Paraná
que tenho por meu mundo,
Te devoto o mais profundo
pleno de Versos Intimistas
para quem sabe ser tudo
para o seu amável coração.
Versos Intimistas
escritos sob a benção
de amor do lindo
Nhacarandá do magnífico
Paraná do meu destino
que um dia fará
a gente se encontrar
e na tranquilidade da nossa
companhia descansar.
Marreteiro florido
que enfeita o Paraná
com toda beleza,
No meu destino
é poema escrito
com Versos Intimistas
com toda a certeza
que supera até mesmo
o mais difícil teorema.
O dono da liberdade
é o meu sonho,
A paixão e a irreverência
ninguém domina,
Da mesma maneira
os meus Versos Intimistas.
No Amazonas o meu
espírito é profundamente
nascido e refeito
a cada floração do Ipê,
A cada instante escrevo
os meus mais lindos
Versos Intimistas
mesmo sem ninguém ver,
Porque estou abrindo
rotas para a gente se pertencer.
Meu Pau-d'arco-amarelo
que oferece o Universo
no meio do Amazonas,
Você me dá inspiração
para escrever Versos Intimistas
com a sua cor com adoração
para trazer a memória
para gente que não presta
atenção que as coisas só
andam para frente quando
são feitas com o coração.
