Cuidando do meu Jardim
Pode ser que a gente nunca mais se encontre. Pode ser que meu rosto um dia seja estranho para você ou more em seus pensamentos mais isolados. Pode ser que um dia meu nome não faça nem sentido para você, pode ser que eu seja uma lembrança de algo extraordinário que você nem chegou a viver. Pode ser que eu tivesse tido tanta vontade de estar com você e hoje eu já tenha ido embora para nunca mais te ver.
Metade do meu coração me cobra para amar de novo, a outra metade tem medo de se machucar novamente.
Nessa nova fase da minha vida, infelizmente muita gente vai se afastar, mas é para o meu bem, preciso focar mais em mim, preciso focar mais nos meus objetivos.
Desperdício é me procurar na minha escrita, poesia, na música, no meu passado, no meu olhar e no meu pensar e no meu sentir, pois estou em contante movimento me redescobrindo. @vvalentim
Haveria de ter no mundo
Um coração completado
Feito o meu com seu.
Se lhe fiz doer algum ponto
Foi porque sou um tonto,
E não lhe soube entender!
Se não se fez explicar,
Venha se pôr em meu lugar
Pra me fazer compreender
Porque de tudo o que saia de tua boca, quando eu lhe ouvia
Era a aurora boreal que me aparecia
Feito mágia suas palavras eu não ouvia. Via cores e tudo em flores...
Fossem xingos, fossem dores
Só podia ver amores por todo o quarto do hotel e todo caminho que andávamos.
Invejo minha língua e meu povo. Invejo nosso jeito e origens. Se um dia partir para outra nação é por falta de opção. Por enquanto permaneço aqui.
As peças do meu xadrez são rainha, rei, bispo, cavalo e torre... Porque todos os piões tem autonomia para ser a peça que quiser.
E nesse canto, onde meu pranto atingiu o ponto, me embriago e canto dentro deste labirinto a canção do meu tormento, que ruge violento como o sussurro do vento. Minto a mim mesmo que estou pronto, sedento e faminto para que habites esse recinto e seja unguento.
E como um trovão a rasgar o véu da noite, batestes em minha porta. Meu alicerces minaram e cá estão, estendidos pelo chão. Tua luz cortou o céu escuro ferozmente, iluminou-me o caminho e deu-me rumo. Não tenho medo de molhar-me na tua chuva, pois cada gota é parte da imensidão da tua graça e beleza. Eis que ergo o olhar para cima e quando adoro os céus, teu rosto adoro.
Tua ausência é como um membro arrancado ferozmente, cada átomo meu até o último vibram violentamente por ti. Você é caos e calmaria, você é oceano e tempestade, és a dúbia beleza da vida de ser e não ser. Quero meus demônios dançando com os teus, quero meus medos conversando com os teus. Nossos olhos transam e traçam desejos e sonhos nossos e final de tudo, só existirá apenas um corpo só, de nós dois juntos.
Teus beijos são trovões dentro do meu peito. O coração quase explodindo e saindo do peito é meu estado de espírito quando te vejo.
Vamos correr e rir por entre a noite, meu amor. Nos amarmos na plenitude dos impudores de nossas mocidades e então, tornemos num corpo só, as nossas duas almas.
Por debaixo do teu manto de beleza, me cobri e coberto, mergulhei em teus encantos. Profundo é meu pranto, quando meu peito canta a tua ausência em silêncio e sem tua ode, a vida torna-se uma carme triste e insana.
zombaram do meu louvor,
escarneceram das minhas preces,
atentaram contra o meu jejum.
– caia! gritaram ferozmente;
o seu riso só lhes diz respeito.
porque o primeiro pecado persiste no mundo:
– matar o irmão é melhor que ser descente.
mas as condições são diferentes;
justificativas, têm todas
e as apresentam continuamente.
justificado serei por Ele.
(o maior de todos: o Ente).
planejo o futuro:
as férias de verão –
traço rotas para caminhos por essa terra de meu Deus.
cálculo minuciosamente os próximos gastos,
aguardo promessas;
o amanhã grita
e eu não sou surda
e ali sussurrarei todo o meu hoje passado.
(sem título, só enredo)
creio
porque Ele é
independente de mim;
a fé não assiste em função da minha existência,
dos meus quereres,
de onde eu vim,
dos caminhos aonde trilhei,
a mim foi dada
por Ele e para Ele:
dádiva
e eu eterno devedor – desta porção da graça.
(supra racional).
Tempestade
Vento frio que me traz a solidão,
Sofrimento que habitou meu coração,
Ferimento lavado com a chuva,
Nem me sobraram os sonhos, foram estragados pelas mágoas,
Se hoje meu Rosto tem lágrimas,
Saiba que a culpa é sua.
Vento frio que me trouxe a solidão,
Coração magoado desde então,
Ferimento cicatrizado com o tempo,
Só me sobraram as mágoas,
Naquele dia enxugaram minhas lágrimas, e aquelas mãos não eram as suas.
Quem sabe eu compartilho meu amor com uma estranha, que ela possa se deleitar da minha cama, do meu corpo, se molhar no meu suor com cheiro de mato, e no final de tudo, que ela não roube meus sentimentos, porque ele também é estranho.
Adoro-te, meu querido. Venho implorando diante de ti: perdoe-me por meus erros, perdoe-me por minhas quedas, perdoe-me por não merecer tanto. Perdoe-me, e espere por mim. Por favor.
Mais um dia chega ao fim.
E eu ainda te amo.
