Cuidando do meu Jardim
*Jardim Sem Volta*
As rosas colhidas
não encantam o beija-flor.
Perfume em vaso é exílio,
beleza sem sabor.
Meu jardim não mais floriu
pra que ele voltasse.
Calei a primavera em mim,
Bateu assa, sumiu no vento, sem rancor.
Beija-flor não pousa em dor,
nem bebe de flor cortada,
só de haste enraizada.
Agora entendo a lei cruel:
quem colhe o encanto por querer prender,
vê o encanto ir embora.
E o jardim? Só aprende a florescer
quando deixa de ser espera
e vira morada.
(Saul Beleza)
Molhar o jardim do vizinho é uma humanidade que poucos seres humanos fazem por fazer.
Alguns sentem até prazer em ver as plantas morrerem!
🥀
Venho do jardim da babilônia para ver os teus sorrisos e transformar a tua vida pelo que trago para você, muita experiência, carinho e infinitamente um amor verdadeiro;
Eu vi o tempo passar e busquei a felicidade para compartilhar com você que tanto amo e tanto quero para lhe honrar e dignificar;
Queria ser rico e te dar a lua... Para você ter um jardim florido de estrelas;
Mas como eu não sou rico, a minha escolha é de lhe dar o meu coração, transbordado de sentimentos que poucos reparavam que se tratava de paixão;
Mas hoje, venho lhe desejar uma noite imensuravelmente maravilhosa e sonhos que me lembre à você, recitando-te carinhos verdadeiros;
E no silêncio da noite quero balbuciar em teus ouvidos segredos que a faca sorrir e que confunda com um início de uma relação...
Quando na verdade sempre se tratou sobre o nosso coração;
Se você ama os passarinhos, não os prenda. Plante árvores e cuide do jardim para que eles sempre tenham onde pousar.
Hoje, ao cuidar do jardim
Eu pensei assim:
de que me vale cuidar da flor
se não tenho um amor
pra quem eu a possa ofertar?
E logo em seguida
surgiu-me mais uma pergunta
De que me valeria amar alguém
Se não a tivesse junto a mim
E se junto a mim, o amor acabasse
Pode ser que o amor durasse
E o desenlasse não fosse feliz
De que me valeria fazer tanta coisa
Se o mais importante eu não fiz
E de que me valeria fazer o mais importante
Se de instante em instante
A vida passa
E se a vida não passasse
Qual seria a graça
De ficar pra sempre nessa dor
E qual é o motivo da pressa
Em morrer sem viver
Sem flor a chorar por mim?
E então, nessa hora eu pensei assim:
Acho melhor eu cuidar desse jardim
Edson Ricardo Paiva
Estrelas são as plantas do jardim celestal, e podemos vê-las
O bem ou o mau são plantas do jardim emocional que você cultiva, e também podemos vê-las
O que cultiva em seu coração reflete sua opção
A maior heresia dos homens foi colocar cercas elétricas no jardim do Éden e cobrar ingresso de quem nasceu para colher os frutos de graça.
O coração é um jardim sagrado, dele brota toda a vida. Guarda bem o teu solo, escolhe a semente e rega com oração — pois tudo o que floresce por dentro, um dia se revela por fora.
"Tudo da vizinha é melhor ou é mais notado. Tudinho. Do cheiro da comida à beleza do jardim!"
Frase Minha 0246, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
O JARDIM QUE NÃO FOI VISTO.
Há uma tragédia silenciosa que não se ergue em gritos, mas em ausências. Não é o abandono de Deus que dilacera a alma humana, mas a incapacidade de percebê-Lo quando Ele se faz simples. Eis o drama antigo e recorrente. Procurar o Altíssimo nas alturas inalcançáveis, enquanto Ele repousa na intimidade humilde do próprio quintal.
A imagem que se desenha é teologicamente profunda. O Senhor não se impõe como espetáculo, mas insinua-Se como presença. Perfuma as flores, isto é, santifica o ordinário. Assenta-Se no jardim, isto é, habita o espaço cotidiano. E ainda assim, o espírito inquieto O ignora, porque espera trovões onde só há brisa.
Não lavar os pés do Senhor não é um gesto físico omitido. É a metáfora da negligência moral. É deixar de servir, de amar, de reconhecer o sagrado no próximo, no instante, no dever singelo. Não ouvir Sua voz não é surdez dos ouvidos, mas dispersão da consciência, absorvida pelo ruído das próprias angústias.
“Por que, Senhor?” não é uma pergunta dirigida a Deus. É um eco que retorna à própria alma. A resposta, ainda que dolorosa, é clara. Não foi crueldade deliberada. Foi desatenção espiritual. Foi o esquecimento de que o divino não se revela apenas no extraordinário, mas sobretudo no constante.
A tradição evangélica sempre insistiu nesse ponto. O Reino não vem com aparência exterior. Ele já está entre nós, oculto naquilo que não valorizamos. E é precisamente aí que se dá a maior perda. Não reconhecer o que sempre esteve presente.
Mas há um consolo austero. Se o Senhor esteve no jardim, Ele não partiu. A presença divina não se ofende com a ignorância humana. Ela aguarda. Silenciosa. Fiel. Persistente.
O que se exige agora não é desespero, mas lucidez. Não é culpa paralisante, mas conversão do olhar. Ver o que antes foi ignorado. Ouvir o que sempre foi dito em silêncio. Servir onde antes houve indiferença.
Porque o verdadeiro reencontro não acontece quando Deus retorna. Ele nunca se ausentou. Acontece quando o homem finalmente aprende a enxergar.
E nesse instante, o jardim deixa de ser apenas terra e flor. Torna-se altar.
O IMPERDOADO.
A infância não chegou como jardim.
Veio semelhante a um corredor austero de vozes severas.
Mãos invisíveis moldaram-lhe os ossos da alma.
Ensinaram-lhe a curvar-se antes mesmo de compreender o peso dos céus.
Disseram-lhe que sentir era fraqueza.
Que o homem digno deveria transformar lágrimas em silêncio.
Que a obediência era mais importante que a verdade interior.
Então ele cresceu.
Cresceu como crescem as árvores atingidas pelo inverno perpétuo.
Fortes por fora.
Mortas em regiões ocultas.
Carregava nos olhos um oceano imóvel.
Os dias passavam semelhantes a procissões de ferro.
O mundo exigia máscaras.
E ele as vestia uma após outra.
O filho exemplar.
O homem disciplinado.
O rosto imóvel diante das tragédias.
A criatura útil diante das engrenagens sociais.
Mas cada renúncia enterrava um fragmento de si.
As cidades iluminavam-se enquanto sua consciência escurecia.
Os salões celebravam triunfos vazios.
Os homens brindavam conquistas sem perceber o abismo que carregavam no peito.
Toda civilização possui seus palácios.
E seus cemitérios invisíveis.
Ninguém ouviu o colapso dentro dele.
Certas dores não produzem gritos.
Produzem desertos.
Durante anos caminhou entre multidões como um espectro filosófico.
Falava pouco.
Observava muito.
Aprendera que o mundo teme aqueles que enxergam excessivamente.
Então certa noite.
Quando os sinos interiores da existência estremeceram sua memória.
Ele viu.
Viu a própria vida semelhante a uma catedral incendiada.
As virtudes impostas.
Os afetos mutilados.
Os sonhos executados lentamente pela disciplina cruel dos homens.
Percebeu que fora domesticado para sobreviver.
Jamais para viver.
E naquele instante o universo tornou-se pesado.
As estrelas pareciam lápides suspensas sobre a humanidade.
O vento possuía gosto de ruína antiga.
Os rostos humanos tornaram-se máscaras fatigadas buscando sentido entre guerras, vaidades e solidões intermináveis.
Então o Imperdoado ergueu-se.
Não como herói glorioso das antigas epopeias.
Mas como sobrevivente metafísico de uma civilização emocionalmente enferma.
Sua revolta não nasceu do ódio.
Nasceu do esgotamento da alma.
Ele compreendeu que muitos homens morrem décadas antes do túmulo.
Que inúmeras existências continuam respirando mesmo depois da destruição interior.
Que existem corpos vivos carregando espíritos exaustos pelas avenidas do mundo.
E chorou.
Não por fraqueza.
Mas porque finalmente encontrou os escombros de si mesmo.
As muralhas emocionais desabaram como impérios antigos.
Toda a dor silenciada regressou semelhante a uma tempestade sepulcral.
As humilhações esquecidas.
Os amores sufocados.
As palavras jamais pronunciadas.
As despedidas jamais compreendidas.
Tudo voltou.
E diante da eternidade indiferente das constelações.
Ele fitou a própria existência e disse silenciosamente.
“Roubaram-me a essência antes que eu pudesse conhecê-la.”
Desde então tornou-se andarilho das sombras interiores.
Não buscava glória.
Não desejava absolvição.
Procurava apenas um fragmento intacto da própria identidade sob os destroços do mundo.
Porque certas almas não desejam vencer.
Desejam apenas não desaparecer completamente dentro daquilo que os homens chamam civilização.
E os céus permaneceram imóveis.
Como sempre permaneceram diante das tragédias humanas.
NO JARDIM DO EVANGELHO.
No jardim do Evangelho, cada palavra do Cristo assemelha-se a uma semente lançada sobre a terra fatigada da alma humana. Algumas germinam entre lágrimas silenciosas. Outras florescem apenas depois de longos invernos interiores. Contudo, nenhuma delas perece diante da Eternidade, porque a verdade espiritual possui raízes mais profundas do que os abismos da dor humana.
Os homens edificaram impérios de pedra e orgulho. Levantaram muralhas para proteger os próprios interesses e coroaram a inteligência sem compaixão. Entretanto, sob a claridade serena do Evangelho, toda soberba transforma-se em pó transitório. Apenas o amor permanece incorruptível diante das eras.
O jardim do Cristo não é cultivado com triunfos mundanos. Suas flores crescem na renúncia silenciosa da mãe que sofre. No perdão do homem humilhado. Na oração daquele que chora sozinho durante a madrugada. Na mão estendida ao miserável quando ninguém mais deseja vê-lo. Cada virtude é um lírio invisível brotando sobre os escombros morais da humanidade.
Muitos procuram Deus nos estrondos exteriores da glória humana, mas o Evangelho continua florescendo em regiões discretas do espírito. Ele vive na consciência que desperta para o dever. Na lágrima que se converte em entendimento. Na dor que educa sem destruir. E na esperança que permanece acesa mesmo quando o mundo inteiro parece coberto pela noite.
O Cristo jamais prometeu caminhos adornados de facilidades. Sua voz, porém, atravessou os séculos oferecendo ao homem algo infinitamente maior do que o conforto terrestre. Ofereceu sentido. Ofereceu redenção moral. Ofereceu a possibilidade sublime de o espírito transformar as próprias sombras em claridade.
No jardim do Evangelho não florescem apenas rosas. Também existem oliveiras antigas de sofrimento, ciprestes de saudade e espinhos necessários ao aprendizado da consciência. Ainda assim, sobre cada dor sincera repousa a luz educadora da Providência Divina, conduzindo lentamente a criatura para estados superiores de entendimento e sensibilidade.
Feliz daquele que aprende a caminhar entre essas flores invisíveis da alma. Porque o mundo poderá retirar-lhe os bens passageiros, as honrarias efêmeras e até os afetos terrenos. Porém, jamais conseguirá arrancar do espírito humano a fragrância eterna do Evangelho vivido em profundidade.
Quando os séculos consumirem os monumentos da vaidade humana, ainda permanecerá intacta a voz do Cristo ecoando entre os jardins silenciosos da consciência, chamando cada criatura para a grande ascensão moral do espírito imortal.
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De repente pensou se não estaria invadindo o jardim; e como foi parar ali; e onde estaria as portas daquele jardim; acanhou-se; olhou para os pés; deu alguns passos; olhou para frente; olhou para trás; angustiou-se; era tudo muito lindo e sossegado, mas não é que estava presa naquela paisagem?
Texto Olhou para os pés
