Cuidando do meu Jardim
Deus proibiu que Adão voltasse ao jardim, no éden todos nós vivemos. Para que paraíso maior que esse onde as árvores crescem e produz fruto por conta própria, onde a chuva cai na estação certa, onde o nascer do sol tem hora marcada em cada canto da Terra, onde o pôr do sol embeleza o azul do céu, onde a água passeia pelo Interior da terra formando minas de águas, grandes e enormes reservas, onde o homem colhe o que planta, onde a essência da palavra percorre a veia de todos que se deixam ser conduzidos por ela. Se o homem não vê o éden, com todas essas maravilhas, vai querer ver o éden aonde?
Sabe o jardim de uma casa? Se vc sair da área do jardim, vc ainda assim continua na sua casa. A diferença é que o jardim tem flores, já dentro da sua casa não. Ou seja, o que Adão tinha disponível e sem esforço, passou a ter que adquirir com sacrifício.
Menina borboleta
nunca percebeu
que o jardim morava dentro
carregava primavera nos olhos
vento nos cabelos
e um silêncio cheio de cor
aprendeu que crescer
não é deixar pétalas pelo chão
é criar asas
mesmo com medo
menina borboleta
abrindo o mundo devagar
sem pressa
só luz
Regues teu próprio jardim mental, plantes e cultive com ele também, sejas fixo e responsável com ele.
" Via sem querer entender, olhava o Jardim e bastava-me o olhar. Havia uma verdade nas árvores que não precisava de nome, e um sossego em mim que vinha de fora. Se pensasse estragaria o instante. Se sentisse, pertencia-lhe."
Em livro a terminar.
Cuide do seu jardim, regue com sorrisos, amor, cuidados que os pássaros e as borboletas virão até você.
Sentir teu cheiro
é como abrir a porta de um jardim secreto
onde cada flor sussurra teu nome
e o vento me devolve teus gemidos imaginados
em silêncio contido no peito.
Tua presença —
tão simples e tão inteira —
acende luzes onde antes havia espera,
faz meu coração bater descompassado
e meus olhos se renderem à tua forma
como se contemplassem o milagre da carne viva.
Quando te toco,
o mundo encolhe ao tamanho da nossa pele.
Meus dedos aprendem teus caminhos,
descobrem curvas, calor, promessa.
É a certeza quente
de que o tempo foi cúmplice,
guardando o melhor para esse instante
em que teu corpo responde ao meu
como chama que reconhece outra chama.
Quero estar contigo
como se o ar dependesse do teu suspiro,
como se minha própria existência
fosse esse desejo que pulsa
entre o toque e a espera,
entre o arrepio e o beijo que antecede
o inevitável encontro dos nossos corpos.
(Marcos Braga - para musa inspiradora Silvia Zorrila)
Passeando pelo jardim da minha casa
Rego minhas flores
Que representam minhas convicções
Que cresceram nas terras das dores e valores
Até a mais fortes das certezas são oscilantes
O infinito mora em todos os instantes
O dia morre e o escuro aparece no horizonte
E o que é perfeito era o sorriso que seus lábios escondem
Saio do jardim, entro na sala
Sento no sofá e o ócio me consome
A tv reflete meu rosto
Ao ligar, os meus traços somem
Gosto de descansar os olhos
Os males da sociedade se dissolvem
Minha pálpebra filtra a luz
Sonho que os problemas se resolvem
Acordo e as horas voaram
Pela porta da sacada entre aberta
Voltando o olhar para o jardim da infância
Que visitei mais cedo, é o único lugar que visito o dia inteiro
- Gabriel Maciel
@maciellq
Adão no Éden: Em um jardim de delícias, disse: "Seja feita a minha vontade" e mergulhou o mundo em trevas.
Jesus no Getsêmani: Em um jardim de agonia, disse: "Não seja o que eu quero, mas o que Tu queres".
Plante sementinhas de amor no jardim do seu coração, sua alma vai colher lindas flores,e transbordar de emoção!
No jardim que o silêncio cultiva,
a mão que acolhe não fere a haste.
Se a dor é maré que nos deriva,
que o afeto seja o que nos baste.
Pois na areia de cada destino,
entre a fúria e o manso carinho,
o gesto humano, puro e divino,
é, enfim, a flor sem espinho.
A Lucidez do Paraíso é o Instante do Devaneio
O Paraíso não é um jardim que nos espera,
com portões de pérola e árvores de ouro estático.
Não é uma recompensa por uma vida finda,
mas uma suspensão lúcida do tempo presente.
Ele reside naqueles instantes-limite,
em que a consciência se afina e a imaginação se liberta.
A lucidez é a navalha que corta o ruído do mundo,
reconhecendo o peso exato de cada elo da corrente.
Ela sabe: o muro é muro, a dor é dor, o efêmero é a regra.
Não há ilusão que resista à sua luz fria.
Mas a alma, cansada da geometria do real,
não aceita a clausura do que é apenas "fato".
Então, o devaneio se apresenta.
Não como uma fuga cega ou uma negação covarde,
mas como a afirmação mais alta da potência do ser.
O devaneio é o arquiteto que refaz o mapa da realidade,
desenhando rios onde antes havia deserto,
dando voz ao silêncio que a rotina impõe.
É a permissão para que o possível
se sobreponha à tirania do presente.
E o Paraíso, finalmente, não é a terra de ninguém,
mas o ponto exato de interseção:
É a lucidez que reconhece a precariedade da vida
(sabe que o tempo vai passar, que a beleza é breve)
e, por isso mesmo, usa o devaneio
para saturar o momento com uma perfeição temporária.
É o piscar de olhos onde a razão e o desejo conspiram:
"Isto não é real, mas é tudo o que importa."
Naquele instante de flutuação, a mente está desperta
(lúcida de sua própria criação),
e a alma está em êxtase
(devaneando um mundo que ela mesma sustenta).
O Paraíso, portanto, é a plena consciência da nossa capacidade de ser feliz, mesmo que seja apenas um pensamento. É o gozo da ilusão assumida.
É quando a mente, lúcida e livre, se permite voar.
O Jardineiro do Cosmos
No jardim do cosmos, eu semeei estrelas,
Sementes de luz que germinam em sonhos,
Raízes de tempo que se entrelaçam no espaço,
Um jardim de possibilidades, onde o infinito floresce.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.
No espelho do tempo, eu vejo reflexos
De vidas passadas, de futuros possíveis,
Um caleidoscópio de experiências que se desdobram
Em lições de amor, de sabedoria e de luz.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.
No silêncio do vazio, eu ouço a música
Das esferas celestes, que cantam em harmonia,
Uma sinfonia de vibrações que ecoam no universo,
Uma linguagem secreta que só o coração entende.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.
Quando os ventos da vida uivam e o céu parece desabar, ainda existe um jardim silencioso dentro da alma onde a paz floresce.
