Cuidando do meu Jardim
Senhor Meu Deus livrai me da inveja e dos falsos amigos!
Que toda arma forjada que se levantar contra mim esteja caindo por terra!Porque mais tem o Senhor pra me dar do que o inimigo pra tirar...
É o que eu te peço em nome do Senhor Jesus
Amém
Amor verdadeiro é uma experiência avassaladora. É do tipo que não se esquece, nunca se tenta esquecer, nunca se quer esquecer. É um amor tão grande, tão forte que nunca morre, nunca se enfraquece, nunca perde a sua eletricidade. O tipo de amor pelo qual se luta.
Não me subestime, tenho o hábito de ficar calada às vezes, mas não quer dizer que não estou atenta ao que acontece. Apenas me distraio para que meu mundo fique na mesma sintonia do mundo e nada atrapalhe meu propósito.
A INSENSATEZ DO VENTO
Um dia perguntei ao vento:
- Porque sopras tão forte, parece que queres devastar o mundo?
Há dias que a tua brisa é tão suave, pareces esmorecido.
E o vento respondeu:
- Assim como vossa vida eu também tenho meus dias de insensatez e loucura.
PARADOXOS HUMANOS
Afirma-se pacifista; no entanto, temperamental, é um problema no lar.
Diz-se mestre, expositor da cultura; mas, irritadiço, detesta conviver com outras pessoas.
Informa que vive para a fé religiosa; entretanto, não se aparta dos “vícios sociais”.
Apregoa a necessidade de uma vida parcimoniosa; contudo, intoxica-se nos excessos.
Propõe normas de elevação moral; permite-se, porém, deslizes de comportamento.
Deseja vencer; apesar disso, recusa-se a lutar pelo objetivo que abraça.
São paradoxos humanos ou homens paradoxais. Propõem, mas não vivem. Ensinam, porém não creem. Guiam, apesar de estarem perdidos. Solucionam problemas alheios, emaranhados nas dificuldades que engendram.
Enfim, apontam rumos que não seguem.
Não os tome por medida nem modelo.
A conquista da inteligência é valiosa, mas a aplicação em si das regras morais é urgente.
A vitória da vida começa agora, se você pretende vencer a si mesmo.
Nostagia de um amor que me animasse. É isso que me torna desajeitada, a falta de prazer. Desejo de amor. Desejo de amar.
Tem pessoas que passam na nossa vida e não deixam nada. Elas vão assim como vieram do nada e evaporam. Outras passam e deixam marcas profundas. O contato foi tão pequeno, mas, a intensidade foi tão grande que a emoção toma conta da nossa alma.
A felicidade que tanto almejamos se encontra na jornada. Siga com sabedoria a jornada que lhes foi conferida.
A vida é o meu palco de risadas constantes,
De um brilho natural que estreia a cada instante,
No meu espetáculo chamado “sentidos”.
Jardim sem fim
Tem um Fusca no meu jardim
Adornado de lindas flores
Rodeado de jasmim.
No meu jardim tem um Fusca
Palco de pássaros cantores
Um espetáculo sem fim.
Amanheço sempre assim
Agradecendo meus amores,
É o Paraíso, enfim...
(Juares de Marcos Jardim)
Só existo pra quem sabe ser meu ser, quem conhece-me e se põe em meu lugar. Quem procura dar valor ao meu valorizar. Ou quem sabe compensar.
SAUDADES... MUITAS SAUDADES...
Certa vez meu pai falou: “Meu filho, não diga nem faça nada que um dia possam usar contra você. Respeite o próximo, as leis, as regras de convívio social. Cuide da sua vida e de seus familiares e amigos próximos. Tua saúde é o bem mais precioso: Assim poderá sobreviver e ajudar aos mais necessitados. E lembre-se sempre: 1) Quem bate em pequeno é covarde, quem apanha de grande é bobo. 2) “Lute para ter o que é seu de direito, jamais cobice ou tome nada dos outros.” Não assim, literalmente, eu acrescentei outros conselhos dele. Procurei pautar minha vida seguindo os conselhos do meu pai. Depois do décimo tombo sério e ralada geral, deixei de brincar / competir com o Carrinho de rolimãs. Depois de quebrar os óculos de um coleguinha, nunca mais usei o estilingue e a sacolinha com mamonas. Depois de ser atropelado por um caminhão aos 10 anos, nunca mais atravessei as ruas desafiando o trânsito. Fascinado por armas de fogo, após os primeiros tiros decidi manter distância dos gatilhos. E assim fui levando. Sempre preferindo prevenir, para depois não ter que remediar. Mas acidentes acontecem, independente dos seus cuidados. Nem todos os acidentes são provocados por humanos. Os fenômenos naturais provocam cataclismas, tragédias universais. Quem pode evitar os efeitos devastadores das erupções vulcânicas, dos terremotos e tsunamis? Quem poderia prever a mortandade diante da Gripe Espanhola? Agora me recordo dos versos da canção “Quem inventou o amor”, de Dorival Caymmi (Quem inventou o amor / Não fui eu / Não fui eu, não fui eu / Não fui eu, nem ninguém / O amor acontece na vida...). Pois então, quem criou esse terrível Coronavírus / Covidi-19 não fui eu, não sei quem foi, mas essa pandemia está me impedindo de seguir a rotina: Pagar taxas e impostos, comprar alimentos, pagar as contas mensais, abastecer o carro, curtir o samba raiz com amigas e amigos toda semana, paparicar os netos, procurar não dar trabalho para os filhos. Confinado voluntariamente desde o dia 14 deste mês, antecipei as medidas indispensáveis à preservação de todas as pessoas com as quais convivo, muitas das quais nem mesmo sei o nome. Recomendei ao síndico do meu prédio a imediata adoção de medidas, como disponibilização de álcool gel nos acessos (portaria, elevadores), a restrição para entrada de terceiros no prédio, as orientações básicas aos funcionários, a interrupção de quaisquer atividades nas áreas comuns. Repassei minhas preocupações aos familiares e amigos. Continuo seguindo à risca as recomendações das autoridades da área da saúde. Mas a saudade de tudo o que deixei de fazer é o que mais me martiriza, ao lado do pesar pelos adoecidos e pessoas menos afortunadas. Sinto muita saudade dos bailes, dos espetáculos teatrais e musicais que deixei de frequentar, dos cinemas que nunca mais entrei, das peladas domingueiras, das caminhadas diárias nos parques da cidade e até mesmo das missas.
Pois é. Não adianta “chorar o leite derramado”. Agora só nos resta orar e ter esperanças de dias melhores. Nesse meio tempo, é bom ir anotando na agenda tudo aquilo que nós gostaríamos de fazer. Até lá.
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Deixar você ir foi a decisão mais difícil que tive que tomar até aqui. Meu lado egocêntrico te quer aqui, bem perto, a ponto de ouvir o som da sua respiração. E o que mais me dói é saber que você também que o mesmo. Por que tem que ser tão difícil?
Apetite
Meu paladar é poliglota
Meu apetite voraz.
Minha digestão é agiota
Minha disposição fugaz...
Quando a fome me agita
A comida satisfaz...
- É hora da sobremesa! Alguém grita,
Eu arrepio, a satisfação é fugaz.
Depois um suco de limão
Sem nada de açúcar
Pra facilitar a digestão.
E um suspiro pra arrematar.
É hora do café coar
Lentamente saborear.
Breve caminhada, é saudável
Antes de relaxar.
Por fim no sofá deitar
Suspirar, suave respirar
Ao sono se entregar
Que gostoso, agora é só roncar.
(Juares de Marcos Jardim)
