Cruz
De pé a Mãe dolorosa,
junto da cruz, lacrimosa,
via Jesus que pendia.
No coração transpassado
sentia o gládio enterrado
de uma cruel profecia.
Mãe entre todas bendita,
do Filho único, aflita,
à imensa dor assistia.
E, suspirando, chorava,
e da cruz não se afastava,
ao ver que o Filho morria.
Pobre mãe, tão desolada,
ao vê-la assim transpassada,
quem de dor não choraria?
Quem na terra há que resista,
se a mãe assim se contrista
ante uma tal agonia?
Para salvar sua gente,
eis que seu Filho inocente
suor e sangue vertia.
Na cruz por seu Pai chamando,
vai a cabeça inclinando,
enquanto escurece o dia.
Quando chegar minha hora,
dai-me, Jesus, sem demora,
a intercessão de Maria.
Preciosa e vivificante a Cruz de Cristo
“Ó preciosíssimo dom da cruz! Vede o esplendor de sua forma! Não mostra apenas uma imagem mesclada de bem e de mal, como aquela árvore do Paraíso, mas totalmente bela e magnífica para a vista e o paladar.
É uma árvore que não gera a morte, mas a vida; que não difunde as trevas, mas a luz; que não expulsa do paraíso, mas nele introduz. A esta árvore subiu Cristo, como um rei que sobe no carro triunfal, e venceu o demônio, detentor do poder da morte, para libertar o gênero humano da escravidão do tirano.
Se antes, pela árvore, fomos mortos, agora, pela árvore, recuperamos a vida; se antes, pela árvore, fomos enganados, agora, pela árvore, repelimos a astúcia da serpente. Sem dúvida, novas e extraordinárias mudanças! Em vez da morte, nos é dada a vida; em lugar da corrupção, a incorrupção; da vergonha, a glória.
Pela cruz, a morte foi destruída e Adão recuperou a vida. Pela cruz fomos revestidos de Cristo ao nos despojarmos do homem velho.” (dos sermões de São Teodoro Estudita)
Em meio às lutas deste dia olhemos para a cruz e deixemo-nos libertar pelo Senhor.
Jesus, eu confio em Vós!
A cruz é o único elo que reúne brancos e negros, grandes e pequenos, pobres e ricos, pecadores e santos e ainda principalmente o céu com a terra.
Tydo é triste na vida de um gótico!
O peso das caveiras nos cordões, a triste cruz, o vinho, as redenções!
São mil pecados, mil amores...
quarto escuro, mil farsas, mil dores.
Tudo é estranho, tudo é mistério... esqueleto, vinho, igreja cemitério!
A compreensão o não saber, o ser perfeito e o não ser.
os dias são tristes e as noites são trevas, na vida de um gótico tudo e guerra... meu sobretudo, o mundo um peso,
mais quem vai dar atenção aos meus segredos?
O carpinteiro de Nazaré fez alguns móveis planejados para nós: Uma cruz, um jugo, um arado e uma cama.
Se a mensagem da Cruz que levo comigo,
não tiver a intenção de salvar vidas. Estarei invalidando o maior motivo do sacrifício de Jesus que é a Salvação
A fé da Igreja é esta: que um só e o mesmo é o Verbo de Deus e o Filho de Maria, que sofreu na cruz, que está presente na Eucaristia, e que reina no céu.
" A Verdadeira Abolição não foi dada em uma assinatura de uma princesa e Sim na morte de cruz de Braços Abertos pelo grande REI "
MADEIRO EM VÃO
Ao pé da cruz lamúria e ostentação
Hipócritas curvados ao nazismo
A irônica coragem do iconoclatismo
Diante do madeiro obedecendo ao alcorão.
Ao pé da cruz a valentia do pecador
A ordem e progresso constitucional
Não esclarecidas da bandeira nacional
Da corja dos políticos em estupor.
Ao pé da cruz a lembrança do calvário
Antihipocráticos da impunidade
Que fazem estéticas da humanidade
E mancha o sagrado manto sudário.
Ao pé da cruz o olhar do cristo incrédulo
Do mentor da justiça à esquerda crucificado
Do que rouba o pão à direita mutilado
Das feridas sobre o pulso do fincado prego.
Ao pé da cruz as lágrimas de Maria
A sociedade alternativa de pilatos
Seguidores envergonhados de seus atos
Do ignorado cristo crucificado todos os dias.
Ao pé da cruz tristeza e lamentação
O desperdício de sangue no madeiro em vão
Servirão de aviso pelo cristo sofrido
Aos predestinados filhos da condenação.
Pelo autor Marcelo Henrique zacarelli / 15/abril/2002
GUERRAS DE LENÇOL ( By Jeff Cruz )
Cuidado comigo porque carrego uma adaga na cintura
Aqui pendurada posso arrastá-la em defesa ou ataque a qualquer hora
Cuidado! Estou armado a favor de guerras…
Minha luta é intensa, deixa tudo desorganizado, por isso, deixo-te sob aviso
Quero que o mundo faça “boom” com meus suspiros em tenor
Se estou fazendo terror? Antes sentir medo do que dor
Não me desafie se não pode comigo lutar.
Posso lançar chamas quentes como larvas de um vulcão, tudo através de um simples olhar
Amanhã, na certa, irá jorrar e chover suor no campo de batalha
Estou bem próximo, com meu tanquinho invocado e você na minha mira
Amanhã, ninguém se assuste, se a terra trêmula ficar
Porque sou eu na cama dirigindo meu caminhão de guerra
Brincando que o lençol é estrada e tua pele é meu chão.
Vou cercar teus territórios com meus toques táticos
Te imobilizar e fazer tua língua ferver no meu caldeirão
Eu disse “cuidado”, mas você quis se arriscar.
Agora ateou fogo e vai aos poucos apagar
Vou lhe partir em meridianos ou quem sabe fazer de você uma sopa
Se quiser faço como nos filmes de policia, ponho uma touca assustadora
E te arrasto para os mediterrâneos ou subterrâneos onde intenso é o calor
Eu disse “Cuidado” mas você fingiu não ouvir, agora virou mesmo amor!
