Cronicas de Jorge Amado
Aquela desculpa de “achei que tinham te convidado” é o equivalente emocional de “o cachorro comeu meu dever de casa”. Todo mundo sabe que não é bem assim. Elas sabiam. Talvez não tenham tido coragem de confrontar a situação, talvez tenham sido coniventes, talvez só tenham escolhido o caminho mais confortável. E isso dói, porque a gente espera lealdade justamente de quem divide risada debaixo de árvore.
E aí vem a vida, com aquela elegância de elefante numa loja de cristais, e resolve testar a gente do jeito mais cruel possível. Não com grito, não com briga, mas com silêncio e exclusão. A festa não foi só uma festa. Foi um anúncio não oficial, quase um outdoor piscando na minha cara e me dizendo “você não pertence tanto quanto pensava”.
Eu vou te dizer uma coisa que ninguém gosta de ouvir, mas todo mundo já sentiu na pele em algum momento: não é o silêncio que machuca, é o que a gente imagina dentro dele. Porque o silêncio, por si só, é só ausência de som… mas na cabeça da gente ele vira roteiro de filme dramático, com trilha sonora triste e direito a prêmio de sofrimento interno.
E aí você tá ali, inteira, presente, entregue, vivendo o momento como se fosse uma cena bonita daquelas que a gente gostaria de congelar… e do outro lado tem alguém que parece estar em outro continente emocional, talvez pensando na vida, talvez pensando em nada, talvez só… existindo. E pronto. Bastou isso. O cérebro já dispara: “não sou suficiente”, “ele não quer mais”, “virei paisagem”.
O relógio suspirava em espirais douradas enquanto a bússola dormia de bruços, agulha perdida em seu próprio coração. A cachoeira subia em silêncio — gota a gota, nascendo do rio, voando para as montanhas, esquecendo que um dia foi nuvem. A lua, então, era apenas o reflexo de um tabuleiro de xadrez jogando sozinho há milênios, onde brancas e pretas trocavam segredos de boca fechada. A dama de copas tirou a coroa e virou rio, depois vapor, depois pergunta suspensa no ar. Os pensamentos, esses, nunca existiram de verdade — eram apenas o eco de movimentos que o relógio prometia mas nunca cumpria, horas que se recusavam a nascer. E quando a bússola despertou, finalmente soube: norte é onde a cachoeira descansa, sul é a lua fingindo ser lua, leste e oeste são as duas cores do tabuleiro dançando em círculos. A dama sorriu, porque entendeu — ser rainha era nunca ter sido peça, apenas água disfarçada de coroa, tempo disfarçado de estratégia, direção disfarçada de perda. Tudo faz sentido quando aceitamos que é o sentido natural da existência.
Se você prestar atenção no ser humano que há por trás das aparências, você vai perceber que existe muito mais amor e compaixão no coração do acusado, do que no coração daqueles que o acusam. Como tu não sabes da vida de ninguém, a ti só cabe ajudar, sem julgamentos. Não queres se tornar um espírita? Pois, então! É numa hora dessas que a gente reconhece um.
O homem tem toda vantagem em fazer endossar por Deus os códigos que fabrica: e, particularmente, como exerce sobre a mulher uma autoridade soberana é útil que esta lhe seja conferida pelo ser soberano. Entre os judeus, os maometanos, os cristãos, entre outros, o homem é senhor por direito divino: o temor a Deus abafará no oprimido toda veleidade de revolta.
Sou alguém que fez da escuta um jeito de estar no mundo e da palavra um lugar de encontro. Não tenho pressa de respostas prontas, me interessa mais criar espaço para que cada um possa se aproximar da própria verdade, no seu tempo, do seu jeito. No fundo, é isso que me move: acompanhar processos onde a vida pode, aos poucos, fazer mais sentido.
O amor genuíno não habita a perfeição — reside exatamente na imperfeição partilhada. São nas horas vulgares, na irritação do dia a dia, nos bloqueios impulsivos e desbloqueios arrependidos, que ele revela sua verdadeira densidade. Brigamos porque importamos, silenciamos porque doemos, bloqueamos porque tememos perder — e desbloqueamos porque perder é insuportável. O amor fala mais alto não por ignorar o caos, mas por atravessá-lo. Ele é a escolha de permanecer quando a fuga seria mais fácil, é a mão que busca a outra mesmo após o punho cerrado. Estar junto, nem que por horas, mesmo em discórdia, já é felicidade disfarçada — porque significa que ainda há "nós" para desgastar. No fim, não são os momentos idílicos que constroem laços, mas a persistência no desconforto, a coragem de reconhecer que amar é, sobretudo, uma prática diária de perdão e reencontro.
Kurt Cobain emerge das cinzas grunge, voz partida: "Eu sou o grito primordial contra o nada, alma selvagem engolida pelo ruído urbano, buscando salvação no caos da pele ferida". Noé responde da sua arca espectral: "Eu guardei as sementes vivas do apocalipse, navegando dilúvios de lagrimas, para que raízes antigas brotem novamente em terras esquecidas". Mahatma Gandhi, com mãos calejadas de marchas infindas, declara: "A resistência pacífica é o sal da terra; nela, povos originários florescem invictos, dissolvendo correntes com a força do espírito desperto". Renato Russo, legionário das noites brasilianas, confessa: "Nas veias urbanas pulsa um pulsar proibido, herança de guerreiros das matas, clamando por um país que ouça o coração silenciado". Maria Quitéria, visionária das profundezas temporais, irrompe: "Na quarta dimensão, o tempo se dobra como lâmina invisível; ali, lutadores ancestrais transcendem o plano, libertando-nos em espelhos da eternidade rebelde". Suas vozes se entrelaçam num manifesto etéreo: a humanidade resiste, primordial e multidimensional, contra o vazio que nos cerca.
O homem se cansa de remoer o passado e acaba desgastado demais para pensar no futuro. Suas atitudes insolentes ou mal pensadas acabam assombrando-o por toda eternidade, as mesmas, o derrubam num poço não tão profundo, mas já entregue ao seu cansaço, esse desafio deveras simples, tornasse impossível.
Dói tanto quando me olham sem me enxergar. Seus olhos varrem minha alma como vento frio, deixando-a exposta, nua, sem eco. Um joelho ralado sangra rápido, cura com band-aid e tempo; mas um coração partido? Esse fere devagar, sangra em silêncio, eternamente. Cada olhar vazio é uma faca cega, rasgando o que resta de mim. Prefiro a dor física, palpável, à essa ausência cruel que me apaga. Por que ver o corpo e ignorar a essência que implora ser notada?
Entendo que o Ministério Público expôs na denúncia que ofereceu eventos delituosos impregnados de extrema gravidade e imputou aos réus ações moralmente inescrupulosas e penalmente ilícitas que, combinados a partir de um projeto criminoso por eles concebido e executado, representam um verdadeiro assalto à administração pública.
Na minha vida eu sempre medi, calculei e até exitei em muitos passos, as vezes por insegurança, consideração, preocupação, mas os piores foram aqueles movidos pela moralidade imposta pela sociedade, esses foram os que me levaram ao final mais triste, digo até os que me regaram a tristeza, afinal eu não me movi.
Na vida, muitas vezes somos surpreendidos. Infelizmente o Ser humano está condicionado a ter a expectativa de ser correspondido em tudo o que faz. Então quando se vê numa situação onde se doa em demasio e recebe em troca ingratidão, geralmente é envolvido por um "caos" de sentimentos como mágoa, raiva, desilusão, pena e diversos outros; no entanto é um desafio continuo aprender lidar com tudo isto. A vida é feita de ciclos. Felizmente temos a oportunidade de encerrar alguns ciclos e iniciar outros. Queira bem e faça o bem a outras pessoas, pois certamente isto retornará, mas tenha sempre em mente que não é necessário submeter-se a sofrimentos e humilhações sem que para isto tenha-se uma finalidade/ideal/sonho pelo qual valha a pena trilhar todo este caminho.
Raramente há espaço para verdade na política brasileira e sem alianças com os que já estão no poder não há que se falar em projetos aprovados, por exemplo. Não se iluda e não iluda seus iguais. Candidatar-se visando status e dinheiro fere não só a moral do candidato, mas, especialmente, o povo. (PLDD)
Tenho uma teoria, da qual defendo, que uma pessoa que cultiva os bons sentimentos e se importa em transmitir o bem ao proximo, seja ele quem for, nunca terá sua paz ameaçada. Os bons sentimentos só nos blindam cada fez mais contra a maldade, e só espanta os espiritos ruins. Tu só tem tua vida colocada a prova, se tu transmite ou se preucupa em cultivar o sentimento ruim a alguem. Simples!
Melhores tempos estão por vir: me atenho a essa frase. E realmente acredito. Tenho me sentido mais leve, com disposição para tentar novas coisas, conhecer novas pessoas e até a me sujeitar a coisas que dizia detestar. É difícil de me recordar da última vez em que me senti assim, e me envergonho bastante de dizer isso. Eu ainda não passo de uma menininha, como posso ter tido tais pensamentos assim tão nova? Como pude me deixar em um mar de nostalgia daquele jeito? Bom, de qualquer forma, precisei passar por aquilo para me tornar quem sou hoje. Agora é só correr atrás do tempo perdido e deixar minha vida realmente acontecer, como deve ser.
E de repente, seus olhos vieram em minha direção. Estava parada, apenas o observando, mas de repente, sem saber o que fazer, subiu-me a tentação do doce pecado a deslizar-se pelo doce e pecavel sangue do amor eterno sobre apenas um corpo. E a cada momento, os passos iam se aproximando, em minha direção ele estava chegando, pra um doce beijo, mas apenas uma ilusão. Quando encostava em mim, arrepiava-me de maneira descontrolada e sem saber o que fazer, pensei em ti, em eu e vc, em nós. Esperei-te em anos, mas só chegara hoje. Não podia fazer nada, estava parada, simplesmente a imaginar algo. E então comecei a sentir algo novo, algo que começara a me dominar, enfim, descobri a mágoa. Despreizei-me em pecados, eternos e amargos, diantes do imortal paraiso apenas a ser escolhido. Mas até hoje me pergunto, o que vi em ti corvo de belas penas? Moço angélico demônico? Santo maldito honrado vilão, que roubara meu coração com apenas uma intenção. Mas... Durante anos, re-nasci, a procura de ti, mas ainda me meu pergunto se vc ainda é o mesmo, pois em feveireiro, apenas só as tuas intenções me preocupavam, mas o tempo passou, e vc mudou. Mas mudou da pior maneira possivel, apenas se mudou do meu coração. Mas as minhas mágoas são maiores que a tentação da cobra na árvore, que subira aos pés de Eva, apenas inicando um novo e amargo pecado, fazendo com que te ame, a cada passo possivel. Mas espero deixar claro, o meu amor é ouro, é prata é bronze, é o que eu sinto. É o meu pecado, é o meu céu amargo, meu paraiso do inferno e minha fortaleza do céu. Mas ele acabara apenas com um abraço, uma braço violento falencendo no triunfo como fogo e póvora, em que um desejo se consome, Desculpa querido, mas mesmo vc mudando, estou te amando, e espero que em cada próxima vida minha vc esteja presente, do meu lado, apenas no infernal paraiso apenas com o amor. Quem sabe amanhã podemos ser, eu e vc, tu e eu, vós, NÓS.
"O livro que entra em nossa vida, portanto, já não é mais o mesmo: já deixou de ser estático num canto da estante; agora, ele, descortinou novos horizontes para nós; já nos enriqueceu um pouco mais; já nos tirou da ignorância verbal e oral; já nos transformou; já nos cativou; já se tornou responsável por aquele que cativou."
