Crônicas de Amor
Céu Purpura
Sob ruas nevoentas, não enxergo justiça
Sem horas para contar minha insônia
Divago louco, envolto no pálido tato
Segurando a linha tênue da vida
Em pele conflitante a minha
A morte possui senso de humor
Rindo ele esteve, do nosso genuíno amor
Pintando-a, assim, de provocador roxo
Jus as suas vestimentas fúnebres
Destoante de seu cerne perfeito
Forçado estou, ao fardo doloroso
De carregar a obra-prima mortal
Sublime aroma angelical a fugir
De seus cabelos sem luz a revirar-me
Sua essência absoluta, do meu lado a ficar
Zombeteira aos olhos impudicos
Sua posição transcende sangue e carne
Me isolando de ti, abriu celebres asas
Largando a existência antiga
A qual amei perdidamente
Mas pouco me falta
Não serei capaz de dá-la a terra
A mim sempre pertenceu e assim será
Dissipado em eterna aflição
Deita-se em mim sem mais tensão
Inabilitado do pensar
O que me resta é apreciar
Juntos as suas preferidas Violetas
O céu purpura de seus lábios.
Você sendo uma completa imbecil de novo..A vida te dar uma nova chance e o que você faz?,corre estragando tudo novamente.
Não culpe a vida por você ser tão burra ao ponto de não saber "amar".Culpe você mesma por ser tão cega ao ponto de enxergar as mentiras que sua própria mente cria... Não culpo seu coração,ele sim é o único lúcido dentro de você.
VERSOS DE CONFISSÃO
Oh, querida Lua!
Não tens ideia de como tenho implorado
Amiga de todas as mulheres
Sinto falta de seu sorriso
Me iluminas com seu luar
Me deixas embriagada
Amante fiel e sapeca
Me sinto só sem sua voz
Lembre-se de mim quando partir
Não, vozes me dizem para seguir em frente
Mas o órgão pulsante não entende
A alma chora em conflito
Ela só queria estar contigo
A Lição Não Aprendida
Ela entrava como o sol invade o dia,
Trazendo luz, palavra, poesia.
E eu, na sombra do seu ensinar,
Fui deixando meu coração se entregar.
Seu sorriso era verso que eu decorava,
Na esperança de que ele me encontrava.
Mas entre nós, só o vazio crescia,
Uma distância que a paixão não remendaria.
Agora, relembro o que não pude dizer,
Que amar sem resposta também faz crescer.
Aprendi na dor o que ela nunca quis mostrar:
Nem todo amor é feito para ficar.
Garota Confusa
Ela veio como vento, sem saber o caminho,
Um riso perdido, olhar tão sozinho.
Falava de sonhos sem explicação,
E escondia verdades no seu coração.
Era doce e amarga, mar e deserto,
Um passo em falso, um querer tão incerto.
Eu tentei entendê-la, mas me perdi,
Pois ela era um mistério que nunca abri.
No fim, partiu como quem não quer ficar,
Deixou saudade onde quis me apagar.
E eu, que só queria lhe dar um lugar,
Descobri que não se prende quem não sabe amar.
Hoje eu escolhi dar o primeiro passo
Viver a busca pelo desconhecido
O passado conversa comigo quando o ouço
Clamando por novamente existir
Um lampejo, um toque sutil
A adequação do romantismo
Ao meu mundo amargo
O ciclo virtuoso, à euforia em perfume
Adrenalina, poesia e amor
Viver pelo auge, pela glória e ambição
“Yin-Yang”
Eu gosto quando você sente medo das influências de Xangô
E aperta mais forte o meu braço
Eu gosto do meu “arroba” na sua “bio”
Eu gosto quando você me pede fogo
(Na maioria das vezes para o cigarro)
E é no seu colo que bebo e derramo lágrimas
É no seu colo que confesso meus desejos e meus medos
(Feito uma criança)
Finjo indiferença quando me tratas como filho
Mas lá no fundinho
Meu coração fica aquecido
(Freud explica)
“Pesadelo desejado”
Um lindo reencontro
Uma maratona ao abraço
Beijos no rosto
Um belo amasso
Ela me perdoa
Eu a perdoo
Ela se limita a me consolar
Eu me limito a adorar
Flutuo em seu colo
Nado em seu polo
Linda como uma lótus
“-Sinceramente eu te a...”
“TOC TOC TOC”
O ferro fala
Hora de acordar
Em minha cela mental me encontro
Medonho
Felizmente foi só um sonho
Cada pensamentos na mente, cada toque diferente, e sim la vem a poesia novamente, eu estou de luto, luto pelo oque há nesse mundo, e eu tenho vontade de chorar, mais a cada palavra eu sinto uma imensa vontade de gritar, Mas quem sou eu? Uma alma, um corpo, todo machucado.
Quero sorrir, mais algo no passado me traz a aqui, e essa é minha forma de expressar, a tristeza, o orgulho, por mim ira rondar, até que a justiça seja feita, e minhas palavras cheguem lá, eu vivo um tormento, ameaçado, assediado, humilhado, pisado e por esse motivo eu tento viver sem olhar para baixo, quando vão perceber que há um corpo que não irão mais reconhecer, depois de ter usado e jogado como se fosse algo imprestável, luto pelo direto de meu próprio corpo, talvez você não ligue tanto para isso, até que sua filha, irmã, sobrinha, te olhe pedindo socorro, até quando vão parar de romantizar, abusadores morto deveriam estar, acabo por aqui, só peço para minha voz um dia ouvir.
Eu, acordei e sonhei que estava longe de casa
Mas eu pensei, o que seria viver longe de você
Sendo que estou tão perto!
Mas por que tanta dor?
Por que tanta dor?
Venha me socorrer!
¡Por favor!
Eu preciso de você aqui.
Como posso viver, e quando irei descansar?!
Nem tudo é um sonho, tenho muito a andar.
Acho que fui pega pelo choque da realidade,alivio sinto e querendo ou não, foi necessário...necessário,mas ué porque sinto uma dor todas as vezes que me pego a pensar sobre? porque a dor não se foi?
acho que o amor apesar de tudo não quer sair de mim,achei que sabendo a verdade seria livre e que o amor encontraria saída...fazer o que ne,toda sorte do mundo aqueles que sentem de mais na maior intensidade e profundidade,a nos!
Obrigado Noruega!
Neve por toda parte, pinturas vibrantes no céu proporcionadas pela nobreza da aurora boreal.
Uivos de uma alcateia de lobos são ouvidos, mas a mesma fogueira que nos aquece romanticamente, também nos protege,
Sozinhos e felizes, apreciamos calorosamente o deleite do momento,
Amanheceu! As montanhas nevadas que nos cercam começam a se oferecer nos convidando para um belo passeio,
Paramos em cima de uma camada fina de um rio congelado é incrível como o espelho da vida em movimento fascina,
O fim de semana acaba.
Agora sobrevoando a paisagem de horas atrás integralmente nossa, sabemos o privilégio que teremos de carrega-la por toda vida.
Queria Eu
Poder ficar ao seu lado,
Tocar lentamente os teus lábios,
Com um beijo apaixonado.
Queria Eu,
Nos teus ouvidos sussurrar,
Do amor que sinto por você,
E a sua voz poder calar.
Queria Eu,
Enaltecer os seus valores,
Com muito amor e carinho,
Oferecer-te um buque de flores.
Queria Eu,
Liberar o seu lindo sorriso,
Contracenando com o luar,
Num verdadeiro paraíso.
Queria Eu,
Utilizar um pouco do seu calor,
Para aquecer o meu corpo,
Com sua ternura e seu o primor.
Queria Eu,
Em uma noite clara de luar,
Ver o reflexo do meu rosto,
No lindo brilho de seu olhar.
Queria Eu,
Poder viver no seu mundo de emoção,
Conhecer a fascinante simplicidade,
Que encanta meu coração.
Du’Art 05/ 12 / 2016
R e C i c l A S
Com Fascínio e simplicidade,
Encantou meu coração,
Levando-me a realidade,
Da mais forte emoção.
Nossos olhares se cruzaram,
Sem titubear me encantei,
Teus lábios me intimaram,
E o seu pedido aceitei.
Com malícia e sedução,
Conseguiu me envolver,
Minha fonte de inspiração,
Meu motivo de viver.
O passado trouxe ao presente,
Uma situação inusitada,
Confesso, me deixou sorridente,
Com o seu jeito apaixonada.
Morena linda e inteligente,
Com expressão de alteza,
No amor se faz convergente,
Expressando sua a beleza.
O tempo se fez tão distante,
Dificultando o meu entender,
Mesmo assim me fez confiante,
E os flashes eu não irei esquecer.
Du’Art 21/01/2017
Fonte de Inspiração
Chegou com simplicidade,
Encantando meu coração,
Mostrando-me a realidade,
Chamando minha atenção.
Nossos olhares se cruzaram,
Sem titubear me encantei,
Teus lábios me intimaram,
E o seu pedido aceitei.
A imagem fixou no pensamento,
Aguçando o sentido do desejo,
Efervescendo o meu sentimento,
Que sai a procura de um beijo.
Lábios carnudos e avermelhados,
Por um batom de sabor diferente,
Com movimentos bem acanhados,
Sob uma veste bem envolvente.
Num final de tarde de verão,
O sol se pondo no horizonte,
Uma imagem típica da estação,
Refletida sobre o monte.
Com malícia e sedução,
Conseguiu me envolver,
Minha fonte de inspiração,
Que mudou o meu viver.
Com o meu jeito romântico,
E uma voz aveludada,
Exibindo lindo cântico,
Assentado numa calçada.
Acompanhado por um violão,
Num dedilhado eletrizante,
Pelos acordes da canção,
Com um estilo dominante.
Com notas agudas e graves,
Misturando a dissonância,
Passando por várias claves,
Sem perder a elegância.
Hoje és a música que gosto de ouvir,
O abraço que espero para me envolver,
Na ansiedade mais louca sem me atrevir,
Simplesmente por medo de enlouquecer.
O futuro infelizmente não consigo prever,
Mas confesso que tenho um lindo passado,
Estou no momento equilibrando o meu viver,
Sempre agradecendo o presente conquistado.
Du’Art 30 / 04 / 2017
Inexplicável
Como é difícil,
Explicar o inexplicável!
Esquecer o que foi esquecido!
Apagar o que foi apagado!
Destruir o que foi destruído!
Não relembrar um passado!
Que se alojou em meu subconsciente,
E que sem sair de minha mente,
Por mais que eu esteja consciente,
Ainda relutando desesperadamente,
Confesso não me entregar,
É como um texto bem redigido,
Gravado num disco rígido,
Onde tudo fica arquivado,
Até mesmo um arquivo corrompido,
Que um dia poderá ser recuperado,
Pelas flechas de um maluco cupido,
Que sem pontaria e sem direção,
Alcançando como o perfeito alvo,
O centro exato de meu coração,
Me deixando frágil e destruído,
Por um amor cego e atrevido,
Que me abordou de forma estranha,
Utilizando de sua artimanha,
Transformando em amor bandido.
Apenas Lembranças
Hoje me senti incomodado
Senti meu coração estranho,
Um tanto triste e acelerado,
Com a voz um tipo fanho,
Confesso não entender,
Tudo estava maravilhoso,
Isso me veio a acontecer,
Preferi um pouco de repouso,
Percebi algo complicando,
No peito uma dor irritante,
Sinal que estava fibrilando,
Por ser uma dor constante,
Confesso que senti tristeza,
Ao descobrir o motivo da dor,
Me causando uma forte incerteza,
Sem saber se foi amizade ou amor,
O tempo lentamente foi passando,
E essa dúvida pairando no ar,
Tendo a mente e o coração conflitando,
Com sua maneira de me encantar,
Como a lua vagando no horizonte,
Por uma constelação brilhante,
Fazendo de minha inspiração a fonte,
Lapidando o mais lindo diamante,
Cada vez mais me enfeitiçando,
Tirando a minha total concentração,
Parecia estar realmente me amando,
Mas percebi que era encenação,
Seus olhos brilhando como faróis,
Iluminando a escuridão da neblina,
Senti o momento de ficarmos a sóis,
Mas desapareceu de forma repentina,
Ainda permaneci a sua procura,
Encontrando tamanha dificuldade,
Talvez seja apenas uma loucura,
Desencadeada por sua saudade.
DuArt 16/ 12/ 2017
Reluzente
Teus olhos são lindos brilhantes,
Moldados no mais belo rosto,
Emitindo seus brilhos cintilantes,
Que jamais fora exposto.
Oh quão exuberante beleza,
Vos sois a minha guia linear,
Que orienta com fios de sutileza,
Por todos os dias o meu caminhar.
Oh estrela linda e incandescente,
A sua beleza e o calor me faz delirar,
Enfeitiçado pelo seu raio reluzente,
Num delírio que me fez vertiginar.
Inspirei-me na sua pureza,
Pra estes versos confeccionar,
Imortalizando a sua beleza,
Numa flor a desabrochar.
DuArt 25/ 03 / 2018
Despertar
Hoje a natureza me surpreendeu,
O céu se apresentou de azul,
Colorindo o meu despertar,
Pude sentir o aroma do seu perfume,
Quando chovia e o sol ainda a brilhar,
Percebi que tudo seria diferente,
Ao lembrar o seu jeito de beijar,
Parecia um sonho inacabado,
Sem dia e hora para terminar,
Onde pude provar o sabor de seus lábios,
Por um longo tempo sem respirar,
Sem ao menos ao seu lado estar,
Entretido pelo mais doce e caloroso beijo,
Entre dois corpos a entrelaçar,
O entardecer veio se aproximando,
Com a chuva cessando rapidamente,
E o sol lentamente no poente a se deitar,
A noite surgia consigo trazendo o luar,
Com o céu ainda limpo sem nuvens,
Somente com as estrelas a enfeitar,
Contrastando com sol no horizonte,
E os seus lindos raios a iluminar,
Formando a mais linda imagem,
De uma inesquecível miragem,
Que entre sonhos e realidade,
Alguém pudera contemplar.
Jose Romildo Duarte 01 / 02 / 2020
A Lua é a musa do poeta
Mas, a sua fiel companheira se chama Solidão.
A Lua é a dama do sonho deste cavalheiro.
Ela vem à noite de mansinho,
Feitiça ele com carinho,
E quando ela não aparece;
Ele dorme com saudade da sua bela.
A Solidão nunca lhe abandona.
Permanece quando todos vão embora,
Está na sua mão agora e toda hora,
Ela é persistente, não desaparece;
Ele só encontra a paz quando foge dela.
A Lua é complicada,
De tempo em tempo muda o seu semblante.
A Solidão sempre estável;
Tão sem graça, que nem sabe ser amante.
É a Lua, divina e perigosa,
A musa deste pobre poeta,
Cheio de ilusão.
Porém sua companheira,
Aquela amargosa;
Sempre será a Solidão.
