Crônicas de Amor
Não importa em qual condição,
Ter um espaço no coração de alguém
É ter um lugar ao Sol;
Podem dizer que é alucinação,
Eu não me importo
- o amor -
Aconteceu sem explicação.
O amor quando acontece
Não tem explicação,
Mesmo na contramão,
O teu coração é meu farol;
Estou aos teus pés,
A tua sedução conduz
A minha louca paixão.
Talvez eu ainda não seja
Tão importante,
Basta o teu coração
Me dar uma chance:
Vou te provar que o meu coração
É capaz de fazer o seu viver
De verdade um romance.
Por ti observados
Corpos enrodilhados
Os passos acertados
Espíritos afinados
Desejos ocultados
Nos toques dos acordeons
O amor afina os tons
A saudade crepita
O peito palpita
A consciência aflita
Separados pela fronteira
O tango te incendeia
Sou tua companheira
Anseia-me inteira
A fome é derradeira
A paixão e sua erupção
Dois acordeons embalam
Os dançarinos e a atração
Os pensamentos acasalam
O amor vibrando no coração
Abrimos caminhos no infinito
Carregamos o amor mais bonito
Tal qual a sedução de uma poesia
Que faz questão de não ser explícita
Insinuando se entrega, e não sossega.
Contemplo no espaço o olhar,
uma sensação tão instigante
que faz a cada dia eu me apaixonar,
sentimento intransigente que faz
a exuberante juventude só pedir
o teu colo,
um passaporte para desvendar
o teu mistério
tão intrigante - apaixonante.
Na profusão do mútuo desejar,
bem sabes que faço de tudo para
chamar a tua atenção,
e que a provocação e a timidez
fazem parte da nossa dupla,
chegará uma hora que não haverá
mais como ocultar a temperatura;
dizem que amar é um crime,
para o nosso amor não tem castigo,
somos partícipes criativos
no delicioso perigo - incontidos.
Um não sai da cabeça do outro,
sabemos que temos o mesmo gosto,
entre nós não existe jogo,
o tempo se encarregará do nosso
- ouro -
o tempo é a forja e o amor
é nosso primoroso tesouro;
mergulhados nas profundezas do amor,
- somos exigentes -
e a cada detalhe damos valor:
Um brinde ao porvir do nosso amor!
De braços abertos
na imensidão
da espera por você,
Vivo em contestação
em nome de tudo
que nós acreditamos.
A tempestade se
anunciou intrépida,
A floresta se tingiu
com a mesma cor
dos teus amorosos
olhos misteriosos.
Nos meus sonhos,
mesmo que sejam
outros os caminhos,
A cada dia tu vens
me trazendo todo
dia mais para perto.
Em pleno meio-dia,
bate bem forte
o meu coração
como a badalada
da Igreja Matriz
São Francisco,
Sinal que está inteiro
e celebra nós dois
nesta rota que principia.
Nunca abrimos
o vinho que
está guardado
na antiga cristaleira,
parei com besteira,
e aquele disco
repeti a noite inteira.
Não sou mais
a mesma ingênua
que chegou
cheia de sonhos.
O scarpin vermelho
está no canto
do meu quarto,
e tenho apenas
que ter bom senso.
A névoa caída
na madrugada
não atrapalhou
os meus olhos.
Nunca precisei ter
enfeites nas mãos
para a antipatia
que a face precisa
esconder com
quem nada fez.
Na penumbra sem
desejar o quê
na vida me tornei:
a estrela solitária
em nostalgia.
Nenhuma cara feia
me intimida,
alguma dúvida
ou pouco caso
com a minha poesia.
Faremos as próprias
leis em busca da paz
neste mundo que
marcha rumo à guerra.
Em busca do paraíso
de amor por nós
ainda desconhecido
pela tal Lua-de-Mel
tão sonhada na Terra.
Calaremos aos beijos
todas as angústias
do tempo que não
nos conhecíamos.
Em busca do aconchego
de amor por nós
a ser vivenciado
na tal Lua-de-Mel
tão aguardada no céu.
Dançaremos colados
o ritmo dos séculos
porque almejamos só
pelo amor ser lembrados.
Com toda a certeza
mesmo sem saber quem
tu és algo me diz
que já somos namorados
e nem sequer sabemos.
No mundo em transe
celebrante do seu
próprio final,
Dele desejo fugir
para o esconderijo
lá nas alturas
para alcançar o teu
abraço que é
a própria Lua-de-Mel,
E assim faremos
do amor o nosso céu.
Sem querer ouço
por antecipação
os doces solfejos
da canção do milênio
que fala de amor
paz e libertação:
imaculados desejos.
Os corpos selvagens
e a juras sob
a guarda das carícias
irão além das paragens
de delícias capazes
de abrigar o amor
em todas as primícias.
É um imperativo buscar
no profundo do
teu sublime olhar
a fonte da paixão
para os versos nômades
que irão até você
como todos os arco-íris
que se abrem após
as maiores tempestades.
Deste continente que
andam prometendo
ofertar a noite escura
mais longa da História
para os nossos povos:
anuncio a minha Wiphala
símbolo da paz universal
que está hasteada
a luz da querida Lua.
O amor aqui na Terra
precisa virar notícia,
é por isso que escrevo
como quem canta
e ao povo humilde
se entrega total
num acorde sideral.
Buscando o triunfo
em nome da vida
para reunir todos
que têm boa vontade
em nome da liberdade,
como o vento que
espalha a verdade,
as sete cores
e as sementes:
nas minhas veias
tenho a herança tribal,
trago você no meu
sonho de mil luares,
e de dia tens o meu peito
porque és amor perfeito.
Nas treze Superluas
todas elas previstas,
Celebraremos
todas as conquistas.
O vento soprou
na minha nuca,
Imagino um beijo
teu além da Lua.
És o maior porque
é todo meu,
Foi o meu coração
que te escolheu.
Nos dois eclipses
que estão porvir,
És o maior porque
é todo meu,
Foi o meu coração
que te escolheu.
O teu sorriso é
órbita que enfeitiça,
Teu corpo convida
e nos sideriza.
Desde o dia que te vi
pela primeira vez:
Não consigo mais
colocar os pés na Terra,
És delírio de paixão talvez,
mas que em mim constela.
O teu par de olhos
gravitando hipnóticos
ao redor do meu
corpo como dois
planetas misteriosos.
A tua pele de metal
raro me fascina
de maneira sensual
que invade malícia.
O teu jogo de sedução
me faz presa a você,
porque tens todo
o aroma do que é paixão.
Os teus lindos lábios
fonte que quero beber,
não me deixo esquecer:
não paro de te querer.
A tua inteligência fina
e silenciosa é aditiva,
ela não permite deixar
de te querer todo o dia.
Nos teus braços sem
explicação me vejo
em entrega total
como a Lua ao Sol.
A tua rebeldia me faz
preocupada, devota
e desejando te livrar
do perigo do mundo
porque és amor secreto amor.
Sobrevoam
as borboletas
monarcas
nos campos
da América
profunda,
És o ilustre
habitante
do meu peito,
Nascemos feitos
um para o outro:
para viver unidos
o amor perfeito.
Na minh'alma
estão os sinais
do amor, paixão
e liberdade:
que dão força
para resistir
a tempestade,
Dizer não
ao totalitarismo
e espalhar
a paz pelo mundo.
Os ciclos da Lua
que o agricultor
é o doutor
em excelência
a reverenciar
e cultivar
a sobrevivência,
É nele que
busco a mais
alta referência;
Afinal, a vida
em geral
pede de nós
muita paciência:
E no campo
do amor
especialmente
para que não
desocupe o meu
coração e a mente.
Na Lua Cheia que
ultrapassa a noite
e vai alcançando
o alvorecer do dia,
com as borboletas
noturnas no trajeto
rumo ao trabalho
a encantar sublime
operários e artistas.
Para quem deseja
vencer a guerra
é preciso ter entrega
e amor na Terra;
trazendo na pele
os poemas dos povos
sob a luz da Lua
em busca da profunda
e eterna Primavera.
Na Lua Cheia que
alinhada a poesia
que romântica veio
me pegar pela mão,
devoto a amável
e renovável devoção;
mesmo que em mim
você não creia,
assumo que te quero
aqui colado comigo
e sem devolução.
O luar e a brisa
da noite inspiram
a conquistar
a tua companhia.
Pude ver a beleza
da gradação das cores
do amanhecer mesmo
ainda sem ter você.
Quero fazer parte
de você de um jeito
que você não sabe:
ser a tua galáxia.
Em mim carrego
os signos da imigração,
dos indígenas
e dos povos nômades.
Borboletas coloridas
voaram no caminho,
quem tem amor
nunca estará sozinho.
Quando leio, escuto
e falo o nome teu,
tem me deixado flutuante:
algo diz que já és meu.
Ver florescer
o meu jardim
de corais:
sonho contigo.
Não sei quem
se beija mais
se é o céu ou
se são os bonsais.
O luar riscou
o destino
de um oceano
de amor:
junto contigo.
Não sei quem
se beija mais
se é o mar ou
se são os bonsais.
Ver resplandecer
com o infinito
nas marítimas
belezas totais:
quero contigo.
Com os nossos
desejos reunidos
aconchegados
nos mais doces
corais instintos
animais de flores
e de todos os amores.
No Universo foi
o sonho escrito
para as estrelas,
ele que é feito
de humanidade
para se ver nos
corais e por todos
dar tudo de si;
e cantar o amor
para esquecer
as divergências
e embalar
todos os povos.
Não sei se haverá
este encontro,
só sei que há
beleza na coragem,
e ela que faz
com que eu persista.
A única coisa certa
nesta vida sempre
há de ser a poesia
que passa para
que eu possa,
e certamente fica.
É nas fases da Lua
que tenho saído por aí
em busca tua
entre os bonsais
terrenos e marinhos;
e entre corais
para refazer paraísos
onde foram
garimpados minerais,
e quem sabe ser
a presença que
nem o tempo desfaz.
Lua amável Lua,
é para você essa
que um casal
de hippies canta
e dança à espera
de uma carona
em plena estrada.
Lua amável Lua,
é para a Terra
que este casal
canta e dança
a paz e o amor,
da minha janela
pude ver a flor
nos cabelos
dourados da moça.
Lua amável Lua,
me diz quando
vai chegar a vez
de encontrar
o meu amado
mesmo que seja
no meio da rua.
Lua amável Lua,
você que anima
as festas e orienta
a rota dos ciganos
pelas estepes,
são com os teus
raios poemas
pelas minhas
mãos tu escreves.
Aves noturnas
em revoada
nas savanas
africanas
em noite enluarada.
E eu em busca
de um vestígio
que te faça lembrar
de mim quando
a crença na vida
vier a te faltar.
Com o peito aberto,
asas e sonhos
a minha energia
vai até você
até debaixo
dos temporais,
se for preciso.
A cada dia você
irá se apaixonar
muito mais
do que por
era previsto
nos encontros
marcados
nas noites de luar,
porque fixei
morada em ti
sem ter
me dado conta
e sem o teu
peito ter percebido.
Vivendo nesta Era
de um monstro
invisível e mortal,
Por ambição
tenho me feito
voz universal,
Mansa paragem
ensinando as vias
para a liberdade
mesmo longe
da tempestade.
Os flocos de gelo
próprios do tempo
nesta bela noite
nos cobrem como
se fossem uma
chuva de arroz
ao menos em sonho:
Para não deixar
o descaso roubar
a essência
e o quê me leva
a não desistir
rumo à felicidade.
Da felicidade que
eu hei de ter
em sua companhia
no deserto de sal
e que virá em breve
na próxima
Superlua de Neve;
Nós dois com direito
à paz sideral
e tudo aquilo
que a paixão atreve
e dois adultos
que se merecem.
Na minha gentil
cidade não há
como te tocar,
por aqui você
comigo não está
nesta Lua de Neve
que surgiu alva
e madrugadeira
com você que
minha mente
não se esquece.
Os meus versos
vão te sublevar
e os desejos
mais recolhidos
irão fazer todos
eles transbordar.
O pensamento
está a enlaçar
mesmo sem
ver e alcançar
a possibilidade
de te colocar
no meu colo
sob a iluminação
do luar de neve.
Os meus poemas
vão te seduzir
e as estratégias
mais urgentes
irão fazer todas
no canal a fluir.
"Amoris causa,
honra a mais
sábia das loucuras"
no Carnaval
de Veneza
e sem medo
de perder
o sonho
e a delicadeza.
Pelos siderais fios
que nos unem
mesmo sem saber
onde você está;
Sei que nós dois
vamos nos encontrar,
e que não importa
a hora e o lugar.
O Universo abriu
um palimpsesto
a nossa previsão,
Tudo ocorrerá
fazendo bater
sempre mais
forte o coração
em ritmo forte
e indomável paixão.
Os seus toques
já estão todos
roteirizados
na minha pele,
E hão de ser a sua
estratégica mania,
e suave maneira
para de mim
fácil e faceira
muito além desta
Superlua de Neve.
