Crônicas de Amor
Era uma vez um homem que amava uma mulher... e o sorriso dela era um mistério ao qual ele desejava dedicar toda a sua vida desvendando. Cada curva daquele riso iluminava sua alma, como se o universo o convocasse a eternamente buscar essa resposta doce e infinita.
Mas o tempo, com seus desentendimentos e desencontros, os separou. Ainda assim, ele manteve sua promessa, gravada nas linhas do seu peito. Possuiu outros corpos, é verdade — breves respiros de uma ausência que nunca se curava — mas jamais os amou. Seu coração, teimoso e fiel, permanecia ancorado naquele amor primeiro, que nem a distância dos anos conseguia apagar. Amar aquela mulher não era uma escolha, mas um destino que o tempo não soube desviar.
Há sentimentos que desafiam o tempo, sobrevivem ao vento impiedoso dos anos e se escondem nas sombras do inconsciente, florescendo inesperadamente em um suspiro ou em uma lembrança fugaz. O amor que carrego por ela é assim: uma chama que arde, mesmo sem combustível aparente, alimentada por memórias que já não sei se são reais ou apenas fragmentos embaçados pela saudade.
Não sei mais por que a amo, mas a verdade é que essa pergunta já perdeu o sentido. Amo porque é inevitável, porque está tatuado na minha alma, como um eco que ressoa mesmo quando o mundo silencia. Ela vive em mim, entre as palavras que não foram ditas, entre os gestos interrompidos e as promessas que ficaram suspensas no ar.
Há dias em que esse amor me aquece, envolvendo-me com um calor suave, quase nostálgico. Mas há outros em que ele me corta, trazendo uma dor sutil e persistente — a dor da ausência, da impossibilidade, daquilo que o tempo levou, mas jamais apagou. A saudade é uma presença constante, um fio invisível que me puxa para o passado, mesmo quando tento avançar.
Quase vinte anos se passaram, mas o coração não entende de calendários. Ele apenas sente. E eu sinto — o amor, a dor, e a saudade entrelaçados em um nó que me mantém vivo, lembrando-me de que algumas histórias não precisam de um final, porque continuam a ser escritas dentro de nós.
Nômades da Vida
Você me disse que somos nômades, almas errantes que se perderam em caminhos contrários. Cada passo que damos nos afasta ainda mais, tornando-nos lembranças dispersas no tempo, como folhas levadas pelo vento. As escolhas, implacáveis, nos arrancaram dos abraços possíveis, deixando apenas um rastro de memórias que insistem em sobreviver.
Não importam títulos, cidades ou conquistas. Nada disso pesa mais que a ausência que agora preenche os nossos dias. Você não se importa com vaidades; o que te toca é a verdade silenciosa dos sentimentos que a vida tentou sufocar. Entre nós, não há vitórias que compensem as perdas invisíveis.
Você confessou que ainda me ama — com a força de um tsunami avassalador. Mas o amor, sem presença, se torna um poema inacabado, uma melodia sem refrão. E assim, seguimos separados, com corações que ainda pulsam por uma história que jamais será escrita.
A vida nos transformou em estranhos que se conhecem profundamente. Eu não faço parte do seu dia, não ilumino suas manhãs nem aqueço suas noites solitárias. Somos apenas uma lembrança perfeita, uma possibilidade que nunca encontrou seu destino. Talvez sejamos isso: um amor eterno, mas condenado a existir apenas na saudade.
Eu estava pensando em você. Pensando em nós. No que fomos, no que poderíamos ter sido. Tantas vezes me peguei viajando nesse mesmo caminho, refazendo nossos passos, buscando respostas no silêncio da saudade. Mas, sempre que abro os olhos, percebo... era só um sonho. Um sonho que insiste em viver dentro de mim.
O tempo passou, a vida seguiu seu rumo, mas há amores que não se apagam. Você se tornou parte de mim de um jeito que nem a distância, nem os dias, nem a ausência puderam desfazer. Seu nome ainda ecoa nos meus pensamentos, sua lembrança ainda aquece meu coração.
Talvez nossa história tenha ficado inacabada, presa entre o que sentimos e o que o destino decidiu. Mas se existe uma verdade que o tempo me ensinou, é que o amor se vive, às vezes se perde, mas nunca se esquece. E eu sei... vou te amar para sempre.
Quando estou na tua presença, não sou apenas eu—sou um universo inteiro que se refaz. Minhas células, antes dispersas no caos do tempo, alinham-se como estrelas traçando constelações invisíveis, todas girando em torno de ti.
Minha pele sente diferente, como se cada poro aprendesse a respirar um ar que só existe quando estás por perto. Meu sangue corre em outro ritmo, pulsando um compasso que não conhecia antes de teus olhos cruzarem os meus. Até meus ossos, firmes e silenciosos, parecem vibrar com a melodia do teu nome.
Se te aproximas, tudo se ilumina—cada molécula dança, cada neurônio se acende, cada batimento do meu coração entoa teu nome sem que eu precise dizê-lo. És a força que reescreve minha existência, a tempestade que me desorganiza para depois me refazer mais vivo, mais intenso, mais teu.
E se um dia partires, não sei se voltarei a ser eu. Pois, sem ti, até minhas células esqueceriam quem são.
Ser fiel a si mesmo é o primeiro passo para não se perder no outro. Quando quem amamos não está, percebemos o quanto a vida é dura — e curta. Esperar finais felizes parece ingênuo diante da realidade que insiste em nos quebrar.
Mas há força na dor. As partes que se quebram revelam quem realmente somos. A ausência do outro escancara a necessidade de presença de si. E quando dizemos “nunca mais”, talvez estejamos, enfim, dizendo “agora, sim” — para nós mesmos.
Era uma vez um homem que acreditava caminhar só... não por falta de passos ao redor, mas porque havia se tornado prisioneiro de muros erguidos dentro de si. Vivia entre palavras guardadas, olhares desviados e silêncios pesados como correntes. Até que um dia, como um raio de sol que ousa atravessar as frestas da cela, apareceu ela: uma amiga que não se intimidava com o seu estranho jeito de existir.
Ela o chamou de amigo, mesmo quando ele dizia que não sabia ser. Disse que ficaria, mesmo que o mundo partisse. E prometeu que, se um dia os dois se encontrassem sós no destino, ficariam sozinhos... juntos.
Ele a questionou, como quem duvida da própria liberdade, e ela o respondeu com leveza, como quem não tem medo de cuidar... nem de se deixar ser cuidado. Entre perguntas e provocações, entre o medo do amor e a esperança do abrigo, os dois descobriram que talvez a verdadeira fuga da solidão não estivesse no mundo lá fora, mas nos olhos de quem vê a alma e ainda assim decide ficar.
E assim, entre prisões internas e promessas eternas, nasceu uma história onde dois corações, marcados por feridas, aprenderam que não há maior liberdade do que encontrar repouso um no outro.
E viveram... como sabem viver os que ainda acreditam no amor que se escreve devagar.
Assim como a distância
A saudade do toque
Carinhoso das suas mãos
Dói profundamente
Como não rimar
Amor e dor
Quando tudo que preciso
É o sorriso distante e
Amoroso do teu olhar
Sou teu homem
És minha minha mulher
Sou teu destino
És minha vida
Somos o reflexo do amor
Esperando nosso encontro, afinal
Difícil não é encontrar alguém...
Difícil, é permanecer com este alguém, mesmo quando o viço da juventude se vai, e leva com ele a paciência, a memória, o perfume dos cabelos, a maciez da pele, o ballet dos quadris, deixando em seu lugar a impaciência, a irritabilidade, as rugas, os cabelos e os sentimentos gris...
Eis aí o verdadeiro amor...
Aquele que encontra e permanece, vencendo todos os obstáculos que a vida oferece...
Eu seguraria a mão de alguém que pudesse me levar a lugares sonhados...
Eu beijaria os lábios de alguém que pudesse cantar tão doce quanto meus sonhos mais secretos...
Eu voaria nas asas do pássaro, que me me levasse ao mais alto sentimento de prazer...
E me fizesse e me mostrasse vivo
E fosse o fogo ardendo dentro de mim...
A paixão e o amor da minha vida...
Definitivos...
O homem sente por sentir vontade
E quem me dera um dia ver-me diferente, encontrando sentido além das razões por trás da mente, sendo coração que pulsa apressadamente, apenas por saber que é verdade. E se é verdade, dou-te tudo o que encontrar no caminho do meu eu; do apego à solidão, que habita nessa imensa vastidão desconhecida, à medida dosada da paixão.
Não me apaixonei por você
Não me apaixonei por você.
Quando me apaixonei, não foi por você.
Foi pelos seus dentes
Pelo seu cabelo, pelos vestidos que usava.
Hoje você só usa calças
Mudou o corte do seu cabelo
E agora me disse que vai usar aparelho nos dentes
E só agora me dou conta
Que eu não me apaixonei por você como imaginava
Pois você mudou
O você por quem me apaixonei não existe mais
E, mesmo assim continuo apaixonado.
Mesmo assim te amo
Independente dos dentes, do cabelo e das roupas.
Amo em você algo que não sei o que é
Não sei explicar o que, mas amo.
Acho que é você pura
Sua essência, sua alma.
É por você com ou sem complementos,
Que estou apaixonado
É você esse todo que eu amo
Não me apaixonei por algo que possa ser mudado
Quando me apaixonei, eu nem sabia.
Mas era mais que paixão física
Era por uma mulher completa,
Plena, mais que corpo.
Era mais que atração ou desejo,
Era amor.
Corpo e alma, sorriso e dor,
Irritada e calma, calça e vestido.
Você!
Alfredo e Juca eram irmãos.
Alfredo não era de expressar seus afetos, os sentimentos pareciam estar guardados a sete chaves... (coração de manteiga, com capa de ferro).
Lembranças da infância, do lugarejo onde nasceram e cresceram, dos joelhos ralados com as corridas ladeira acima, tombos ladeira abaixo, no patinete de madeira e rodinhas de rolimã que fôra feito por seu pai.
A bola de couro e o caminhão de madeira presentes dos avós
Alfredo era apaixonado por futebol.
Juca gostava de carros e, os puxava fazendo som de motor com a boca...vrum..vrum...
Sua mãe os vestia iguaizinhos, parecerndo gêmeos. Estudavam na mesma escola, seguiam juntos todos os dias.
Juca era mais conversador... tinha mais amigos e fazia sucesso entre as meninas.
Em idade hábil não prestaram serviço militar.
Juca fez o curso técnico, conseguiu trabalho, e logo foi pai.
Alfredo fez faculdade, formou-se engenheiro e mais tarde casou.
Juca teve mais filhos que Alfredo.
Assim seguiram suas vidas, já não saiam mais juntos e os encontros...eram apenas nas festas familiares ou por motivo de doença.
Hoje, Juca se foi...as gavetas onde são guardados os álbuns de fotografias, passaram a ser puxadas com mais frequência...Alfredo se procura ao lado de Juca...saudades da infância, dos dias presentes,dos sentimentos, do amor sem ser dito, da boa lembrança!
A maior força mora no silêncio das batalhas invisíveis, guerras travadas na sombra do coração, onde o grito se converte em segredo guardado, e o triunfo, quão um pássaro alado, que insiste e entoa suave e eterno,
planando oculto entre as folhas do tempo, feito um conto antigo sussurrado pelo vento.
"A terra seca anseia pela chuva
Chamando a garota para a dança das gotas
Haja felicidade, comtemple o vôo das águas
Una-se ao magnífico homem! e
Venha apenas apreciar a garota dançando
Assim como a água
Evoque sua criança,
Alivie o que ela pensa a respeito do seu ser.
Gruniu o céu com luz empoderando a beleza
Aprisionada de uma mulher, quebrou-se a
Restrição que abita teu corpo?
Ouve as gotas
Tocando o rosto dela? Olhe o seu sorriso, vai
Abraçar-la, se sentires que o cheiro da chuva salta daquele corpo parabéns, tu amas de verdade."
O verdadeiro significado de ser mãe vai muito além do ato de dar à luz; é nutrir, guiar e amar incondicionalmente.
Aqui está o seu texto organizado, mantendo toda a sua essência e força:
Ser mãe é muito mais do que simplesmente dar à luz. É cuidar da criança que anseia por um abraço, amor e atenção genuína. É perguntar: "Como foi o seu dia?" e "Fizeste o T.P.C?".
Ser mãe é motivar o filho a trilhar o caminho do conhecimento, é aconselhá-lo quando desviar-se, dizendo com carinho: "Filho/a, este caminho não é o melhor, siga por aqui." As crianças precisam imensamente dessas mães presentes e atentas.
Portanto, sejamos mães para todas as crianças que cruzam o nosso caminho. Feliz Dia das Mães, neste 11 de maio!
Sem fim...
Aos 15 anos ela o encontrou,
Um garoto afetuoso que lhe encantou,
Desse encontro um amor nasceu,
Que no peito dela adormeceu,
Vários afagos foram trocados,
Mas pela idade foram abandonados,
Vidas diferentes eles tomariam,
Sem saber que um dia se cruzariam,
Ele livre e desbravador,
Ela comprometida com seu fardo indolor,
O garoto que várias encantou,
E a garota que precocemente casou,
Como se no passado eles tivessem combinado,
Depois de 15 anos se reencontraram,
Como mágica o amor nela renasceu,
Enquanto preconceito nele apareceu,
Todo o encanto que ela sentia,
Parava na responsabilidade que ele temia,
Mesmo casada ela o queria,
E com as investidas dela ele sedia,
Por mais de um ano eles brincaram,
Sem perceber que outros eles afetavam,
Junto do amor que chegou,
Um problema grande o casal gerou,
Sair de casa ela decidiu,
E nessa hora ele a assumiu,
Com os meninos ela chegou,
Que responsabilidade nele criou,
Momentos alegres a família viveu,
Mas sempre ameaçada por quem a perdeu,
O amor que ela sempre afirmou,
O encantou e cego o deixou,
As ameaças que ela dizia receber,
Foram assumidas por ele a lhe proteger,
Os momentos de felicidade que a vida apresentava,
Sempre se esbarravam no passado dela que os torturava,
No final loucuras de amor ele fazia,
Enquanto algumas verdades ela escondia,
A paixão que dele roubou o bom senso,
Foi destruída pelas mentiras que ela criou sem consenso,
Contudo sua marca desonesta ela deixou,
E ele arrasado infelizmente ficou.
Sexta Feira
Dia de comemoração para as vitórias que conquistou,
Ou de superação dos problemas que na semana passou,
Momento aguardado pelos amantes,
E dia repudiado pelos carentes,
Estes sempre vem a sofrer,
Por não saber o que no final de semana fazer,
Os solteiros querem um amor encontrar,
Mas também serve alguém para a noite passar,
Dia de desespero para os infiéis,
Por não saber como o parceiro enganar,
Sentimentos de amor e ódio sempre a se esbarrar,
Pelas diferenças das pessoas a se encontrar,
Busca por momentos marcantes,
E também experiências frustrantes,
Hora aguardada para beber,
Para dos males vividos esquecer,
Mesmo sabendo que está se enganando,
O magoado segue remando,
A paixão no coração dos amantes a florescer,
Para momentos inesquecíveis viver,
Sexta feira, dia de esperança,
Dia de sonhar e as metas alcançar,
Nos reforçamos de inspiração e segurança,
Para de felicidade nos esbaldar,
Ou de todos os males nos recuperar,
Bem vinda, tão esperada sexta feira.
Relacionamento
Tudo começa com muito calor e paixão, não enxergamos os limites e muito menos as consequências dos nosso atos, todos os inícios são iguais. Em seguida a paixão amadurece transformando-se em "amor"... aí ferrou! Parece que rachaduras surgem deixando o vento frio da responsabilidade entrar e diminuir o calor do casal. Nesse momento o homem é focado em realizar todos sonhos e desejos que a amada demonstra, sentindo-se capaz de alcançar a lua para sua satisfação. Mas aí nasce outro problema, quando as batalhas terminam e as conquistas estão disponíveis para usufruto da musa, ela se sente frágil, não está preparada para um relacionamento perfeito que a sufoca, ou sentiu-se abandonada e sem carinho durante o tempo em que o homem batalhou para atingir as metas desejadas.
Assim é a vida na maioria dos relacionamentos, um lado, geralmente os homens, conquistam a tão sonhada estabilidade terminando sozinhos e magoados, sem nunca entender a falta de cumplicidade e parceria da mulher que tanto planejou ao seu lado.
Ela é a realizadora dos maiores desejos...
Ela é objeto de intrigas, grandes amores e perdições...
Ela é magnífica...
Ela faz sonhar os mais belos sonhos...
Ela provoca e desafia constantemente...
Ela concede prazeres inconcebíveis...
Ela é bela...
Ela é enigmática...
Ela causa enormes sofrimentos...
Ela muitas vezes nos trai...
Ela é vibrante...
Ela nos derruba e em seguida nos ampara...
Ela é obscura...
Ela provoca esperanças, provações e conquistas...
Ela é para uma só vez... (tem quem acredita que sejam muitas outras, mas mesmo assim, querem que a atual dure muito)
Ela pode ser colorida... A minha é cor de rosa...
Ela é a vida...
