Cronica Escolas Gaiolas Escolas Asas Rubem Alves
Soaeria
adj. so·a·e·ri·a
Definição:
O sonho que carrega ternura.
As asas de um anjo que atravessam o físico... silenciosas, leves e etéreas.
Um sentimento, uma atmosfera ou presença que vibra no ar… suave, aérea, quase invisível, mas profundamente sentida.
Em essência:
✨ Leveza
✨ Sonho
✨ Ar em forma de sensação
✨ Pureza suave
✨ Vibração angelical
Exemplo:
“Havia uma calma Soaeria em sua existência, como se um sonho estivesse prestes a me levar para um lugar extraordinário onde os anjos são inteiramente felizes.”
—Ester.C
O Peso das Asas
Eles me deram asas antes de me ensinarem a voar
Disseram: "É dom", mas não falaram do custo
Toda pluma que cresce no escuro
Traz um segredo do que foi perdido no poço
No dorso, uma memória ancestral
De céus que nunca toquei, mas que me chamam
Enquanto meus pés ainda aprendem
O que significa estar preso à lama
Oh, e às vezes sinto o osso dobrar
Sob a graça que não pedi pra carregar
Esta beleza que ninguém consegue ver
É o fardo que escolheu nascer em mim
E esse é o peso das asas
Uma âncora de luz, uma algema de ar
O preço de nascer com o céu nos ombros
É nunca saber onde o chão vai estar
É o peso das asas
Um chamado secreto que só a dor traduz
Carregar o paraíso nas costas
E esquecer como se voa de uma vez por todas
Há dias em que as penas são véus de chuva
Outros em que são lâminas ao sol
Cada vento que passa parece sussurrar:
"Você foi feito para o alto, então por que esse arrebol?"
E aprendi a disfarçar a curvatura
Da coluna que sustenta esse fado
Sorrio levemente, como quem carrega
Apenas um pensamento, não um destino dobrado
Já tentei arrancá-las no silêncio da noite
Mas elas sangram luz, não sangue
E na ferida aberta, eu escuto
Uma canção que só se canta quando se sofre o peso
De ser diferente
De ser mais e menos, ao mesmo tempo, para sempre...
E esse é o peso das asas
Uma âncora de luz, uma algema de ar
O preço de nascer com o céu nos ombros
É nunca saber onde o chão vai estar
É o peso das asas
Um chamado secreto que só a dor traduz
Carregar o paraíso nas costas
E esquecer como se voa de uma vez por todas
Talvez voar nunca tenha sido sobre o ar
Mas sobre aprender a caminhar
Com o céu inteiro nas costas
E ainda assim...
...não desmoronar
Não desmoronar...
Apenas sentir a brisa
E chamá-la de lar.
LIVRO PARA VOAR
É nas asas dos livros que os meus sonhos embarcam. Na fluência das letras conquisto mares e me transformo em monarcas de mundos melhores. Nesses reinos posso construir castelos de magias; esperanças; miragens que me deixam de bem com a vida.
Quando leio, desbravo planos fantásticos. Tenho vidas para lá deste planeta finito e sou adulto; criança; duende; super herói. Tudo que me convém, quando quero que os mitos se tornem fatos... Ganhem contornos de realidade na minha mente.
Vivo histórias guardadas. Que parecem feitas para mim, por quem nunca me viu; nem sabe que vivo. Dentro dessas histórias vou ao fim desse azul que não tem que ser céu... Pode ser qualquer coisa para o poder que a leitura proporciona.
Fantasias, temas reais, isso não depende. Ao ler bons livros; bons, de fato, não existe limite para minhas viagens. Aventura, informação, romance, pouco importa, se a leitura me completa, me acultura e torna capaz de ler também o mundo; a sociedade.
Muita coisa limita; encarcera; oprime... Mas o livro salva... Livro livra.
ENTREGA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Foi assédio afetivo; confesso que foi;
um afeto sem asas pra voos escusos,
para os fusos empenhos ou atos avessos
ao exato sentido que tinha que ter...
Foram idas desnudas de planos a mais,
depois vindas serenas, de plena leveza,
com a branda certeza do mesmo desvelo
sem apelos, cobranças, anúncios de assaltos...
O carinho assedia e se deixa tomar
de cuidados, descuidos, entregas fluentes;
é a forma de amar que se rende sem peso...
Querer bem nos desarma, nos livra por dentro
e nos torna indefesos com quem se defende
como centro de todos os mísseis do mundo...
DONO DE MINHAS ASAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Nem tente me amansar. Sobretudo, como quem tange ovelhas à base de orações. Hinos. Vara, cajado e ritos de arrepiar com os seus efeitos psicológicos.
Não serei o seu passarinho dócil. Próprio de cativeiro. Que trina dia e noite o seu desejo de céus reais. Do paraíso natural que seus olhos apenas veem. Quero cantar, mas não no dedo. Comer, mas não na palma da sua mão. Sonho com bem mais do que olhar além da varanda e ter uma inveja disfarçada e pungente ao ver outras aves. Nunca foi o meu sonho, decantar maravilhas sobrenaturais. Louvar o que os olhos nunca viram e me privar das belezas, emoções e vivências ao alcance do livre arbítrio.
Ninguém há de pastorear os meus sonhos. Minhas verdades e mentiras sinceras. Meus passos errados à procura do acerto e do compasso. Quem quiser me forjar no fogo e no aço de quem não sou, terá frustrações contundentes, porque sou quem sou, e sou de fato. Não show. Nem apenas estou.
Jamais me assistirão cantar para enaltecer senhores. Nem senhoras. De nenhum status ou dimensão. Realmente não nasci para louvar o poder. Nenhum poder.
As cores do dia
As cores do dia, tornam-se visíveis com a presença do sol. Asas de borboletas batem desesperadamente como sinos flutuantes, pétalas de camélias no chão e o céu de cerejeiras cobrem a passarela. A beleza entorpece os sentidos sem perceber, a se estar perdido numa cerimonia celestial. Por vezes, há nuvens escuras que ameaçam de longe, quando aparecem deixam a passagem esmorecida. As formas perdem sua tonalidade a desbotar num vão de penumbra e duvida. Logo um clarão surge em meio as nuvens, flechas de raios aparecem por todas as direções, o rosto do sol toma forma, as flores, as borboletas surgem como prisma, abrindo passagem. A decretar as cores do dia.
Depois que decidi viver o que pulsa em mim,
minhas escolhas ficaram leves, quase asas.
Não preciso ancorar o navio para pensar,
aprendi a refletir enquanto ele corta o mar.
Preciso fazer acontecer sem trair quem sou,
sem silenciar minha essência para caber.
Porque como o mundo reconhecerá minha verdade
se eu seguir camuflada, à espera de permissão?
Nas asas do tempo, meus 50 anos surgem.
Um marco de reflexão, agradecimento e esperança.
Olho para trás, nas trilhas percorridas,
cada passo moldou a pessoa que me tornei.
Sinto a emoção pulsar no meu peito,
pelos desafios superados e lições aprendidas.
Cresci, evolui, descobri forças adormecidas,
e agora, uma nova fase desabrocha diante de mim.
Com o coração cheio de gratidão,
saúdo o futuro com alegria e determinação.
Meus 50 anos, uma jornada especial.
Que cada momento seja vivido intensamente,
valorizando as conexões verdadeiras e as experiências presentes.
Abraço o presente,
com fé e esperança.
Fazer aniversário é brincar de crescer e quem sabe mais tarde virar "gente".
É sorrir sem ter motivo ou chorar pela mesma coisa.
É ter de novo a certeza de que os sonhos ainda poderão se realizar.
É reconhecer os verdadeiros amigos, aqueles que mesmo distantes, se importam com a sua importância.
É contar o tempo que se viveu e o que se deixou de viver.
É luz na escuridão.
É lembrar da vitória de um dia ter sido embrião.
É aprender a valorizar o tempo.
É contar com a presença dos ausentes.
É tornar novo o que se fez velho.
É fazer do novo o sempre!
Sonho que sou um Anjo
Minhas asas por vezes pesam
Descanso entre um voo e outro.
Chamam por mim
Penso em deixar as lembranças mais doces
E partir de novo.
Mas ainda não sei para onde devo dirigir o meu voo
Como Anjo que sou, tudo me é revelado
Desta vez não voarei rumo ao desconhecido.
Neste ultimo voo, estou mais feliz
Já não me pesam as asas
Talvez por saber o destino.
Será aquele que procurei em todos os meus sonhos... :)
“Anjos, asas de ilusão, um sonho audaz.”
Ser assim: brilhar como um farol, luz na escuridão.
Ouvir as músicas que lhe convierem, ser eclético.
Gostar de ir por onde ninguém foi.
Querer viver — viver mais e mais — e não fingir, não esconder no olhar, mas se permitir ser feliz, aqui ou em qualquer outro lugar.
Não! Não vou mudar a minha maneira de ser, pois é isso que me dá vida.
Viver é ter o mundo real na cabeça e os pés firmes no chão; e, ainda assim, nos é permitido sonhar e projetar coisas. É somente assim que transformamos realidades e preenchemos o inexplicável vazio da alma e do coração.
Cante uma canção.
Dance.
Faça a vida entender que você está feliz por estar aqui.
Os sentimentos — ah, os sentimentos! — são eles que fazem toda a diferença. São responsáveis pela criação de tudo o que vivemos… ou deixamos de viver.
O pensamento é a energia que dá forma ao que desejamos materializar.
Asas do Mesmo Pássaro
Esquerda e direita: asas do mesmo pássaro voraz, que voa alto sobre o rebanho adormecido. Elas batem em uníssono, fingindo oposição, enquanto o bico ceifa as liberdades que prometem defender. Os acéfalos, massa de manobra cega, agitam bandeiras opostas como se batalhassem por destinos distintos, mas servem ao mesmo voo predatório, manipulados por narrativas que os mantêm no chão, pisoteando uns aos outros em nome de ídolos vazios. Enquanto isso, desperta quem vê a gaiola: o multilateralismo, essa teia de tratados e cúpulas que escraviza nações soberanas a elites invisíveis. Esses visionários, que ousam questionar o consenso globalizado, são tachados de antidemocráticos, marginais, conspiracionistas. Silenciados por algoritmos, censurados em púlpitos digitais, exilados do debate público. O pássaro, incomodado, bica
os que ameaçam revelar suas penas sujas de ouro e poder. Mas o voo cessa quando as asas se rebelam contra o corpo e o rebanho, enfim, ergue os olhos para o céu.
SEM PODER FUGIR
Quem me dera asas como as das pombas…
já dissera Davi…
Escaparia para o deserto…
a fugir da tempestade…
para bem longe daqui…
Tristeza e dor…
que nos afligem a alma…
nos tirando a calma…
sem poder fugir…
Quem me dera a capacidade…
de arrancar o sofrer da pessoa amada…
Provaria, sem palavras…
que meu mundo sem seu mundo…
não é nada…
Tristeza e dor…
que nos afligem a alma…
nos tirando a calma…
sem poder fugir…
Na incapacidade da minha vida…
esta dor tão doída…
entrego ao Redentor…
Já sem asas e em pranto…
me escondo no recôndito…
junto aos pés do Salvador…
Tristeza e dor…
que nos afligem a alma…
nos tirando a calma…
sem poder fugir…
sem poder fugir…
sem poder fugir…
(INFLAME)
Fui amaldiçoado com dois tapa nas costas
Cortaram minhas asas pela primeira vez que chorei
Nunca sonhei estar aqui
Não vejo glória, e não encontro motivos para agradecer
Sinto-me como se fosse traído
Cospe-me fora.
jogue-me numa bolha,
E mergulharam-me num mar de frustração
Trouxera-me a vida
Só pelo simples prazer
De me ver sofrer.
Nas asas do vento
Hoje voou um anjo.
Um anjo amigo
De olhar sincero.
Olhar sereno...
Nas alegrias,
Nas tristezas,
Mantinha o mesmo olhar!
Sempre o mesmo olhar
Ansiando a esperança.
De sua boca sempre saía
Uma palavra sábia,
De quem sabiamente enxergava
Cinquenta Passos a nossa frente,
Do que não podíamos enxergar!
Hoje esse anjo amigo foi embora,
Partiu para uma nova missão.
Deixa muita saudade,
Tão difícil de suportar.
Mas sei que na Eternidade,
Vamos nos encontrar.
Abra suas asas e aprenda a voar. Voe em direção ao sol, guiado pela luz e pela coragem.
Seja livre dos medos, das dúvidas, das amarras que tentam te prender ao chão.
Lute pelos seus sonhos e não desista, mesmo quando o caminho parecer difícil.
E nos dias de chuva, seja como a águia: não tema a tempestade. Aprenda a voar acima dela.
Domingos JS Souza.
𝙿𝙾𝙴𝙼𝙰: Asas da Solitude.
Os outros vizinhos murmuravam consigo sozinhos:
"Como é possível um gramado verde se manter
sem ao menos o auxílio de um jardineiro receber?"
Sorte ou desígnio,
por acaso ou planejado.
Recuso a caber no que é ditado.
somente acredito
que todo meu ocorrido
tenha estado desde o princípio
guardado sob o meu domínio.
Perdido entre flores do meu jardim
absorto nas possibilidades que cantavam para mim
mesmo que em canteiros áridos e em solo improvável
aquelas infímas chances cresceram ali sutis
constantemente açoitadas por medos hostis
ainda sim,
floresceram gentis
Quando as asas da solitude
te abraçarem então
e te levarem à imensuráveis altitudes,
contemple:
amplitudes de você surgirão.
Escrito por César Hioli e coproduzido por Fábio Kubiaki.
29/01/2026.
eu me sinto como um pássaro que não só teve as asas cortadas… mas como se tivessem arrancado pela raiz, deixando feridas abertas que nunca cicatrizam, como se cada batida do coração fosse um lembrete de que algo essencial foi perdido, algo que nunca deveria ter sido tirado e isso dói de um jeito que não cabe em palavras, dói como se o ar pesasse, como se respirar fosse um esforço, como se existir tivesse se tornado um castigo lento, porque não é só sobre não poder mais voar é sobre olhar pro céu e sentir ele distante, frio, inalcançável, é sobre lembrar, e ao mesmo tempo começar a esquecer, como era ser livre, como era sentir o vento, como era subir cada vez mais alto sem medo, sem limites, sem essa dor cravada no peito e o pior… o pior é sentir que isso está escapando, que aos poucos a memória vai se apagando, que um dia talvez eu nem lembre mais como era voar
e então nem a dor vai fazer sentido, só vai sobrar esse vazio estranho, esse silêncio pesado, essa existência quebrada, é como se eu estivesse preso em um corpo que ainda vive, mas tudo que fazia ele ter sentido já não está mais aqui, e agora não resta escolha eu preciso aprender a viver assim com essa dor que não grita, mas corrói, que não sangra por fora, mas dilacera por dentro, que maltrata, desgasta, consome… devagar, todos os dias, como um pássaro que ainda olha pro céu…mesmo sabendo que nunca mais vai voltar pra lá.
Um dia, cansado da gaiola do desamor,
eu fugi,
bati minhas asas o mais forte que pude
e voando, no meu voo,
mais alto que as nuvens.
Eu me libertei.
Não sou pássaro, mas eu posso voar,
voando nas asas da minha imaginação,
cruzo os mares e por sobre montanhas,
eu posso voar.
Esta é minha liberdade.
Por Marcio Melo
Não quero estar
em nenhum lugar
que não seja em mim,
porque sou raiz
e asas ao mesmo tempo.
Porque já me exilei demais
em expectativas alheias,
em mesas onde o meu silêncio
era mais aceito que a minha voz.
Já morei em olhares
que me diminuíam,
em afetos apertados demais,
em paisagens onde minha alma
trilhava com sapatos estreitos.
Hoje, não!
Hoje eu quero a morada
do meu próprio peito.
Quero a arquitetura imperfeita
dos meus pensamentos
e a mobília sincera das minhas emoções.
Se eu estiver em mim,
inteira,
qualquer lugar será extensão.
Mas nenhum endereço
me abriga como o meu Eu.
É nele que me construo
e finco os fundamentos
do meu viver e ser.
✍©️@MiriamDaCosta
Teu amor me deu asas
Teu amor me deu asas
como as de um gavião
que aprende o céu sem medo.
Quando teu olhar encontra o meu,
o mundo fica pequeno lá embaixo
e meu coração voa alto,
só para te alcançar
no horizonte do sentimento.
Há algo em ti que chama o vento,
algo forte e livre como asas
abertas ao sol.
E eu, que antes caminhava
no chão das incertezas,
aprendi contigo a voar no silêncio
do amor, onde cada batida do peito
é como o bater das tuas asas perto de mim.
Se um dia o céu
escurecer e o mundo pesar,
deixa que meu amor seja teu vento.
Pois não quero te prender à terra,
quero voar contigo
— lado a lado
— como duas asas do mesmo destino cortando o infinito do amor.
