Cronica Escolas Gaiolas Escolas Asas Rubem Alves

Cerca de 7179 frases e pensamentos: Cronica Escolas Gaiolas Escolas Asas Rubem Alves

LEI ESPIRITUAL DA AÇÃO E DA REAÇÃO.

Quem praticar o mal contra alguém, por qualquer meio, causando-lhe sofrimento ou qualquer outra espécie de dano, se não se redimir perante Deus e não procurar a pessoa ofendida para tentar corrigir o erro, não importa se esta tenha ou não lhe perdoado, receberá o mesmo, em dobro, nesta vida, no plano espiritual para o qual irá depois da sua morte ou em nova vida terrena futura.
Por outro lado, quem praticar o bem, não importa a quem, Deus lhe proverá o mesmo em dobro, nesta vida, na vida depois da morte ou em nova vida terrena futura.

Prece para o Ano Novo

Senhor, neste início de ano-novo, venho lhe agradecer por mais um ano que se findou;
Pedir que continue abençoando e derramando graças sobre mim, minha família e meus amigos;
Protegendo-nos de toda maldade;
Cobrindo-nos com seu manto de proteção;
Que a cada amanhecer nossas forças sejam renovadas para prosseguirmos, com saúde, paz, segurança, amor, felicidade e alegria e, assim, continuarmos evoluindo no belo ciclo da vida.
Amém.

No palco da vida,
quando as cortinas se fecharem de um lado,
todas as coisas nos serão reveladas do outro.
Descobriremos então o que valeu a pena,
mas muito mais, o que não valeu a pena viver,
pois estávamos presos às ilusões do mundo material.
Por isso,
aqueles que mais se entregarem às experiências espirituais,
serão os que menos sofrerão do sentimento
de terem desperdiçado a vida.

⁠As dores da vida não são apenas inevitáveis.
Também são úteis quando se tornam ensinamentos.

As dores da vida não precisam permanecer como tal. Elas podem se transformar em boas lembranças, quando delas extraímos as melhores essências.

As dores da vida podem se converter em caminhos. Neles encontraremos esperanças e realizaremos os novos sonhos.

As dores da vida podem acabar um dia se tornando flores, metamorfoseando nosso calvário em um belo jardim.

Sinfonia Inversa

Feche a porta invisível,
abra a janela já aberta.

Cavalgue um unicórnio lobuno,
voe numa libélula dourada.

Desça a serra de vidro,
suba num trampolim estático.

Nade no rio de lágrimas,
corra pela rua de cera.

Grite em barítono agudo,
cale-se em alto volume.

Leia o pergaminho ágrafo,
escreva com a pena de Roc.

Coma a fruta-bolacha,
beba o drink que evapora.

Durma com o sol na moringa,
acorde com os pés nas nuvens.

Mime um gato alado,
dome uma fera urbana.

Reze com evangelho apócrifo,
peque com um terço ao peito.

Conte uma estória verídica,
narre um crime perfeito.

Dance o tango inglês,
cante a ópera baiana.

Alvor

A inspiração é o dínamo do poeta;
A tessitura, o caminho da canção;
Os ciclos são finitos, aceite seus limites;
A oferta, o alvo da procura;
Os ossos do ofício, a labuta cotidiana;
O húmus, o vetor da colheita;
O gume, a fiação da carne;
A réstia, na chuva, é hidrófoba;
O mar nada é sem o vento;
A nau sem leme é pura abstração;
A lua sem fases, uma loucura;
Um ás imperito é um fake;
E a vida sem fé, um caos.

Meu Pai:
Senhor Jesus,
já me ajudaste muito…
já me ensinaste coisas espetaculares…
já me concedeste dádivas incríveis…
já alcancei graças intensas com a tua ajuda…
já me perdoaste milhares de vezes…
já me fizeste sorrir por centenas de dias…

Hoje te peço:
faz-me lembrar, sempre, de te agradecer.

LAGOANDO
(Ode à Lagoa do Apodi)

Teu olhar de paz,
Tua orla.
Teu brilho noturno,
Tua luz.
Teu mistério franco,
Tua água.
Teu sonho abissal,
Tua profundeza.
Teu celeiro de vida,
Tua recompensa.
Teu cardume plural,
Tua fauna.
Teu cheiro de mato,
Tua relva.
Teu canto solitário,
Tua saudade.
Teu trabalho diário,
Tua lavandeira.
Teu sorriso nu,
Tua exuberância.

Gênese do verso

Eu pensei em me calar,
procurei me segurar,
mas a vida logo me deu
o dom de improvisar.

Vou tentar não misturar
emoção com a razão,
pois se isso for tentado
tudo vira confusão.

É capaz de desandar
quem quiser se aventurar;
pois o que vou aqui falar
pode servir pra rimar.

O que for para ser dito,
que se fale sem frear;
que seja logo entoado,
rimado e improvisado.

Quando o mote apressar,
não corra, vai ficar feio;
procure ser mais matreiro,
não se faça de arengueiro.

O que aqui já narrei,
foi deixado no caminho;
sempre quis andar certinho
com a fé como vizinho.

Prometo sempre guardar,
esse dom que já citei;
eu me atrevo em cravar,
poeta nunca serei.

Na arte sempre há lugar
pra quem verseja com zelo;
por isso guarde com esmero
esse verso verdadeiro.

Essa Tal Modernidade

O mundo moderno é cheio de nuances que muitas vezes engolimos calados. Sábios pesquisam, experimentam e, ainda assim, não chegam a conclusões definitivas; as dúvidas persistem e, por vezes, se ampliam diante do status quo. Já os incautos do conhecimento, na linguagem criada por eles mesmos chamados de idiotas, exibem prontamente certezas ruidosas, empolgam-se com teses artificiais e chegam rapidamente às mais mirabolantes conclusões.

A dificuldade de escutar, aliada à febre da chamada leitura dinâmica, gera intelectos rasteiros, repletos de pseudorrazões. A antiga aliança entre o desejo de saber e a pesquisa praticamente desapareceu. Questionamentos naturais e concepções enraizadas na razão perderam espaço para leituras de manchetes e informações sinopsadas, que hoje parecem conter o contexto de nossa sociedade.

A crise do século XIV foi provocada por uma combinação de fatores: a crise agrícola e a fome decorrentes de más colheitas, agravadas pela Grande Fome de 1315–1317; a devastação causada pela Peste Negra, que matou cerca de um terço da população europeia; os efeitos destrutivos de conflitos prolongados como a Guerra dos Cem Anos (1337–1453); e o aumento das tensões sociais que geraram revoltas camponesas, como a Revolta dos Camponeses de 1381. Esses fatores enfraqueceram o sistema feudal e mergulharam a Europa em profunda instabilidade.

Há quem sustente que tudo isso foi consequência do afastamento do homem da religião, interpretação difundida por setores da própria Igreja medieval, então grande detentora de terras e poder político.

No presente, o estancamento do conhecimento que vivemos pode ser associado ao distanciamento da leitura didático-hedonista e à supremacia de uma tecnologia que incentiva o “saber fácil”. A antiga pesquisa, realizada em diversos livros impressos e confrontando autores e ideias, perdeu espaço para cliques rápidos que oferecem um conhecimento leve e, muitas vezes, superficial.

Ainda assim, a defesa integral da tecnologia como fonte preponderante em nosso trabalho diário será sempre minha bandeira. A utilização racional dessa ferramenta nos conduz a ratificar e ampliar substancialmente o conhecimento. A convergência entre saber empírico, ciência e tecnologia torna-se um levante do bem para a expansão maciça de nosso entendimento.

As Cores do Sertão do Apodi


O azul das águas de nossa lagoa realça o cinza da caatinga;

O verde de nossa vegetação contrasta com a epiderme dos povos originários;

O chumbo de nosso lajedo suplanta a cal branca de sua degradação;

O amarelo de nossas riquezas enaltece a fartura de nossa região;

A terracota de nossa argila enrijece a luta de nosso povo;

O colorido de nossa fauna sarapinta a miscigenação de nossa gente;

O vermelho do poente incendeia o horizonte de nossa chapada;

O laranja do entardecer aquece os sonhos que resistem ao tempo;

O dourado do sol castiga e, ainda assim, fecunda a resistência;

Nossa água mineral sacia a sede, sustenta nosso lugar e renova as cores vivas de nossa terra.

A Dialética da Hipocrisia

Tem gente que sonha e não busca seu espaço.
Tem gente que briga, mas é um eterno covarde.
Tem gente que adoece e jamais procura a cura.
Tem gente que planeja e nunca se organizou.
Tem gente que se diz discreta, mas adora fazer alarde.
Tem gente que é lenta para o dever, mas veloz para o interesse.
Tem gente que é tagarela, mas não quer ouvir.
Tem gente que grita e não se cala na hora certa.
Tem gente que chora e não suporta ver ninguém chorando.
Tem gente que crê em Deus, mas vive chamando pelo demônio.
Tem gente que canta e não deixa ninguém assobiar.
Tem gente que reclama e nunca reivindicou coisa alguma.

Relatividades

A gênese do começo pode ser a explosão.
O apocalipse nem sempre será a extinção.
A agonia, às vezes, é a solução.
O antagonismo constante torna-se isonomia.
A réplica fidedigna parece autêntica.
O feixe de luz ao sol é apenas um brilho.
A lupa míope engole o ciclope.
O pirata matreiro é só um recruta.
A pirueta de manco vira cacoete.
O trago do vício é mero contentamento.
A escrita simétrica entorta a leitura.
O cavalo alado é refém do pasto.
A mágica do fraco é viver de consolo.
O lirismo da ode soa como poeta ultrapassado.

Falando comigo

Vou trabalhar,
desenho o percurso.

Planejo o dia,
refaço tudo.

Às vezes sou fraco,
sempre busco ser justo.

Pela manhã sou bicho,
à noite sou manso.

Suplico a Deus,
demoro a acreditar.

Quero mudar,
tento me controlar.

Assovio um canto,
escrevo um mote.

Levo pancadas,
levanto na fé.

Trabalho a mente,
oxigeno o corpo.

Penso na vida,
lembro do ontem.

Desisto no início,
mas ergo a cabeça.

Dedico meu tempo,
espero o dia passar.

Leio um livro,
aumento o som da TV.

Ajudo o próximo,
sinto-me útil.

Lembro da infância,
enxugo as lágrimas.

EliAfeto

A luz que a vida nos dá,
A paz serena de viver,
O zelo permanente pelo que é bom,
O limiar do bem em mãos seguras,
A dedicação constante ao que é certo,
A coerência vocacionada a servir,
O bem-querer de ser mãe,
O estado lúdico de sempre brincar,
A meiguice no olhar apaixonado,
A mais bela arte de viver,
O atento cuidado do lar,
O infinito amor pela maternidade,
A âncora vital da família,
A luz dos olhos de Deus.

A lua daqui

Eu não vou mentir: por onde quer que eu vá, sinto que o luar nunca é igual ao de minha cidade, Apodi. Aqui não há montanhas gigantes, nem encostas que façam o luar ser único. Mas, no Calçadão da Lagoa do Apodi, na parte meridional da cidade, a lua se matiza de prata, refletindo sobre a água como se o céu tivesse derramado um bujão de gás luminoso. Ela fica tão reluzente que encanta, apaixona e já fez gente simples se tornar famosa só por morar na cidade da lua platinada.

Percebo que as grandes cidades, com suas selvas de pedra ou litorais recortados por ilhas, nem de longe produzem luas como a daqui. Nossa jaci é uma verdadeira belezura: casais se enamoram e até brigam, mas, ao perceberem o luar, desarmam-se das intrigas e voltam a se amar.

Aqui nem pensar em lobisomens. Pelo contrário, o que a lua enfeitiça são os gatos, que deixam de ser apenas gatos e ganham nomes dignos de celebridade: Nâno, Tufão, Fábio Assunção, Nega Véia, Melissa Mel, Florinda, Bob Mel, Frida Mel, Pedro de Canoanés, Ceguinha, Morcego e até Paulo Jorge. Longe de quererem se tornar feras, eles só se deixam encantar. E, assim como nossos felinos se transformam em personagens, nossa cidade carrega consigo uma rica gama de apelidos, que vão desde as crianças até os idosos, passando por todos que têm história e memória por aqui.

A lua daqui parece tornar nosso povo ainda mais hospitaleiro, e quem bebe da água de Apodi tende a não sair jamais, encantado pelo luar, pela lagoa e pelo calor silencioso da nossa gente.

Fé infinita

O tamanho do universo é análogo ao amor de Deus: infinito.
A fé do homem deve ser na mesma proporção, também recheada de agradecimento e regada com perdão.
Cada amanhecer é um presságio do poder do Pai Celestial e um novo momento concedido pelo nosso Criador a todos nós.
A alvorada nos renova, e os primeiros raios de sol são bênçãos divinas.
Obrigado, Senhor, por mais um dia de vida!

Verbos & Verbos

É nobilíssimo trabalhar;
É esperançoso ajudar;
É simétrico contar;
É argumentativo conquistar;
É eloquente discursar;
É apaixonante desejar;
É lúdico brincar;
É ilegal sabotar;
É harmonioso consolar;
É utópico sonhar;
É grandioso triunfar;
É agonizante esperar;
É burlesco plagiar;
É vantajoso ganhar;
É sublime amar.

Mulher: matriz da vida

Tua luta firme e incansável nos protege todos os dias.
Tua força vigorosa e admirável nos sustenta todos os dias.
Tua sensibilidade delicada e humana nos ensina todos os dias.
Tua sabedoria prudente e luminosa nos orienta todos os dias.
Tua presença doce e inspiradora ilumina nossos caminhos todos os dias.
Tua esperança viva e resiliente renova nossas vidas todos os dias.

Teu brilho sereno e materno no olhar traduz tua delicadeza de ser mãe.
Teu sorriso largo e acolhedor nos encanta e nos abraça.
Teu carinho terno e generoso nos fortalece suavemente.
Teu carinho constante e afetuoso revela tua amabilidade e proteção.
Teu amor sincero e fiel e tua fé firme e serena são símbolos de paz interior.
Teu significado nobre e profundo é importante para todos nós eternamente.

Sonhar pra quê?

Só pra ver a vida de outro prisma,
Só pra viver uma realidade surreal,
Só pra esquecer a vida real,
Só pra tentar o impossível,
Só pra acreditar que é possível.

Pra esquecer o ontem,
Pra viver uma nova vida,
Pra ver o amanhã,
Pra projetar a vida,
Pra tentar ver alguém.

Mas vale a pena?
Mas é possível?
Mas faz bem?
Mas convém?
Mas faz parte é a vida?
Sonhar, sonhar… sonhar!