Criação e inspiração
você pode
Até tentar
E dizer
Que foi honroso,
É difícil entender
Melhor então
Vivê-lo,
Des de que
Não saias
Por aí,
Vociferando
Sem pudor,
Mas se queres
Mesmo saber
O amor
Já nomeado amor
Ainda segue
Impreciso,
É como pedras preciosas
Que estima-se muito
A grandiosidade
Do seu esplendor.
Os meus melhores poemas... Nascem em minha mente em momentos de melancolia. Incrível mas è a mais pura verdade que a dor è a maior inspiração de um poeta.
O pensamento cria... O desejo atraí...Mas só a atitude realiza... Essa frase é minha... É para motivação em todas as situações da vida. Pensamento positivo sempre. Que Nossa semana seja doce abençoada cheia de bençãos e realizações... Bommmm diaaa🌹
O que mais me dá saudade
da infância
É aquela possibilidade
de poder imaginar
de crer, de acreditar
Que tudo que imaginasse
Poderia ser verdade
E eu ainda trago comigo
Esse poder
de poder brincar de acreditar
e eu brinco de acreditar
Na amizade do amigo
Nas causas pelas quais eu brigo
Nas coisas antigas
do meu tempo de criança
Que me fazem
Não perder a confiança
nas coisas que se revelam
a cada dia
Menos confiáveis
E eu brinco de acreditar
Que a vida seja algo bonito
e que eu possa confiar no Homem
e outras coisas
Que a cada dia
eu cada vez mais
acredito menos
Uma pitada de Sal
Uma Xícara de Açucar
Pra dar um pouco de gosto
Nesta vida
Melhorar aquilo
Que foge ao normal
Posto isso
Cumpramos todos os compromissos
Se uma xícara não der
Derrama, mulher
Um quilo
Se não tem gosto de nada
Coloca mais uma pitada
E se mesmo assim
Não tiver açucar em casa
Naqueles dias
Em qua a vida atenta
Abra as asas da imaginação
E coloca pimenta em tudo
Pois
Quando o dia
Parece perdido
é que a gente
Realmente cresce
E escreve aquela nova página
E muda aquelas mínimas coisas
Que devia ter mudado
e deixou pra depois
Pois você não está sozinha
Enquanto eu estiver aqui
Seremos pra sempre
Nós dois
Igual ao que sempre foi
e quando não for
Não se esqueça
Que quando começava assim
Eu sempre colocava
Uma pitada de sal
E lembre
de lembrar de mim.
No lugar onde fui criado
Os corações eram neve
Era esta
a maneira que encontravam
Pra criarem gente forte
de sorte, que não havia
Abraços ou sorrisos
Brinquedos, imaginação, sutileza
Nem palavras imprecisas
A gente precisava só crescer
e ser homem de verdade
Qualquer demonstração de carinho
era sempre sinal de fraqueza
No lugar onde eu nasci
Ninguém sorria
Era um lugar onde não havia
Lugar para poesia
E ninguém podia chorar
Nem por medo
e nem de fome
Aquele lugar e aquele tempo
Realmente fizeram de mim
Um Homem
Cujos sentimentos e aflições
Aprendeu a dominar
Tem dias até que parece
Que eles simplesmente
nem existem
E hoje eu transformo
Muito daquilo em versos
Se alegres ou tristes
Não sei
Não aprendi expressar sentimentos
Mas todo dia reservo, mesmo assim
Alguns momentos
E permito que meus dedos
Em movimentos lentos
e uma suavidade, que não é
e nunca foi minha
Escrevam palavras
e depois as transformem em versos
Pois foi esse o jeito que eu encontrei
Pra externar
Aquelas lágrimas do passado
Que deixei tanto tempo de lado
Pois eu, realmente
Nunca as chorei.
Edson Ricardo Paiva
Quando a gente era criança
E a vida era simplesmente
Um lance um tanto mágico
Praticamente um Circo
Semi-monossilábico
Um circo onde havia até dança
Aquela dança
Que a gente não se cansa
Nunca...jamais; de se recordar
A Pá já se levantava
Com aquele sorriso a mais
E quando ela vinha pra sala
Trazia as duas outras atrás
A Pá corria pra lá
A Sí sentava-se aqui
Eu dava um pãozinho pra cada
Mas a mais malandra
Sempre foi a Sandra
Acordava emburrada
Não falava nada
Tomava o seu café
e depois dava no pé
As outras duas
A Pá e a Sí
Ficavam brincando por ali
Achando que eram princesas
Uma olhava e a outra ria
Minha mãe chegava e mandava
A Sì limpar toda a mesa
Enquanto a Pá lavava
A louça que estava na pia
Lá da sala, a Sandra ria
E assim começava o dia
Num tempo
Hoje tão distante
Que causa saudade cortante
Nesse pobre coração
Daquele, outrora sempre presente
Irmão de sangue, de alma
e de saudade
Edson Ricardo Paiva
O Sentido da Vida
Certa vez, quando era criança
Eu pisei na areia
E ao perceber
a marca dos meus pés
Primeiramente pensei
Que elas não estariam mais ali
No dia seguinte
Mas logo em seguida eu pensei
Que antes que o dia terminasse
Poderia ocorrer
um desenlace qualquer
E eu também não estar mais aqui
Antes que sumissem
As marcas dos meus pés
Em pouco tempo
Não restaria nada de mim
E foi assim, desse jeito
Que ao invés de sentir-me triste
ou com medo
Percebi o quanto era feliz
Pois eu havia acabado
de desvendar um segredo:
Eu fazia parte de um todo
Eu era um grão de areia
deixando marcas da areia
Fincando as estacas
Que se tornariam os alicerces
do meu próprio entendimento
Pois, aquele momento
Foi quando eu me senti
Muito próximo Daquela Inteligência
Que Exerce, por Excelência
Todo o Poder de movimentar
Este Universo
Meus passos
Eram iguais a todos os passos
Se deixamos marcas ou não
Essas, tem que estar no coração
daqueles que vão estar aqui
depois de nós
Pois
No dia em que partirmos
Permaneceremos
de alguma forma
Na areia, que marca o tempo
No vento que carrega a areia
Na luz do Sol
Que nos entrega a vida
E a energia que alimenta esta Terra
Pois a vida é uma bela história
Que não faz nenhum sentido
Quando nascemos
É preciso que a gente
Pise antes na areia
Pra dar um sentido à vida
Pois ela terá o sentido
Que a gente der à ela
Edson Ricardo Paiva
Se me perguntassem
Qual o melhor destino
A Humanidade deveria seguir
Eu não saberia responder
Pois não o há como saber
E eu jamais fui muito bom
Em dirigir nem mesmo a minha vida
Mas eu creio que o melhor rumo
Pra conduzir os caminhos do Mundo
Não seja este
Há quem diga que a melhor espada
Passa pelo malho do martelo,
Pela bigorna e pelo fogo
E que toda semente
Precisa morrer para germinar
Eu sei dizer somente
Que as pessoas que vivem neste mundo
Não são espada e nem semente
Depois de tanto errar na vida
Muita coisa foi aprendida
E hoje eu vejo as coisas
Muito mais claramente
E sei que o mundo precisa
de cada um de nós
Porém eu não tenho voz
Que possa gritar tão alto
E sei também
Que ninguém me perguntou
Infelizmente
Edson Ricardo Paiva
Deus deu asas aos pássaros
E deu a imaginação aos homens
Pra que homens
Como pássaros se vissem
E voassem mais alto
Que qualquer ave jamais imaginou
Deus deu olhos de ver
Às Águias e aos linces
E deu a inteligência aos homens
Pra que assim a gente olhasse
Com olhos da mente
Aquilo que não se vê
E enxergasse claramente
O que Deus pretendia de nós
Deus deu a intuição
Pra que todos os bichos
Soubessem onde é seu lugar
E perfeitamente adaptados
Aos seus nichos
Deixassem aos homens o mundo
Cada um
Segundo seus preceitos
Seguindo perfeitamente
Cada qual o seu destino
Conforme a vontade de Deus
E voando mais alto
E enxergando mais longe
Pensando, ao invés de intuir
Todos juntos
e sempre sozinhos
Somente o homem se perdeu
Não percebeu
nem jamais descobriu
Qual deveria ser
O seu caminho
Edson Ricardo Paiva.
Sejais sempre humildes
Em tudo que fizerdes
E procureis fazer
Em tudo o vosso melhor
Mesmo que após a conclusão
Percebais que talvez
Seja aquilo realmente
Melhor
Que tudo que foi feito antes
Pra que assim
A vida não vos deserde
E o mundo não se afaste
Desejeis deste mundo
Somente aquilo que vos baste
Porém
Planteis sempre nele
Sementes sem conta e sem fim
deixando assim à vossa posteridade
Um mundo melhor
do que aquele que encontrastes
E nunca, jamais
Digais isso a ninguém
Este mundo é por demais limitado
Repleto de pessoas
Que quando tiveram
Um grande mestre a seu comando
Trataram-no
Como se fosse puramente
Um mero subordinado
Sejais, pois
Humildes em tudo que fizerdes
Sem aguardar recompensa
Tenhais sempre em mente
Que nem sempre
O conhecimento traz riqueza
E estejais conscientes
Que as riquezas deste mundo
O ladrão rouba
e a traça corrói
E todo o brilho desta terra
é sempre por demais efêmero
Portando
Desejareis somente
Aquilo de que
Necessitardes realmente
E saibais
Que nem todo mundo sabe
Que esta é
A única razão
de a gente ter nascido gente
Edson Ricardo Paiva
Imagine-se
Como se você pudesse
Fazer tudo que quiser
E pense como seria
Se acaso
Quando algo doesse
ou machucasse
A gente esquecesse em um dia
Tudo aquilo
Que só depois de anos
a gente esquece
Tente imaginar-se
Como sendo
Aquele prosaico inseto
Vivendo sua vida, quieto
Pousando de flor em flor
Buscando o seu pólem predileto
E, na sua simplicidade
Poder ser, aos Olhos de Deus
O ser mais completo que existe
Pense em quão bom seria
Poder levar
Um pouco de alegria
Ou talvez
A própria felicidade
A quem você visse triste
Liste, mesmo que mentalmente
Tudo que você faria
ou desfaria
E em quantos desejos secretos
Com o tempo, se esqueceu
E em tudo de concreto
Que a vida permitiu que você vivesse
E tenha sempre uma certeza
Que em qualquer dia desses
Você pode realizar
Todos os seus desejos
Transformar numa luz que brilha
Aqueles simples lampejos
Virar a mesa
Tudo isso sem precisar
Gritar nada disso ao mundo
Pense agora somente
Que tudo isso não está lá fora
Mas contido e escondido
No seu peito e na sua mente
Lembre-se sempre
No quanto é correto o viver
daquele inseto
Que você insiste em não ser
deixe-se invadir
Pela mera simplicidade
e espera
Que com o tempo
Teus olhos te mostrem a coisa certa
Ali se esconde toda a verdade
Pois
Só conhecendo a verdade
Você se liberta.
Edson Ricardo Paiva
Somos prisioneiros da vida
Reféns
de tantas horas perdidas
Somos possuidores
Das melhores formas de sentir
e afligir com as piores dores.
Podendo, porém
infrigir essas regras também
E abrir mão de tudo isso
Viver uma vida
de alegria
Empalidecendo assim
O viço de tanta crueldade
Somente viver
Sem que pra isso
Seja preciso expor a faculdade
inerentemente humana
Em sentir tamanho prazer
na dor que afasta e que engana
Cinicamente
Travestida de outra coisa qualquer
Revestida de brilho
Pouco nítido, à luz da verdade
desprezível
em todas as suas variantes
Pra isso
Precisamos alcançar
Uma porção da simplicidade
que não seja falsa
Andar descalços
nos cantos escuros do próprio coração
Sem necessidade
de exposição ou publicidade
Tentemos pular os muros
Que ao longo dos anos construímos
em derredor ao próprio orgulho
é preciso saber enxergar
A pilha de entulho em que se transforma
A própria arrogância e pretensão
Ladeada por uma longa escada
Sobre a qual subimos
Pra poder nos proteger
e que também distancia
dos sorrisos e dos abraços carinhosos
Que tantos corações
Enquanto enfermos e orgulhosos
concluiam
Não serem precisos
Edson Ricardo Paiva.
O melhor pedaço de chão
Ninguém sabe dizer
Qual ele é
Muito menos onde fica
O melhor sorriso da vida
O dia mais bem vivido
A risada mais rica
Ninguém nunca poderá dizer
Qual foi
E muito menos
Se existiu realmente
Talvez esteja ainda em teu futuro
Quiça no passado
Mas uma coisa todo mundo sabe
Eles não te cabem no presente
Seja seu agora
Simplesmente o hoje
Momento
Onde tudo que desejas
Anda em movimento constante
Se evadindo de você a cada instante
Pois você
Com seus pés, palavras e mãos
Afasta a tudo
Pra depois, abarrotado de esperança
e reclamando da inverossimilhança
de tudo que deu errado em sua vida
Colocar a alegria de lado
E procurar onde se escondem
A todas as alegrias não vividas
Creio que agora, como sempre
Não te cabem
E é bem provável
Que tão louváveis momentos
Estão perdidos presentemente
Em alguma esquina da vida
Iluminado dia esquecido
Num futuro
Que agora não mais virá
No passado
Onde tudo de errado fizeste
Neste momento presente
Onde tudo tua mente afasta
Enquanto te arrasta ainda muito mais
Pra algum lugar bem distante
Do chão, do riso, do dia e da risada
Que a vida toda
E de todo coração
Afastaste
desejaste
Jamais
Encontraste.
Edson Ricardo Paiva
Quanta distância houver
Melhor será o parâmetro
Pra aferir o que quer que seja
Tente ver o que está distante
E talvez o fato de não poder
Te faça enxergar melhor
Aquilo que está a um passo
No alcance do teu abraço
E você não abraça
Faça as suas contas
Eu sei que vai errar
Portanto
Guarde pra si a resposta
Quanto tempo na sua vida
Poderá durar um instante?
Quanta dor se pode e se deve viver
à guisa de amor?
Quantos metros de distância
Será que você precisa
Pra dizer que algo
Está longe ou perto?
Quantos lances na escada da vida
Seja pra baixo
Pode ser que pra cima
Pra poder ter ao seu alcance
Aquilo tudo, que você, sem ajuda
Tem poder de transformar em nada
Como descrever
Aquilo que se pensa ter visto
de longe e de relance?
Em qual parte do coração se esconde
Aquilo que se quer de verdade
E que causa tanta saudade
Quantos pedaços da vida abrange
E por que é que tanta gente
Tão esperta e tão inteligente
Foi deixar ficar assim
Tão longe?
Edson Ricardo Paiva
Quanta distância houver
Melhor será o parâmetro
Pra aferir o que quer que seja
Tente ver o que está distante
E talvez o fato de não poder
Te faça enxergar melhor
Aquilo que está a um passo
No alcance do teu abraço
E você não abraça
Faça as suas contas
Eu sei que vai errar
Portanto
Guarde pra si a resposta
Quanto tempo na sua vida
Poderá durar um instante?
Quanta dor se pode e se deve viver
à guisa de amor?
Quantos metros de distância
Será que você precisa
Pra dizer que algo
Está longe ou perto?
Quantos lances na escada da vida
Seja pra baixo
Pode ser que pra cima
Pra poder ter ao seu alcance
Aquilo tudo, que você, sem ajuda
Tem poder de transformar em nada
Como descrever
Aquilo que se pensa ter visto
de longe e de relance?
Em qual parte do coração se esconde
Aquilo que se quer de verdade
E que causa tanta saudade
Quantos pedaços da vida abrange
E por que é que tanta gente
Tão esperta e tão inteligente
Foi deixar ficar assim
Tão longe?
Edson Ricardo Paiva
