Criação e inspiração
Talvez exista um criador, mas se ele não realiza milagres nem interage com a criação, então ele simplesmente não é deus.
Mesmo que existisse uma divindade, não segue logicamente que ela precise criar um paraíso; essa ideia é apenas um desejo humano egoísta de autopreservação.
O mundo seria inegavelmente melhor se o fanatismo, o racismo, o machismo, a homofobia e o elitismo deixassem de existir.
Se você é religioso desde criança, isso não é uma escolha, mas resultado de doutrinação cultural. Apenas o ateísmo ou o agnosticismo podem ser considerados escolhas reais, pois exigem o abandono da religião!
O ateísmo humanista pode contribuir para melhorar o mundo de várias maneiras, uma delas é reduzir o número de fanáticos; um mundo com menos fanatismo é um mundo melhor.
Se deus é onisciente, ele já sabia que ia criar o inferno e mesmo assim criou. Que sadismo divino é esse?
O criador do universo precisa de sacrifício de sangue para perdoar? Que deus fraco e sedento de drama é esse?
Deus é uma criança birrenta com poderes infinitos: cria o brinquedo, se irrita com ele e quebra tudo quando não é obedecido.
Deus é um narcisista absoluto: cria o universo inteiro apenas para ouvir elogios de uma espécie microscópica.
A ciência é o melhor meio para descobrir a verdade e, ao contrário de acreditar cegamente na religião e no niilismo, sempre é mais sensato procurar por respostas científicas
Melhor deixar pra lá.
A gente insiste, insiste e não dá em nada.
O que tem que ser, apenas é.
Melhor deixar pra lá e esquecer.
Andorinha só não faz verão.
Acho que fiz tudo o que pude.
É. Eu fiz. Mas não há resposta. Não há feedback.
Se é verdade que "o interessado dá um jeito", então todos os jeitos se esgotaram.
Haveria diálogo quando apenas uma das partes insiste em falar?
Então já não é um diálogo. É um monólogo.
E quem fala só, arrisca-se a ser tido como falto de juízo.
E se não vale mais a pena tentar falar, pela falta de resposta, logo penso que também é melhor não mais ver.
(Fabi Braga, 04 jun 2011. Editado.)
O conhecimento, por si só, não nos torna melhores; apenas nos torna mais hábeis em racionalizar e legitimar as atrocidades que já estávamos dispostos a cometer.
