Crença
Não falo de religião, mas de fé na vida e no amor. Tu devolveste-me a crença de que é possível ser totalmente compreendido por outra pessoa. O meu lado espiritual sente-se em paz contigo, e a minha parte mais cética rendeu-se à evidência do que sentimos. És a minha prova de que o universo sabe o que faz.
A crença religiosa é escolha do coração.
Respeitar é o caminho da compreensão,
Cada fé ou ausência dela tem sua razão.
No respeito entre o religioso e o ateu nasce a verdadeira união.
A crença na doutrina calvinista dissolve a noção de contingência, transformando o mal e a virtude em meras expressões da necessidade divina. Logo, a responsabilidade moral perde seu alicerce, pois o agente é apenas o instrumento — e não o autor — de suas próprias escolhas.
Curiosamente, muitos cristãos considerados ortodoxos hoje defendem uma crença que a igreja primitiva tratava como heterodoxa. A máxima 'uma vez salvo, sempre salvo' foi uma das colunas doutrinárias do gnosticismo antigo, conceito este que foi rejeitado como heresia e amplamente combatido nos primórdios da cristandade.
Dualidade entre o raciocínio e relevância da crença.
Evoluir em cada aspecto de cada assunto busca e refletir a origem de cada problema e obstáculo te tornam seguidor de uma religião.
Nos vemos na amarras de uma condição ja vevida em época remotas.
E vivida pelos legisladores desta época.
E como leis a ser seguidas nos impormos as essa doutrina de um passado quase esquecido.
Crença é tudo aquilo em que se crê. Se quiser se aproximar mais de uma verdade desejável, melhor buscar na imprecisão da filosofia, do que na " exatidão" da ciência.
"Vivenciamos o crepúsculo da crença cristã e a ascensão de uma seita obscura; afinal, a fé deixou de ser fonte de misericórdia para se tornar combustível para o ódio."
Amigo não se define por cor, por crença, por ideologia ou por status. Amigo não tem rótulo nem fronteira. Amigo é amigo e ponto final.
Benê Morais
Ateísmo versus teísmo: Além da dualidade moral.
A crença ou a ausência de crença em Deus não delineia o contorno entre o bem e o mal na conduta humana; tais categorias emergem de impulsos mais primordiais que qualquer dogma. O altruísmo, longe de ser mera preferência volitiva, revela-se como uma sinfonia neuroquímica dopamina e ocitocina tecendo laços de empatia no sulco temporal do cérebro, recompensando o ato generoso independentemente de recompensas divinas ou celestiais. Uma criança, moldada pela educação teísta, pode, contudo, ser tocada por uma reflexão neuroquímica profunda: discernindo a religião não como verdade ontológica absoluta, mas como construção beliefal humana - um véu mitopoético sobre o abismo da existência, ecoando Nietzsche ao proclamar que valores morais devem ser transmutados pelo homem livre, sem deuses decadentes.
Crença, Mediunidade e Lucidez Espírita: uma reflexão a partir de Raul Teixeira
Ao longo de décadas de dedicação ao estudo e à divulgação da Doutrina Espírita, Raul Teixeira tem chamado a atenção para uma distinção essencial: crer não é o mesmo que compreender, assim como possuir mediunidade não significa possuir lucidez espiritual.
Na perspectiva espírita, a crença isolada pode representar apenas um ponto de partida. Allan Kardec jamais propôs uma fé cega, mas uma convicção edificada pela observação, pela razão e pelo exame criterioso dos fatos. É por isso que o Espiritismo convida o indivíduo a pensar, investigar e confrontar as ideias antes de aceitá-las.
Raul Teixeira frequentemente destaca que a mediunidade é uma faculdade inerente ao ser humano, manifestando-se em diferentes graus. Entretanto, essa faculdade, por si só, não constitui certificado de elevação moral, nem de infalibilidade doutrinária. Um médium pode ser sincero e, ainda assim, equivocar-se por influência de suas próprias opiniões, emoções, preconceitos ou pela ação de Espíritos imperfeitos.
A verdadeira lucidez espírita nasce da harmonização entre três pilares inseparáveis:
o estudo constante da Codificação Espírita;
a educação moral do indivíduo;
o exercício permanente do discernimento.
Sem esses elementos, a mediunidade corre o risco de transformar-se em mero fenômeno, desvinculado de sua finalidade educativa e regeneradora.
Allan Kardec estabeleceu o Controle Universal do Ensino dos Espíritos justamente para evitar que opiniões pessoais ou comunicações isoladas fossem elevadas à condição de verdade doutrinária. Esse método demonstra que a autoridade, no Espiritismo, não pertence ao médium, mas à concordância universal dos ensinos submetidos ao crivo da razão.
Raul Teixeira também recorda que a experiência mediúnica jamais dispensa o estudo. Quanto maior a faculdade, maior deve ser a responsabilidade. A ignorância doutrinária pode conduzir ao personalismo, ao misticismo exagerado e à aceitação acrítica de qualquer mensagem espiritual.
A lucidez espírita manifesta-se quando o adepto compreende que nenhu
