Costumes e Cultura
Cordel minha terra.
Eu sou filho do mato
Da terra da cultura
E quem não a entende
Sem ter desenvoltura
E fala do nordeste
Nem sabe da fartura
Lembra de pouca chuva
Poeira, chão rachado,
Mandacaru e palma
(Coroa de frade) espinhado
Caatinga, capoeira
(Unha de gato) estirado
Se chove o ano todo
Estrada é agonia
Buraco em buraco
E todo carro chia
Vamos falar do tempo
Tudo logo esfria
Mas assim é que é bom
Neblina no distrito
Nem dá pra ver escola
Fica logo aflito
As crianças na chuva
De bota faz bonito
Já vi frio de quatorze
Sensação térmica 8
Tem quem acha, é quente
Vigi, povo afoito
Tem aquele que treme
Só levanta no açoito.
De touca na cabeça
Cachecol no pescoço
Doze meses tem o ano
E vale o esforço
Um quarto é de sol
Chuva no resto moço
Já consegue decifrar
Com quê foi revelado
Nada é melindroso
Não está disfarçado
Pra não ficar nervoso
Já volto arretado.
Considero que estar ao serviço das pessoas em dificuldade, fomentar uma cultura de amor e de solidariedade rica em valores humanos, ter a oportunidade de viver novas experiências e de conhecer outras realidades é para mim um verdadeiro salário humano!
Numa cultura que confunde exposição com autenticidade, a verdadeira coragem pode estar em cuidar da própria dor fora dos palcos. Porque há algo sagrado em respeitar o tempo da alma. E porque, no fim, não é a intensidade da ferida que nos transforma, mas o que escolhemos fazer com ela — quando as luzes se apagam, e somos apenas nós, frente à verdade de quem somos.
A cultura do espetáculo, humilhação e eliminação transformou-se em um palco coletivo para a catarse das sombras humanas.
A sombra coletiva, camuflada de moralidade, encontra no tribunal digital uma forma segura de extravasar pulsões que não foram elaboradas internamente.
O que está por trás desse mecanismo é o desejo de não olhar para dentro, ignorância da própria sombra.
Sucatear a educação enquanto se promove uma cultura de entretenimento raso é a forma mais eficaz de escravidão moderna. Substitui-se a consciência crítica pelo espetáculo efêmero, mantendo as mentes ocupadas para que não percebam as próprias correntes.
A verdadeira cultura digital se encontra no universo distribuído passando pelos mundos descentralizados
A inteligência é uma cama confortável num quarto escuro, a cultura é um livro esquecido neste mesmo quarto e a sabedoria é uma jovem senhora que acende o interruptor, se esparrama na cama e lê o livro
Em nossa cultura temos a tendência em inclinar a ideia do "simples" a uma percepção pejorativa, mas a verdade é que na simplicidade pode habitar a verdade, a beleza e a profundidade!
Empresas não mudam — pessoas mudam, e são elas que transformam a cultura de uma organização de dentro para fora.
Uma cultura forte atrai talentos, alinha comportamentos e sustenta o crescimento mesmo nos períodos de crise.
Toda grande inteligência
Com toda a sua cultura
Só terá eficiência
Com pitadas de loucura.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Nossa Casa do Cordel
Da Cultura ela faz parte
E em todo o Brasil
Ela é um Baluarte
Uma Casa que tem planos
Com os seus dezoito anos
De muita Poesia & Arte.
Santo Antônio do Salto da Onça RN Terra dos Cordelistas
19 Janeiro 2025
