Coração
Quando há justiça
E razão demais,
Há coração de menos
E desânimo pela paz.
Entre a justiça
E a razão,
Opto pelo coração.
Não por obediência,
Porque nesse mundo
Repleto de justiça
Não tem mais se
Permitido a clemência.
Assim denuncio,
Me indigno e suplico
Talvez ao vazio.
Neste mundo onde
Todos estão cheios
De razão e nenhum
Esforço em prol
Da solução o melhor
É optar pelo coração.
Em busca po(ética),
Clamor nômade
Em letras de libertação.
Rodeio lá no teu Rio Morto
Sob a bênção de São José
o meu coração também mora lá,
Rodeio lá no teu Rio Morto
tem muita história boa contar.
Sob a bênção do Padroeiro
da escola das Irmãs Catequistas
com carinho eu lembro,
Rodeio lá no teu Rio Morto
vive a saudades de um tempo
Com o relógio poético da vida
no pulso tu me dá razões para amar,
Rodeio lá no teu Rio Morto
também és a explicação de te adorar.
Chapadão do Lageado
Chapadão do Lageado
o meu coração por ti
encontrou o seu endereço,
e morar em ti não tem preço.
Neste Alto Vale do Itajaí
cercado por cachoeiras
vales e montanhas,
e por ti assumo ser a cada
dia mais apaixonada.
Chapadão do Lageado
os meus sonhos por ti
não param e ventos
fortes não desencorajam.
O amor só cresce por ti
linda jóia preciosa,
de origem germânica
cidade com amor erguida,
és toda a minha vida.
Chapadão do Lageado,
meu coração ultrapassa
o calendário de tão
apaixonado intensamente
por cada passo da tua gente.
Grão-Pará
No sul de Santa Catarina,
ali com indústria tens
todo o meu coração,
Grão-Pará de História
tão fina do Vale do Tubarão.
Grão-Pará poética, elegida
pela Coroa e virtuosa
de uma gente que não
teme sol, chuva e nem
fraqueja em meio a garoa.
Grão-Pará fostes vinculada
a Orleans e uma homenagem
em reverência ao Príncipes
e dos povos europeus
viraste a morada perene.
Grão-Pará de lavouras,
rebanhos, madeiras e de metal,
a tua gente soube e sabe
fazer uma cidade e te amar
como um paraíso terrenal.
Só sei que olhando ao teu
derredor és circundada
pela Serra Geral celeste
da Serra do Corvo Branco
adorada até a Serra Furada
capaz de fazer a alma brindada.
Enquanto não
libertarem
o General
e a tropa
O meu coração
vai seguir
aborrecido,
E a minha
alma injuriada.
Silenciosas as
asas do condor
sob Abya Yala,
A minha canção
você não cala,
Porque falo
o quê precisa
sempre ser dito.
Ressoam as
vozes nas ruas,
O povo grita
com brio,
Induzido a um
enfrentamento
sombrio,
Culpa de um
Império maldito.
O patriotismo
da região foi
estrategicamente
afastado para
que o povo
achasse normal
todos os dias
ser roubado,
e o povo
mutuamente
se fazer agredido.
Abertamente
tudo isso me
preocupa porque
na minha terra
nem chargista
é respeitado,
Querem fazer
da Venezuela
a porta de entrada
para o desconhecido.
Perseguido
o povo em
diáspora
no Equador,
e o meu
coração
segue partido
sem poder
de ajudar
e doendo
de tanto
se indignar.
Gostaria
de ter a
unção
para com
todo esse
sofrimento
terminar,
mas estou
por aqui
com os meus
poemas para
semear a glória.
É aniversário
do General,
chora o cuatro
venezuelano,
não há o quê
comemorar,
manter ele
preso é um
amargo engano,
está na hora
de libertar.
O meu coração
está triste faz
algum tempo,
A repressão
já ultrapassou
além do limite,
Porque em si
já era para ser
taxada de crime,
De tão engenhosa
que é: estamos
viciados nela.
Não sei
dos generais,
Da tropa não
falam mais,
Há flores
no calabouço.
O beltrano
e seu calote
premeditado
em Pindorama,
Da paz escutei
que houve
fracasso.
Ao mundo ele
não mais engana.
Ouço com
o coração
o clamor
do General
e da tropa
que deveria
ser escutado
pelos teus
ouvidos,
Esperando de
ti o melhor
no desfecho
do caso deles,
Lembro sempre
que está nas
tuas mãos
um novo rumo
aos destinos.
Lágrimas
dos Generais
em exílio
presos, fugindo
e de coração
partido,
Porque me
sinto bem
como eles
e um pouco
o tempo todo
como cada
um deles.
Há gente que
vê fantasma
onde nada
tem a ver:
solta quem
não deve
soltar e prende
quem não
deve prender;
Não tem sido
só aí e tem
acontecido
por todo o lugar,
Já nem me
ocupo com isso
tentando decifrar,
Só sei que
não há mais
tempo a se
perder com este
enfrentamento vazio.
(Deveriam todos estar unidos).
Na verdade
é só aparência
de quem não
tem dormido:
é que o coração
sem notícia
está aflito.
Não nasci para
o conflito fora
do campo poético,
Só aguardo um
sinal profético de
que mais vítimas
não haverão
de acontecer.
A conta da sigla
de 5 letras
está em 51,
E ninguém sabe
se este número
foi superado,
Aliás não há
nada bem
informado;
Supera o número
de quem nem
deveria ter
sido castigado!
Nas mil
trincheiras
repletas
de letras,
Perdão pela
insistência
porque
do General
e da tropa
me atrevi
a não parar
de querer saber.
É o abuso do absurdo
com o nosso coração:
os planetas dançam,
as horas passam,
eu não sei de nada
e você também não.
O mundo rodopia,
e nós sequer sabemos
dos presos políticos
detidos nas duas siglas
o quê sobra é a grave
e cruel silenciação;
a única certeza
que todos nós temos
é da plena escuridão.
Que venha a luz
e que acabem com
o silêncio de metal
que está sufocando
a minha poética de
um jeito sem igual.
O meu coração
mora onde
o povo está
nesta noite
de agonia
privado
de proteção
e amparo;
pois falta luz
deixando-me
em todos
os estados,
em milhões
de pedaços
e preocupada
com quem
está preso
e com quem
está solto
passando por
essa covardia.
Não há como
ir descansar
tranquila,
Alí em estranhas
circunstâncias
morreu vítima.
O calvário
da tropa
e do General
injustiçado
não faço ideia
até hoje
quando termina.
Junho é o mês de acender
a fogueira do coração,
de dançar quadrilha,
e de fazer uma bonita oração,
Junho é a poesia dos casados
e também de quem deseja
arrumar os seus namorados.
O seu tom de paixão
na conversa mexeu
com o meu coração,
A poesia da estrada
será por nós escrita,
O meu consciente
e o inconsciente estão
na palma da tua mão.
O quê sinto no coração
não cabe na mensagem,
É o que pressinto na realidade
que nós viveremos um
poema romântico de verdade.
Coloco amavelmente aos pés
da Majestade e Guardião
das duas Mesquitas
o meu coração e a petição
de proteção ao Monte Uhud.
Recordo com devoção
os hadiths, as poesias
das memórias da Batalha,
do amigo beduíno
e que foi exatamente ali
que o Profeta foi ferido.
O Profeta nos ensinou
ali a voltar, a orar
e a amar a Montanha
como ela nos ama;
A Palavra do Profeta
nos ama assim como
amamos ela e a Montanha.
Como a poetisa romântica
do seu coração e com fé
titânica tenho construído
o abrigo para vir a ficar
toda solta nas tuas mãos
na hora que seremos
só entrega e paixão,
e o amor fará a coroação.
Você derrete
o meu coração
com todo o mel
da sua atenção,
Poema romântico
em personificação,
Colocando-me
em plena levitação.
Do meu coração
um yurt foi feito
para o amor mais
lindo e perfeito,
Com toda a poesia
nele abrigada,
a escolha, o sentimento
e minh'alma serenada:
Confio nas mãos do tempo.
Te ofereço o meu
poema do coração,
O nosso romance
não surgiu
do dia para noite,
e sim do mútuo
conhecimento;
O meu poema é
vermelho porque
por você eu
morro de paixão,
Sou capaz de beijar
de tamanha adoração
até as marcas
dos teus passos no chão.
