Coração
Sabe aquela sensação de paz no coração? Aquele instante em que tudo silencia por dentro e, de repente, surgem pensamentos como: “Estou nesta vida com uma missão. Vim cumprir um propósito.”
Nos perguntamos tantas vezes o que temos feito durante a nossa trajetória…
Como costumo dizer: “Somos apenas viajantes deste tempo, deixando sementes por onde passamos.” – Alexsandra Zulpo
E é desse jeitinho doce que a vida se revela.
Momentos assim são preciosos. E constantes, se soubermos sentir.
A cada novo dia, a gente vive, erra, aprende, tenta… amadurece.
Sempre de olhos abertos para o que vem e com o coração pronto para seguir.
Quando um homem morre? É quando uma bala perfura seu coração? Quando é acometido por uma doença incurável? Não. É quando ele toma uma sopa feita de um cogumelo venenoso? Não! Um homem morre quando ele é esquecido. Posso desaparecer, mas meu sonho vai perdurar!
(Dr. Hiriluk)
"Bloqueamos o nosso coração por consequência de DECISÕES amadoras na escolha.
E nos tornamos mutante da solidão por opção."
"No silêncio, escute com os olhos e olhe com o coração. Observe as palavras que exala da pureza da alma."
"A felicidade pode ser bem visto ou mal visto.
Ou até, a quem demonstra brilho no coração incomoda muito a quem o tem em total escuridão."
"Por mais que o seu coração seja somente beleza e luz.
A consequência da sua sapiência,
será corrompida,
e prejudicada, ou por mais que você seja um querubim."
Mesmo que os séculos nos separem e os céus nos escondam, meu coração há de reconhecer o teu em qualquer lugar da criação.
Que as eras nos separem e os confins do universo nos ocultem; ainda assim, um coração distante encontrará o eco do seu, rompendo as barreiras do tempo e do espaço em nome de um elo eterno.
"Na esquina do vai e vem"
No trânsito do coração,
sou farol vermelho, paro demais —
você é seta verde, dispara pra frente,
toda pressa, sem olhar pra trás.
Eu, calmaria de domingo à tarde,
você, café quente na madrugada fria,
sou samba lento, respiração profunda,
você, batida rápida, quase poesia.
Corremos no mesmo asfalto,
mas em calçadas distintas,
procurando esperança
na velocidade da rotina.
Pense aí: e se a gente parasse?
Não a caça frenética do outro,
mas a dança mansa do acaso,
o convite silencioso do tempo parado.
Na pausa do elevador,
no banco da praça,
vai que a alma gêmea não é um flash,
mas a sombra que se estica e encaixa.
Porque opostos são um par de tênis,
um improviso meio torto,
é ver o outro tropeçar e sorrir:
“Te espero, só desacelera um pouco…”
No jogo urbano da pressa,
o melhor passo é sentir o ritmo,
não correr atrás, mas confiar:
a alma gêmea tá na esquina…
— só esperando a gente baixar a guarda.
