Convites para Festa de 70 anos de Idade
Idoso é apenas alguém que tem idade avançada. Velho é alguém que se torna obsoleto! Viva muitos anos, mas não envelheça nunca!
Maturidade Emocional
O que importa não é quanto tempo foi vivido. Sua idade é mera ilustração da sua aparência física. A sabedoria para ter a alma realmente plena e madura. Está em refletirmos e aprendermos sempre com nossas experiências de vida. Pessoas normalmente racionais, tendem a ligar o automático e vão sobrevivendo como um trator, passando por cima de todas as emoções sem olhar pra trás.
Essas não sabem que é possível coexistir com a felicidade serena. Pessoas excepcionalmente existencialistas, transformam suas emoções em virtudes... para ajudar os outros e compreender a si mesmo.
Como perguntou Confúcio, "Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?..."
Conheço pessoas idosas (cronologicamente falando...) que possuem espírito jovem, espalham alegria, têm sede do saber, paixão pela vida...pessoas que não vêem a idade como empecilho ou fator limitador para viver plenamente e realizar seus sonhos. Admiro-as. Imensamente. Não se deixam podar por convenções sociais e muito menos abater com maledicências expressas pelas mentes tacanhas daqueles que, ano após ano, mudam seu comportamento e adéquam seus desejos à certidão de nascimento e à opinião alheia, tornando-se amargos e invejosos da coragem dos que agem diferente. Enquanto formos saudáveis e nossas mentes forem lúcidas, que nossos espíritos se mantenham jovens e nossas mentes abertas! É um jeito lindo de agradecer pela vida...
As rugas são histórias,sinceras e bonitos reflexos da idade,contada com os sorrisos de nossos rostos,fazem-nos lembrar onde estiveram os nossos sorrisos. E fazem-nos perceber quão efêmero e fugaz e a vida."
A idade passa
A maturidade chega
O olhar muda
O corpo envelhece
Os sonhos se renovam
A vida ganha mais forma e sentido
E apesar de tudo
Vale a pena viver cada segundo
Cada página virada.
Os 40 anos são uma idade de muita completude, ao mesmo tempo em que dá para enxergar a curva da vida. Você entende que o tempo passa, e passa rápido, então é uma época de muita felicidade e compreensão da mortalidade. Porque, aos 20 anos, você é imortal.
A idade nunca é tão antiga quanto a juventude a mede.
As estrelas devem desaparecer, o próprio sol
Escurecer com a idade, e a Natureza afundar em anos;
Mas tu, Jesus, florescerás na juventude imortal,
Ileso em meio à guerra de elementos,
O naufrágio da matéria, e o esmagamento de mundos.
“Em mil anos seremos esquecidos. A Idade Média perderá seu título de era das trevas, e nós receberemos essa maldição. Lembrarão de nós como mimados, ressentidos e covardes.”
Portanto a idade que tenho agora, ou que tinha naquele sábado, deveria ser exatamente o dobro da idade contada a partir daquela perda. E de alguma forma, por ser justamente naquele sábado de chuva, em novembro, na tarde, essa perda — ou partida, ou ausência, ou separação, ou como queiram chamá-la — atingia seu justo dobro.
Agora, no entanto, recomendaria a qualquer um “nas profundezas da meia-idade a fazer as malas e se mudar para um lugar diferente. Você reinventa sua vida e recomeça do zero. É revigorante”.
A idade traz uma certeza: nosso tempo vai diminuindo. Então, temos de correr? Eu, ao contrário, hoje não corro mais, descobri a calma. Sei que não tenho muito tempo pela frente (sou realista), mas ainda tenho projetos, sonhos, ideias, planos.
Os gatos
Os amantes febris e os sábios solitários
Amam de modo igual, na idade da razão,
Os doces e orgulhosos gatos da mansão,
Que como eles têm frio e cismam sedentários.
Amigos da volúpia e devotos da ciência,
Buscam eles o horror da treva e dos mistérios;
Tomara-os Érebo por seus corcéis funéreos,
Se a submissão pudera opor-lhes à insolência.
Sonhando eles assumem a nobre atitude
Da esfinge que no além se funde à infinitude,
Como ao sabor de um sonho que jamais termina;
Os rins em mágicas fagulhas se distendem,
E partículas de ouro, como areia fina,
Suas graves pupilas vagamente acendem.
Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos tem?
Hoje talvez me sinto um pouco mais entendido quando se refere à vida, mas sei que a cada dia que passa a gente aprende mais e tudo o que você tinha como certeza se torna uma nova certeza, quebrando o que antes era tido como certo. A nostalgia aparece como um sonho, mas com um doce sabor, lembrando quando éramos crianças, brincávamos com meus irmãos, colegas de classe, nossas bagunças e castigos, amigos de infância, meus pais ainda jovens, correndo até o vô e a vó e pedindo a bênção... Bons tempos.
Porém, hoje, sou um senhor de 40 anos com o espírito do mesmo menino lá atrás. Meus irmãos os vejo mais como amigos, mas com um amor incondicional. Das bagunças, ficaram as risadas; do castigo, hoje sou correto. Os colegas de classe hoje são homens e mulheres da nossa sociedade. Dos amigos, restaram alguns; outros não estão mais aqui, e alguns a vida nos separou. Meus pais são os avós que um dia tive lá atrás. Os meus avós não estão mais aqui... Novos tempos.
Mas a vida é assim, é um ciclo. Lembre-se, o que realmente rege essa história toda chama-se "VIDA". Agradeça a DEUS por ter te dado essa chance única de poder espalhar amor e agregar sabedoria.
Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
A realidade, Maria, é louca.
Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: "Oh, I beg your pardon" Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste.
Disse o ratinho: "A minha história é longa e triste!" Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: "Minha vida daria um romance". Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance só é o jeito de contar uma vida, foge, polida mas energeticamente, dos homens e das mulheres que suspiram e dizem: "Minha vida daria um romance!" Sobretudo dos homens. Uns chatos irremediáveis, Maria.
Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar. Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: "Devo estar diminuindo de novo" Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente.
E escuta a parábola perfeita: Alice tinha diminuido tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom-humor`.
Toda a pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.
Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: "Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas".
Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: É feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça."
E quando for amor, não importa a idade, o peso, a cor, as
diferenças, porque quando o amor chega realmente, quando
ele é abençoado e preparado por Deus, ele acontece de
dentro para fora, ele une duas almas, e elas deixam de
ser um e passam a ser dois.
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