Conheci Alguém Especial
Uma mulher interessante não é a que “convence alguém a ficar”
É a que sabe ir embora quando percebe que não está sendo escolhida.
Eu gostaria de nunca mais querer alguém, crio apego, sentimento, vontade de ficar perto e a pessoa não.
Eu que sustento meu próprio mundo, mas sonho com alguém que me note nos pequenos detalhes. Agradar uma pessoa que só pensa no “preço” é mais fácil, admito, porém, agradar uma mulher que enxerga o “valor” de tudo, é uma tarefa difícil.
A doce - talvez contraditória para quem não me conhece - história de ser eu:
Não preciso de alguém que pague a minha conta — mas de alguém que dedique todo seu tempo naquele momento, e esqueça o resto do mundo.
Não preciso de alguém que resolva a minha vida — mas uma pessoa que pergunte: “como foi seu dia?”.
Não preciso de alguém que me dê jóias, roupas de grife, perfumes caros - quero alguém que me dê flores ou 1 um simples bilhete em dias comuns.
Não quero alguém que me dê ordens — mas quero que me diga: “senta aqui, deixa que eu resolvo”.
Não preciso de alguém que faça declarações públicas e exageradas - mas que segure a minha mão quando caminharmos juntos.
Não preciso de alguém me dê um carro - mas alguém que faça questão de me buscar em casa e seja cavalheiro abrindo a porta do carro.
Não preciso de alguém o tempo todo - só preciso de alguém com quem eu possa contar quando precisar.
Porque ser independente, forte e segura, não anula o meu desejo de ser notada, cuidada e ouvida. E ser assim não é fraqueza — é escolha.
Não é sobre o valor do presente ou sobre deixar de ser quem me tornei. Mas sobre ser a moda antiga, valorizar o que não tem valor, o gesto que não se compra: um elogio sem pedir, a transparência que traz confiança, um café na cama, um abraço sem motivo, um “tô aqui” no silêncio.
Não quero um dono, concorrente ou adversário.
Quero alguém que entenda que minha força não é uma muralha, é um convite — para quem tem coragem de entrar e permanecer.
(Texto: @amandagerbasi)
Eu não vou negar, eu realmente amo a minha solidão
Mas eu ainda espero um certo alguém vir me tirar dela.
Procure alguém com quem faça humor, que apaixonadamente satisfaça as tuas fantasias textuais, para que, juntos possam chegar ao sarcasmo.
Seja alguém que, ao ser admirado, reconheça que precisa melhorar. A humildade sempre está em construção, porque é excelente.
Não faça nada para impressionar os outros, mas sim a si mesmo. A grandeza de alguém é medida pela capacidade de permanecer simples, mesmo sob os holofotes. Seja você mesmo, pois é assim que você define quem realmente é.
Um pensamento longe, pode estar conectado a alguém perto.
Alguém perto, desconectado, pode parecer distante.
Eu sou um homem de cordas. Sei amarrar, sei segurar, sei salvar, sei puxar alguém do abismo.
Mas ela não queria ser salva do abismo. Ela queria que eu saltasse com ela.
E eu não sei saltar para o vazio.
Eu faço café, faço amor, faço planos. Porque o plano é a corda. O amor é a corda. O café é a corda. Eu me seguro em tudo o que faço para não sentir o que não sei nomear.
Ela me olha com uns olhos que pedem a coisa que não tem corda. A coisa que não tem segurança. A coisa que me desamarra. E eu tenho medo de me desamarrar, porque se eu me desamarrar, quem vai segurar o mundo?
Mas o que eu não conto a ela, e que me dói, é que o mundo, para ela, já está caindo. E eu só finjo que seguro.
Porque o que ela quer, o que ela quer é que eu seja a queda. Que eu despenque com ela. Que eu grite no vazio com ela.
Mas eu não sei gritar. Eu aprendi a engolir o grito. A transformar o grito em músculo, em ação, em estrada.
Ela quer o meu nome inteiro. E eu só sei dar o meu sobrenome. Ela quer o meu coração aberto. E eu só sei dar a minha mão fechada.
Ela diz que estou longe quando estou perto. E ela tem razão. A minha distância não é física. É a distância de um homem que aprendeu que olhar para dentro é olhar para a morte.
E eu estou com medo de morrer enquanto ainda estou vivo.
... coisas sobre Ele e Ela
O afeto seguro nasce no simples: presença, escuta e acolhimento.
Quando alguém se torna abrigo, o sistema emocional desacelera.
É ali que a mente silencia e o corpo entende que pode relaxar.
O colo não é apenas físico — é conexão, é pertencimento.
Amar também é oferecer um lugar onde o outro possa existir sem medo.
E quando isso acontece, a alma finalmente descansa.
Helaine Machado
Chiclete
Não me culpe por ser chiclete,
é simples assim:
quando eu escolho alguém,
eu quero estar por perto.
Grudo no tempo,
no cheiro,
na presença.
É desejo, talvez no cio da entrega.
mas não confunda isso
com falta de controle.
Eu sinto — e sinto inteiro.
Mas não venha me moldar,
ditar meu jeito,
minha roupa,
minha forma de existir.
Aqui tem vontade,
mas também tem limite.
Tem entrega,
mas exige respeito.
Porque até quando você me chama
de sua cachorrinha,
sou eu quem escolhe ficar.
— Helaine Machado
Não diz nada sobre mim. Diz sobre o incômodo dela ao ver alguém que ela achava inferior ocupando um espaço que ela talvez nunca teve coragem de tentar.
Eu descobri, do jeito mais nada poético possível, que amar alguém por muitos anos é tipo cuidar de uma planta que insiste em quase morrer, mas também insiste em não desistir. Tem dias que eu olho pra gente e penso com toda sinceridade do mundo, meu Deus, quem foi que teve essa ideia genial de continuar aqui? Porque no começo, ah… no começo a gente não sabia nem onde colocar as mãos, quanto mais o coração. Era tudo meio torto, meio desconfiado, meio “será que isso presta?”. E mesmo assim, a gente ficou.
E ficar, eu percebi, é um ato meio revolucionário hoje em dia. Porque o mundo ensina a ir embora na primeira instabilidade, como se amor fosse aplicativo que trava e a gente desinstala sem nem tentar reiniciar. Só que eu e ele somos dessas pessoas teimosas, que atualizam, que insistem, que brigam, que cansam, mas que no final do dia ainda estão ali, se olhando com aquele ar de quem já viu o pior e mesmo assim decidiu ficar para o próximo episódio.
Tem dias em que o nosso amor parece uma construção feita com pressa, cheia de rachaduras, barulho, poeira e um certo risco de desabar. E tem outros dias em que eu olho e penso, isso aqui tá virando uma obra de arte, viu. Porque cada dificuldade foi uma lixa, cada discussão foi um martelo, cada reconciliação foi um polimento. A gente não nasceu pronto, a gente foi se fazendo. E olha, dá um trabalho quase absurdo.
Só que no meio desse caos bonito, eu entendi uma coisa que ninguém conta direito. Amor de verdade não é o que nunca balança. É o que balança, ameaça cair, faz a gente perder a paciência, mas ainda assim encontra um jeito meio torto de se sustentar. É tipo aquele copo lascado que você continua usando porque tem história. E quanto mais história tem, mais difícil é largar.
Hoje, quando eu olho nos olhos dele, eu não vejo perfeição. Vejo caminho. Vejo tudo o que já passamos, tudo o que quase quebrou a gente, e tudo o que, estranhamente, fortaleceu. Nosso amor ainda é instável às vezes, claro que é. Mas também é resistente de um jeito que nem eu sei explicar direito. É como se a gente tivesse construído algo que não é indestrutível, mas é persistente. E no fim das contas, isso vale muito mais.
Porque diamante mesmo não nasce pronto. Ele aguenta pressão, tempo, calor, caos. Igualzinho a gente. E eu sigo aqui, lapidando, sendo lapidada, às vezes reclamando, às vezes rindo, mas sempre ficando. Porque no meio de tanta coisa passageira, o que a gente tem… ficou.
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