Conheci Alguém Especial

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Para todos os lados observo e vejo grandeza, vejo amor, vejo proveito...
Mas alguém há de ver isso em mim?
Vejo olhares arrogantes...
Observo comentários ruins, julgamentos...
Vejo as praças com seus bancos vazios, mas quem há de estar mais vazio? Os bancos ou as pessoas?
Sorrir para não incomodar o outro com a sinceridade é a mentira mais cega da realidade.
Você será odiado e taxado por demonstrar demais.
Será pisado por demonstrar compaixão.
Será condenado por oferecer perdão.
A realidade se dobra ao que parece sólido, mas não transcendente.
Com o tempo, observei algo nos ímpios...
Mesmo que ali pareça não haver mais nada de digno para um bom futuro, eu observei algo que poucos enxergariam: a reparação.
Não observei as falhas, mas compreendo que muitos são vítimas da realidade, já outros escolheram o caminho por se acharem inúteis para oferecer bondade.
O tolo fala, fala, fala... Mas, na sua tolice, ainda há sabedoria, ainda que poucas vezes... Talvez, se ele falasse para si mesmo, compreenderia.
Observo uma mulher que amo indo embora em mais um capítulo da minha vida...
Coisa que não compreendo; porém, digo ser castigo. Eu espero o melhor, mas vem o pior.
O conceito e a finalidade de uma relação começam na compreensão mútua.
A capacidade de se ver no outro e reparar suas dores...
Mesmo que alguém ame ao ponto de enxergar isso, seria tortura ver sua ternura ir embora depois de tudo.
Observei os pais educando seus filhos...
Vejo a criança cair, mas esperar pelo pai e pela mãe para que a levantem. Mas não a ensinam a usar a própria força dos braços para se reerguer e ficar de pé; é uma tolice mimar os filhos sem ensiná-los a resolver suas próprias questões e a ter um senso de justiça.
Observei a impureza...
Para todos os lados, roupas vulgares... Mulheres, em sua carência, mostram o corpo... Homens, em seu desespero, tentam humilhar os outros...
Mas, entre tudo isso, eu me pergunto:
"Onde estão vocês?"
Para onde foi a compreensão das pequenas coisas?
Para onde foi o valor da sensibilidade?
Para onde foi o senso de justiça?
Onde está o amor?

Alguém


Demétrio Sena - Magé


Foi um sonho de alguém para trocar
confidências; olhares e sigilos;
os meus grilos, os sapos digeridos;
esperanças, a fauna do meu peito...
Vi nos raios oblíquos dos teus olhos,
em teus gestos contidos e suaves,
umas aves de leve arribação;
visitantes das minhas incertezas...
Eu te quis como porto sazonal
ou ramal nos momentos mais doídos,
remoídos, expostos ao abismo...
Já não sei me dizer como te vi
como alguém que viesse responder:
Tô aqui; dou meu colo pelo teu...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Toda vez que você disser “sim” para alguém e isso for contra o que você realmente quer, estará dizendo “não” para si mesmo.

EM RESPOSTA A UMA PERGUNTA
- Existe alguém tolo o suficiente para ter a pretensão de que todos concordem com ele?
- Acha mesmo que sou tão idiota a ponto de pensar que sempre estou certo?
- Não confunda convicções com certezas.
- Qual foi o momento em que demonstrei algum interesse em receber a sua opinião?
- A única coisa que me interessa, já recebi: alguém pensando sobre o que escrevo.

Não perca tempo ensinando alguém a degustar o mel, se ela sempre volta para se lambuzar nas fezes.

Só duas coisas explicam as reações violentas de alguém quando discordamos delas: Baixa autoestima ou ferradura nova.

Alguém te ligou hoje, te enviou um "olá como você está?"
Só pra saber de você, sem pedir nada?

É bem assim

Tentar esquecer quem deu valor;
Imaginar outro alguém com o dom de fazer esquecer o que era bom;
Aprender com as novas escolhas imaginando que vai da certo;
No entanto, magoar outra pessoa, por falta de dedicação;

Se enganar, achando que se afastar da própria realidade vai resolver;
Passar por tudo isso e depois partir sem aviso prévio;
E depois, se esconder nas "lembranças", local considerado o melhor lugar do mundo, para o pós abandono de um grande amor.

Sempre que alguém tenta te convencer a acreditar em algo, tem um propósito oculto por trás, pois normalmente ninguém precisa te convence a respeito das coisas palpáveis e criveis, e na maioria das vezes ninguém quer saber a sua opinião sobre essas coisas.

Manipular alguém que sofre de solidão é fácil,
Quero ver ter o dom de manipular a sua própria solidão.

Aquele abraço...

Um dia eu abracei alguém e esse abraço durou por um longo período, chegou a ultrapassar algumas primaveras,

Viver dentro daquele abraço me fez gostar intensamente da vida, do viver,

Mas,

em um dado momento no cume de uma montanha o vento batia com uma brisa de entendimento e eu me vi entre a sombra de duas grandes árvores deitado,

ali esquecido por um tempo vi que o meu espelho não tinha mais o reflexo daquele abraço,

pensativo fiquei, triste por necessidade morri,

ao ressuscitar livre fiquei, liberdade senti, voar, voar, voei.

Coragem!




A cada vez que te via entrelaçada com outro alguém nas sombras dos prédios as lágrimas falavam mais que palavras,


Quantas horas foram guardadas dentro da caixinha de surpresas sobre nós que nunca chegaram a acontecer?


Prisioneiro da fonte dos desejos sem ação, abracei o pão amassado do faminto solitário,


Quando ouvia a tua voz pelos corredores do condomínio uma cura momentânea tomava conta de mim abatendo o duro golpe de um fugitivo da realidade,


Pegar nas tuas mãos e falar o que penso é o caminho a ser trilhado e mesmo que nada aconteça como imaginado amanhã voltarei a ser um adulto em liberdade pulsando em cima do vazio do esquecimento.

Quando olhamos alguém com o coração verdadeiramente sincero, encontramos a criança que ainda habita em seu íntimo, junto das dores e silêncios que o tempo jamais conseguiu apagar.

Eu escrevo na esperança de que um dia alguém leia e compreenda esses cacos de mim, sem esse entendimento, as noites de insônia, as crises da minha depressão correm o risco de não ter deixado rastros que valham a pena.

Jamais desejei ser um fardo para alguém, mas a existência me escapa, ela se impõe para além daquilo que consigo escolher.

Se alguém ousasse mergulhar na minha mente, seria imediatamente entorpecido pelo caos, aqui não existe repouso, apenas um conflito eterno entre passado e uma sucessão de pensamentos perturbadores que fazem da desordem o meu único lar.

Carrego um luto sem rito de passagem, uma perda invisível que me transformou em alguém que eu ainda estou tentando conhecer.

Não busco salvadores, busco testemunhas. Alguém que valide minha travessia sem tentar consertar o que é, inerentemente, humano.

O amor, quando chega para alguém como eu, não entra pela porta da frente com flores, mas infiltra-se como a umidade nas paredes, gelando os ossos antes de se tornar parte da estrutura. É uma dor bonita, um jeito de sofrer acompanhado por alguém que também tem medo do escuro.

Minhas palavras não buscam salvar o mundo, buscam apenas ser o espelho onde alguém possa se olhar e dizer: "pelo menos não sou o único que se sente assim". A validação da dor alheia é o maior ato de caridade que um escritor pode oferecer ao seu leitor cansado.