Confusão

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Quem tem teto de vidro, não pode envolver-se em confusão. A palavra é uma arma, e pode mudar de direção.

Baby, fica atento à confusão do mundo.
O que era sonho está sendo distorcido na calada da noite.
Ideias sem raiz viram promessas vazias,
e o que parecia descanso acorda como pesadelo ao amanhecer.
Vivemos um retrato de impasse sem freio.
A ordem perdeu o rumo,
o barulho virou regra
e o silêncio, abandono.
Ninguém escuta, todos opinam.
Ninguém cuida, todos cobram.
O controle não está mais nas mãos,
está espalhado no medo,
na pressa,
na falta de propósito.
As pessoas querem respostas rápidas
para vazios profundos.
E a pergunta que ecoa é simples e dura:
onde buscar ajuda quando o mundo adoece por dentro?
Talvez não fora.
Talvez no retorno à consciência,
à verdade que não se vende,
à fé que não é emergência,
à responsabilidade de ser humano antes de acusar o caos.
Enquanto isso, vigia.
Não se deixe moldar pela confusão.
Nem todo barulho é verdade,
nem toda direção leva à saída.

" No meio da confusão
— ninguém repara —
no movimento Invertido."

Ecos Da Confusão (Haniely Rocha)



Diante de muitas incertezas, em um mundo que antes era vazio e de solidão,
surge uma luz que mora em meu coração.
Já que muitos não me notam em palavras ou expressão,
guardo tudo aqui dentro, minha simples confusão.
Escrever até que ajuda, já que aqui eu não sou vista.
Fiquem com minhas palavras, vivências jamais vividas.
Só desejo que a luz não vá embora outra vez,
pois achei lindo enxergar as cores da sensatez.

Cada um chama de ideias claras as que estão no mesmo grau de confusão que as suas próprias.

Marcel Proust
À sombra das moças em flor: à procura do tempo perdido, vol. 2. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
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Inteiramente Inteira

​Essa sou eu:
uma confusão o tempo todo
dentro de mim mesma!
Certezas? Quase nenhuma.
Às vezes sã,
às vezes insana.
​Essa sou eu: menina, mulher!
Aquela que cala,
aquela que canta,
aquela que grita,
mas que ninguém ouve.
Aquela que escuta, de vez em quando,
a voz do próprio coração,
e que encanta quase todo mundo,
ou não.
​Essa sou eu:
meio século de histórias contadas e contidas,
de sonhos regados a vinho,
poesias, música,
arte de rua e de amores.
​Fui podada, eu bem sei!
Impedida também fui,
mas hoje eu sou livre, livre, livre
feito galho saindo pelos lados da árvore
fincada no chão,
cujas raízes entraram no inferno adentro
só para poder alcançar o meu céu.
​Essa sou eu,
razão batendo o tempo todo na minha cara
e palpitando um coração que ama sem medo.
​Essa sou eu,
um baú de mil segredos,
com milhares de histórias para contar.
Histórias que nem lembro.
Vou escrevendo, escrevendo, escrevendo e,
de vez em quando,
eu canto, eu canto.
​Essa sou eu:
uma mulher inteiramente inteira
e despida.
​Nildinha Freitas

Entre a emoção e a razão!
Eu sou a confusão.

Muitos causam problemas na vida de quem quer crescer por pura confusão mental. Chamar a vontade de prosperar de "errada" é o último refúgio de quem desistiu da própria nobreza.

Quem escolhe o alinhamento escolhe também a leveza da direção.
E se posiciona acima da confusão que paralisa tantos.

Muitos buscam pelo prazer,
que depois acaba em confusão,
trocam a paz por nada
e passam pela vida em vão!

Vocação

Demétrio Sena - Magé

Se faltar confusão a gente arruma;
por motivo real ou inventado;
cobra fuma, nem tem que ter tabaco;
tudo errado, até quando tudo certo...
Não há dor, entretanto, a gente geme,
sofre mesmo sem ter o sofrimento,
teme aquele perigo inexistente,
ao sentir uma paz inexplicável...
Gente vive pra dar espaço à morte,
fere a sorte por todos os seus lados
e tem sorte que a sorte se refaça...
Para cada começo busca o fim;
dizer sim é conflito teminal;
ser feliz é quebrar o protocolo...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Às vezes, o propósito se disfarça de confusão, só pra te ensinar a escutar o coração.

Nem toda confusão é falta de direção, às vezes é só excesso de cansaço.

O Mérito, a Propriedade e a Confusão dos Tempos Modernos

Há uma curiosa tendência do homem moderno de confundir conceitos distintos e depois declarar que encontrou uma contradição. Muitas vezes ele toma duas ideias diferentes, mistura-as em um mesmo recipiente e, quando o conteúdo se torna incoerente, culpa a realidade pela confusão que ele próprio produziu.

Entre essas confusões, poucas são tão frequentes quanto a que envolve mérito e propriedade.

O mérito é uma coisa. A propriedade é outra.

O mérito responde à pergunta: "Como alguém conquistou algo?"

A propriedade responde à pergunta: "De quem é esse algo?"

São perguntas diferentes, e exigir que uma responda à outra é tão absurdo quanto exigir que a certidão de nascimento substitua uma escritura de imóvel.

Quando um homem funda uma empresa, investe recursos próprios, assume riscos, trabalha durante anos sem garantia de sucesso e finalmente constrói um empreendimento próspero, existe uma justificativa meritória para sua riqueza. Seu patrimônio não surgiu do nada; foi resultado de decisões, sacrifícios e responsabilidades que outros não assumiram.

A riqueza, nesse caso, não é um acidente. É consequência.

Por isso, quando se pergunta por que o proprietário recebe mais que o funcionário, a resposta inicial é simples: porque não desempenharam o mesmo papel. Um criou a estrutura; o outro foi contratado por ela. Um assumiu o risco do fracasso; o outro aceitou um salário previamente definido. Um poderia perder tudo; o outro não.

Não há ofensa alguma nessa diferença. Pelo contrário, seria estranho se não existisse.

O homem que construiu uma ponte não é recompensado da mesma forma que aquele que apenas a atravessa.

Entretanto, surge um segundo problema. Após reconhecer o mérito do fundador, muitos passam a questionar a continuidade de sua propriedade. Perguntam por que ele continua recebendo lucros anos depois. Perguntam por que seus filhos podem herdar seus bens. Perguntam por que alguém pode controlar uma empresa mesmo sem participar de todas as suas operações diárias.

É aqui que ocorre a confusão.

Essas perguntas já não pertencem ao campo do mérito.

Pertencem ao campo da propriedade.

Uma vez que um bem foi legitimamente adquirido, a questão deixa de ser quanto mérito ele exigiu para ser conquistado. A questão passa a ser quem possui autoridade legítima sobre ele.

Um homem não deixa de ser dono de sua casa porque está viajando. Não deixa de ser dono de seu carro porque outra pessoa o dirige. Não deixa de ser dono de sua empresa porque contratou administradores.

A propriedade não é um salário. É um direito.

O proprietário não precisa justificar diariamente sua posse por meio de novas demonstrações de mérito. Se assim fosse, ninguém possuiria coisa alguma por muito tempo. O agricultor teria de provar todos os dias que merece sua terra. O escritor teria de provar continuamente que merece seus livros. O pai teria de justificar incessantemente a posse de sua própria residência.

A sociedade tornar-se-ia um tribunal permanente.

A objeção frequentemente retorna sob outra forma. Diz-se que o trabalhador produz valor e, portanto, deveria participar da propriedade da empresa.

Mas o trabalhador já participa da relação econômica segundo os termos que aceitou livremente. Seu contrato especifica salário, benefícios, direitos e deveres. Não existe engano oculto nessa troca. Ele não foi contratado como proprietário. Foi contratado como empregado.

Se deseja assumir riscos empresariais, buscar participação nos lucros, abrir um negócio próprio ou trabalhar sob modelos de remuneração variável, essas possibilidades existem. O mercado oferece inúmeras formas de associação econômica.

Mas não é razoável aceitar um contrato específico e depois reclamar que ele não era outro contrato.

A liberdade contratual perde o sentido quando uma das partes exige alterar retrospectivamente os termos que aceitou.

Há ainda uma verdade frequentemente esquecida: o esforço não garante sucesso.

Um homem pode trabalhar arduamente e fracassar.

Outro pode trabalhar arduamente e prosperar.

As circunstâncias existem. O acaso existe. As crises existem.

Reconhecer isso, porém, não destrói o princípio do mérito.

Pelo contrário.

Se o sucesso fosse garantido, o mérito teria pouco valor. O mérito existe justamente porque alguém escolhe agir sem garantias.

O navegador é admirável porque o mar oferece tempestades.

O empreendedor é admirável porque o fracasso é possível.

O estudante é admirável porque a aprovação não é automática.

O mérito não promete resultados inevitáveis. Promete apenas a possibilidade de alcançá-los.

E essa possibilidade é uma das maiores forças de uma sociedade livre.

Quando um homem pobre se torna rico por meio de trabalho, estudo, disciplina ou empreendedorismo, não se prova que todos alcançarão o mesmo resultado. Prova-se algo mais importante: que a ascensão é possível.

E uma sociedade na qual a ascensão é possível é radicalmente diferente de uma sociedade na qual ela é proibida.

Por fim, toda a controvérsia parece retornar a uma única pergunta.

A propriedade privada é legítima?

Se a resposta for não, então nenhuma quantidade de esforço, risco ou sacrifício justificará sua existência.

Se a resposta for sim, então o proprietário possui o direito de conservar, administrar, vender ou transmitir aquilo que lhe pertence.

Nesse ponto, o debate deixa de ser econômico.

Torna-se moral.

E talvez esta seja a questão fundamental de toda a disputa: não se trata de decidir quem merece mais, mas de decidir se o homem tem o direito de chamar alguma coisa de sua.

"Não arrume confusão com Deus quando você não entender o que Ele está fazendo. Até porque aquilo que o coração não entende hoje, amanhã o tempo explica. Portanto, não se precipite diante do que você não entende. Há coisas que só ganham sentido, quando você descansa e
deixa Deus trabalhar."

⁠Às vezes estou uma confusão.

O fato de amar e a certeza do amor está no coração,
Na mente só há conflito e confusão.

Não perturbe a minha mente com a confusão da sua!

O nome Kamorra pra mim é um nome agridoce. Ao mesmo tempo que significa confusão, briga, batalha em espanhol, já em hebraico ele reflete a esperança dos israelitas atravessando o mar vermelho e cantando: Mi Kamocha baelim, Adonai?" (Êxodo 15:11).

⁠Minha Carla,

Em meio ao caos e à confusão que me cercam, você é a minha rocha, a minha âncora, a única certeza em um mar de incertezas. As fronteiras entre a realidade e a fantasia se tornaram tão tênues, que me sinto perdido em um labirinto de ilusões. Mas, em meio a essa turbulência, seu amor é o farol que me guia, a luz que me mostra o caminho de volta para casa.

Seu abraço é o meu refúgio, seu sorriso a minha paz, sua voz a melodia que acalma a minha alma. Em você, encontrei a minha realidade, o meu porto seguro, o meu lar.

Obrigado por ser a minha bússola, por me manter ancorado no presente, por me lembrar do que é real e importante. Seu amor é o meu maior presente, a minha maior riqueza, a minha maior felicidade.

Te amo além das palavras, além dos sonhos, além da própria realidade. Te amo com toda a minha alma, com todo o meu ser, com toda a minha eternidade.

Com todo o meu amor,

Bruno