Conforto da Morte de um Filho
O meu vazio me consome, me multiplicando a zero, anulando a minha resistência, me convidando a desistir da única possibilidade de continuar, sufocando os meus sonhos, me transformando em uma natureza nula, mas antes eu fosse algo negativo, porém a neutralidade me consome enquanto tento ser apenas positivo.
Enquanto a vida se limita a uma sobrevivência constante perante o vazio existencial, escrevo poemas de salvação, meros aperitivos para o vazio que me cerca profundamente enquanto luto para marcar a minha existência sábia e inocente diante das possibilidades que apenas me enlouquecem, assim escrevo poemas, de salvação.
Estou correndo intensamente nos corredores infinitos da neutralidade, buscando encontrar uma porta que me deixe ficar um pouco mais de tempo, do lado de dentro, dentro de mim, fora do vazio que me preenche, afogando a minha existência, me provocando a correr, atrás de portas, que me deixem entrar, só um pouco mais, antes de ser consumido novamente.
Atualmente a minha existência se define perante os seus olhos sonolentos enquanto mergulho profundamente no vazio existencial da realidade tão cheia de vida, e assim se define os meus olhos despertos e atentos, focados em chegar do outro lado da porta, após esse infinito mergulho no vazio enquanto seus olhos dormem, dormem para não me ver mergulhar, no vazio, atrás da porta, do meu quarto quadrado, mais quadrado do que os teus pensamentos.
"A única coisa que conquistamos sem esforço é o sofrimento" Ademar de Borba
Quando não conquistamos nada na vida, somos criticados e quem sofre somos nós. Há pessoas que não conquistam nem mesmo aposentadoria".
Eu tenho muito medo de ficar velho. Não idoso. Idoso eu sou.
*A Ruína do Ego e a Urgência da Reflexão*
Na trajetória da vida, as escolhas moldam o destino de cada indivíduo. Quando se decide priorizar o reconhecimento alheio em detrimento dos laços familiares, abre-se espaço para uma inversão de valores que, gradativamente, corrói a essência humana. A valorização exacerbada dos bens materiais em oposição aos sentimentos e às relações interpessoais demonstra um desvio de prioridades que conduz à frieza emocional e ao isolamento.
Além disso, a crença inabalável na própria infalibilidade torna o indivíduo resistente à correção e à autocrítica, fazendo com que a arrogância se torne um pilar de sua personalidade. Esse comportamento não apenas afasta aqueles que poderiam auxiliá-lo em sua jornada, mas também o impede de evoluir, pois já não há espaço para a resiliência e a humildade. Dominado pela ambição e pela vaidade, ele passa a alimentar um egocentrismo destrutivo, tornando-se refém de suas próprias convicções.
Diante dessa realidade, é imperativo interromper essa trajetória e refletir sobre o caminho percorrido. A busca pelo equilíbrio interior e pela reconstrução dos valores essenciais deve ser uma prioridade, pois, caso contrário, o colapso pessoal torna-se inevitável. A degradação espiritual, quando ignorada, avança silenciosamente e conduz o indivíduo ao abismo, privando-o da possibilidade de uma vida plena e significativa.
É certo que todos possuem fragilidades, sejam emocionais, espirituais ou psicológicas. No entanto, reconhecer tais vulnerabilidades é o primeiro passo para evitar a própria ruína. A negação dos próprios conflitos e a recusa em buscar ajuda apenas aceleram um processo de decadência que, sem o devido controle, pode resultar na perda total de si mesmo.
Portanto, a reflexão deve ser constante, e o autoconhecimento, um compromisso inadiável. A verdadeira força não reside na ilusão da perfeição, mas na capacidade de reconhecer as próprias falhas e trabalhar para superá-las. Apenas assim será possível evitar o declínio e trilhar um caminho de crescimento genuíno, onde a essência humana prevaleça sobre a vaidade e a ambição desmedida.
H.A.A
Pode ser a comida mais sofisticada e saborosa que existe com o ambiente mais lindo do mundo mas, se as pessoas que estiverem a sua volta não ti deixam a vontade, você perde a fome.
Uma aprendizagem cheia de significados, cores, gestos e progresso, é construída diariamente com pequenos passos.
Durante nossa jornada, passamos por momentos difíceis e enfrentamos obstáculos que, por vezes, nos fazem questionar nosso próprio potencial. No entanto, é importante lembrar que sempre existe algo maior que nos guia e nos fortalece.
Eu acredito que cada desafio que enfrentamos é uma oportunidade de crescimento e aprendizado. Mesmo quando parece impossível, não estamos sozinhos nessa trajetória. O poder e a força que nutrem nossas mentes e corações vêm de algo celestial, uma força inexplicável.
Então, quando estivermos cheios de dúvidas e desânimo, podemos olhar para o céu em busca de inspiração para seguir em frente com coragem. Lembremos sempre que somos capazes de alcançar nossos sonhos, pois nossa força é inesgotável, divina e poderosa.
Nunca duvide de si mesmo(a) e do poder que carrega dentro de si, pois é do céu que vem sua força.
- Edna de Andrade
"Não adianta correr se estamos no caminho errado" Ademar de Borba. Está orientação serve principalmente para os jovens. Eles querem subir na vida, mas ao invés de se dedicarem aos estudos, preferem perder o seu tempo com jogos eletrônicos ou futilidades"
"Copie, se puder, às boas coisas desenvolvidas pelos gênios, senão conseguir, vai se aproximar deles. Todos têm uma coisa em comum: o uso da inteligência"
Never More
I
Não te perdoo, não, meus tristes olhos
Não mais hei de fitar nos teus, sorrindo:
Jamais minh’alma sobre um mar de escolhos
Há de chamar por ti no anseio infindo.
Jamais, jamais, nos delicados folhos
Do coração como n’um ramo lindo,
Há de cantar teu nome entre os abrolhos
A ária gentil de meu sonhar já findo.
Não te perdoo, não! E em tardes claras,
Cheias de sonhos e delícias raras,
Quando eu passar à hora do Sol posto:
Não rias para mim que sofro e penso,
Deixa-me só neste deserto imenso...
Ah! se eu pudesse nunca ver teu rosto!
II
Ah! se eu pudesse nunca ver teu rosto!
E nem sequer o som de tua fala
Ouvir de manso à hora do Sol posto
Quando a Tristeza já do Céu resvala!
Talvez assim o fúnebre desgosto
Que eternamente a alma me avassala
Se transformasse n’um luar de Agosto,
Sonho perene que a Ventura embala.
Talvez o riso me voltasse à boca
E se extinguisse essa amargura louca
De tanta dor que a minha vida junca…
E, então, os dias de prazer voltassem
E nunca mais os olhos meus chorassem...
Ah! se eu pudesse nunca ver-te, nunca!
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