Conforto da Morte de um Filho

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A crise do lamento

Apoio os dedos finos
Das mãos enrugadas no teclado
Nenhum, encanto vejo acontecer
Nada surge em palavras

Lá vão dias e noites, adentro
Pescoço cansado
Ombros caídos
E dedilhando com os dedos finos no teclado

Não inspira, nenhum lamento
Será que também há crise
No sentimento?
Que lamento!

Inserida por MariadaPenhaBoina

Insatisfação

O teu elogio não cura mais a minha insatisfação.
As tuas ideias consomem a minha alegria.
O teu juízo desapareceu sem harmonia.
Os teus gestos declaram sempre falta de emoção.

Tudo em ti é insosso.
Tudo que praticas não é natural.
Tudo o que demonstras é em razão de um esforço hercúleo.
Tu não tens opinião.

Tu és um fantoche.
Não possuis uma personalidade definida.
Um adulto cheio de mentiras.
Não és capaz de atuar com a razão.

És um ser sem atitude, mas cheio de malícias.
És uma criatura que esconde sentimentos.
És o que trai na defensiva.
És sempre a vítima em cada situação.

Ser imundo que não satisfaz.
Verme maldito do pecado.
Traidor dos que o amam,
Fere sem compaixão.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Quem és?

Quem és tu?
Em que mundo vives?
Quais são os teus sonhos?
O que queres?

Porque tropeças tanto?
Porque não pulas os obstáculos?
Não vês que estás a cair
A definhar e a sumir!

Fala alguma coisa
Diga o que queres
Mate o teu medo
Estirpe o teu ódio.

Não mates a mim
É o que fazes um pouco a cada dia.
Sejas menos cruel.
Dá-me mais alegria.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Ódio II

ÓDIO II

Amo alimentar o meu ódio
Quero beber deste ódio eternamente.
É ele que nutre a minha existência
Sem essa lâmina não consigo enxergar a indiferença.
Na indiferença dos outros
Encontro a minha sensatez
A minha filosofia do amor que pensa
Na ciência que investiga
No estudo que analisa.
Ao me alimentar do ódio
Estudo a paixão que desequilibra
O orgulho que enlouquece as pessoas
O sensualismo que envenena.
Necessito do ódio para saber
Lidar com a indiferença.
Pode vir de terno, vir com olhos, boca, coração e cérebro
Nada, nada mesmo dará conta dessa presença
Muito menos da ausência.
Por isso preciso de beber mais ódio
Pois é neste ódio que preciso de um coração
De uma frieza, de um raciocínio
Mesmo que doente.
Preciso aprender, e o ódio é a matéria-prima dessa ânsia que alimento.
Este alimento está no objeto do ódio
Alimenta o meu rancor, a minha ira
O meu pouco humor e
A minha pouca sabedoria para entender
E aturar.
Quero o ódio para mim, dessa forma
Nunca serei indiferente.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Paixão

Sê como amigo,
O mais verdadeiro.
Sê por gratidão,
com a maior vontade.
Sê por justiça,
bem feita.
Sê por teimosia,
com orgulho.
Sê por caridade,
de coração.
Sê por ganância,
para valer o esforço.
Sê por obrigação,
para o certo.
Sê por paixão,
a mais intensa.
Sê por impulso,
sem arrependimentos.
Sê por amor,
irás ao céu
Sê assim,
que com o manto de minha paixão
te doutrinarei.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Aconchego

Que belo o que ousas proclamar,
Mesmo que seja em nome alheio
De ti, nunca vou me separar
Pois um grande amor é sempre verdadeiro.
Se sou rosa e tenho espinhos
És um cravo macio em que posso me aconchegar.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Omissão

Proibiu as suas palavras de me visitarem,
teus olhos de me enxergarem,
teus ouvidos de me escutarem.
Improvisou outra voz mísera
que descarinhosamente negou,
escondendo de mim o que vivias.
As promessas não falam por mim
e já trouxe o amanhã para o hoje
confessando que pela compleição débil o destino errou.
Desisto de lutar pela faculdade de perceber.
Prendi a palavra,
fechei os olhos.
O que há mais de existir?
Um mundo desbotado e sem pessoas,
uma ave que não voa
nada mais de mim..., nada!

Inserida por MariadaPenhaBoina

Amor

Amor é somar, dividir e multiplicar
Nunca, jamais, subtrair.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Amor amigo

Amor amigo é aquele que existe sem interesse,
sem querer nada em troca.
É o amor perfeito
não anedota.

Amor amigo não aconselha
Não se envolve no âmago
do que mais belo o seu dito amigo já construiu.
Amor amigo é participação exponencial.

Amor amigo não chora mágoas
pela compaixão.
Amigo não aceita por devoção
tudo que lhe é dito.

Amor amigo discute se defende,
possuem pontos de vista diferentes,
combatem os seus princípios
e vontades.

Ser seletivo na amizade
é o estado da arte.
O amigo não é só meu,
É da vida pelo amor da amizade.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Amor reverso

Num belo dia eu ouvi falar
Fizeram-te uma imprecação de males
Como prenúncio de morte.
Praga de gente sórdida.
Que nocividade é essa?
Uma árvore nascer dentro de mim?
Para que eu exploda?
Não entendi a malícia.
Fiquei torpe.
Predestinei à aversão.
E o infortúnio aconteceu.
A árvore nasceu, cresceu e criou raízes.
Dissipou dentro de mim.
Gerou frutos maravilhosos
As raízes entranharam-se no coração
Era a praga do amor reverso
De um amante em solidão.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Todas as vezes que DEUS nos tira algo que gostamos ou alguém a gente fica triste porque achávamos que era a pessoa certa,mas ele sempre quer nos dá o melhor,nós que muitas vezes não queremos,não aceitámos e ficamos sem entender

Inserida por welliton2013

Muito Além

Muitoalém da imaginação e do sentimento estamos nós, simples pessoas, com anseios, desejos, esperanças, compaixões, desilusões, desencantos e encantamentos.
Muito além de qualquer horiznote a humanidade, em si mesma, constrói expectativas tanto para si como para seu futuro incerto sobre o planeta e a existência.
A problemática da existência e da vida, não está na própria existência e sim, na expectativa que é criada, a cerca de alguém ou de alguma coisa.
A vida, dinâmica como é, sempre nos traz o amanhecer de uma reflexão positiva de melhora e do seguimento de nossa caminhanda visando, sobretudo, a conquista ou as conquistas daquilo que almejamos, porém, muitas vezes, essas conquistas não chegam da forma como nossas mentes planejaram ou pensaram nos trazendo algumas inquietações em nossos espíritos e mesmo, em nossos corpos.
As conquistas e as derrotas da vida, inflizmente fazem parte do ciclo da existência, todo a catástrofe que acontece está relacionada em como vamos lidar com ela, assim como, quando nos acontece algo de explêndido
No caso da catástrofe natural, ambiental ou pessoal é necessário fazer uma "catarse", uma descarga emocional, mental, sentimental como forma de poder purgar aquilo que não mais nos interessa pensar e conviver (aqui evoco Aristóteles, para corroborar minha escrita).
As mudanças repentinas, as transformações e o ressignificar da vida, em suas variadas formas e vertentes nunca nos avisam quando chegam e menos ainda, chegam de uma forma "logicamente lógica" para que possamos degustá-las com um sabor um pouco menos biliático (fel). E dentro dessa ótica de mudanças e transformações que se configuram os variados pensares, os variados quereres, as variadas depressões e opressões do processo da existência humana sobre a Terra conjuntamente com os variados mundos que a cercam e nos cercam diariamente.
Inúmeras vezes, ao longo de nossas vidas, devemos parar e refletir sobre o que alcançamos e como o fizemos e, além disso, MUITO ALÉM, devemos saber se essas conquistas, se esses aprendizamos os valem ou nos valeram de algo frente ao crescimento e à evolução de nosso espírito e de nossa materialidade como humanos?
Esses questionamentos são pertinentes, partindo do ponto de vista do EU fiz, EU faço, EU farei, isto é, das ações realizadas por nossos pensamentos e devaneios humanos no processo do acordar e dormir, seja isto entendido, no processo de estarmos vistos e sermos agentes de nossos atos e ações num mundo cíclico de ação-reação e retorno de ambas.
A vida nada mais é do que uma experimentação, de uma experiência da MENTE CRIADORA, somos figuras interligadas de um processo sequencial-matemático, transformados em uma Fórmula Divina, que quando erramos ao longo do processo de resolução dela, devemos apagar os erros e tentar novamente resolvê-la pela percepção: se os sinais estão trocados, se as fórmulas estão sendo feitas corretamente, se seguimos ou não as cartilha da existência, enfim, muitas variantes para a resolução simplória dessa equação: viver.
Todos os dias construímos uma parte da Equação Divina, através daquilo que desejamos e das possibilidades que temos e aproveitamos ou não! E, nesse quadro de horrores e amores das ações humanas, devemos introduir em nossas mentes aquilo que realmente buscamos e queremos, sob pena de estarmos resolvendo a Equação de uma forma errônea, que nos custará tempo desnecessário caso tenhamos que novamente inicar a resolvê-la.
Assim, queridos e queridas amigas, pensem muito bem em suas ações e nos fatos e caminhos da equação de suas vidas, da forma como encaminharão seus procedimentos e das decisões que tomarão ao longo da existência, porque pode ser que um dia, a borracha que apaga o erro da equação acabe e você tenha que ficar com ela, errada mesmo, como lembrança da pressa e da falta de temperança para resolver sua vida.

Inserida por chicogeografia

Mãe

Escrevo à ti, óh! Grande Mãe.
Mãe consoladora, imperatriz, geratriz.
Oh! Mãe das noites sem sono,
Dos dias apáticos,
Das calamidades;
Mãe dos sofredores, dos desorientados;
És tu, Mãe que ensina,
Que dirige, que transmite.
Escrevo à ti, neste dia,
De tormenta, de sofrimentos, de desesperanças.
Óh! Mãe dos montes, dos horizontes,
Da ternura.
É a ti que dedico minha alma,
Minha sonolência de vida,
Minha amargura cotidiana.
Mãe da Lua, sacerdotisa do Sol,
As nuvens que nos rodeiam, a ti pedem permissão;
Os obstáculos que nos chegam, a ti reverenciam;
Os anseios que nos corrompem, a ti te dão satisfação.
Mãe da falsidade, da esperteza, da cobiça,
Mãe da infelicidade, do desgosto, da tortura,
A ti me prostro, caído, humilhado,
Desventurado.
A ti, Grande Mãe, minha sabedoria de nada vale,
Meu conhecimento é desconhecido;
Meu entender, não se entende;
Minhas palavras não são escritas.
Em ti há contradição, dissociação
Em ti, perseguição
Mãe, te evoco,
Vida, te espero.

Inserida por chicogeografia

É Tarde (16/08/01)

De que adianta seu amor agora
Se quando te amei você nem ligou
O quê me importa seu carinho agora
Se já é tarde para eu te amar
O quê me interessa seu sofrimento agora
Se quando eu lhe quis você nem mesmo soube dar amor
O que me leva a pensar da tristeza em seu olhar
Têm-se mais tristezas no meu
De que valem suas palavras agora
Se quando as disse você nem ouviu
De que valem seus sentimentos agora
Se os meus já se esvaíram
De que vale meu perdão agora
Se não existe mais essência para perdoar
O que me leva ter que sofrer por você agora
Se sempre sofri e você nunca percebeu
O que me vale ser cedo para você agora
Se para mim você já morreu.

Inserida por MariadaPenhaBoina

TEMPO (1979)

Mestre e correto é o tempo
Todas as coisas norteiam o tempo
Até o sobrenatural depende
Do tempo

O querer é algo com que sonhamos
O querer é o precisar
O morrer não é o querer
É o ter é o depender.

Maldito tempo
Faz-nos mendigar na vida
E traz-nos o necessitar
Por ser um cruel inimigo em apoiar.

Deveríamos fugir
Do maldito tempo
Pois dele não podemos
Vingar.

Inserida por MariadaPenhaBoina

JOSINO O GÊNIO (1980)

Josino pequenino
Josino tão inocente
Aquele moleque trapo
Josino transumano.

Josino cresceu
Pois criança cresce
Homem, Josino continuou maltrapilho.
Mas com o coração de Josino.

E hoje, aqueles
Que brincaram com Josino
Ah! Josino
Brinca com eles.

Inserida por MariadaPenhaBoina

TELEFONE (03/2001)

Estou escravizada
Por este aparelho maldito,
Fico constantemente a espera
Que ele me chame do longínquo lugar.
Aquele toque lusitano
Que só eu sei decifrar.
O som mais lindo que já pude ouvir em minha vida,
Sem instrumentos, mas é uma verdadeira sinfonia
Que me faz delirar.
Os prazeres já me tocam
Quando em seu visor maloca
O número além mar.
A prata da voz que sussurra do outro lado,
Transforma em ouro o meu coração.
É uma magia este som de notas poucas
Que atinge um grau de maestria
E transforma-se em melodia
E quando silencia me faz chorar.

Inserida por MariadaPenhaBoina

CONDENAÇÃO (03/2001)

É ímpar, é demais poder amar
Mas amor é como o satanás
Faz proteger o nome do condenado
Precisando usar codinome para o ser amado

A sociedade não permite
Um amor assim tão alvo
Tão leve, tão solto, tão verdadeiro
Mas que nada tem de arbitrário

O satanás quem criou o dinheiro
Quem criou os valores materiais
Mas Deus criou o amor
Para combater o satanás

Quem é o homem?
Que se julga capaz de condenar
Um amor assim tão presente
No íntimo de um ser?

A liberdade existe
Mas na insensatez
A sociedade
Protege-se com Deus
E ama o satanás

Como um carrasco
Usando sua lâmina afiada
Cravando no coração amante
Mata morbidamente este amor tão presente.

Inserida por MariadaPenhaBoina

SOFRIMENTO VIRTUAL (10/1999)

Nas noites escuras e frias
Não se faz mais barquinhos de papel
Como antigamente se fazia
Para encher de satisfação e alegria
Esta vida de aluguel

Hoje nas noites, finge-se
Fazer amigos virtuais
Amigos, amantes e tudo mais
Para encher mais de saudade os corações
Pois eles, assim como os barquinhos não voltam jamais.

Ficando no coração
O frio denso de uma ilusão
Que talvez em uma noite de verão
Possa tornar realidade
os sonhos dos amantes virtuais.

Sufocando toda uma vida
Acreditando em curar uma ferida
Que na verdade não será vencida
E cresce cada vez mais
Em cada noite de despedida.

Mas quando se torna realidade
Que satisfação! Até amedronta
Ficando registrado nas faces
A alegria do dado impasse
De vencer o que aparecia vencido.

Mas a tormenta não termina
A dor é mais intensa
Quando na despedida
Vendo um amor que fica
Na dura hora da partida.

Quanto arrependimento
E que no íntimo do ser vem o lamento
Sabendo assim que era menor o sofrimento
Da despedida virtual
E a maldita ferida nunca será vencida.

Inserida por MariadaPenhaBoina

31/08/2004

Novos tempos

Acordo e começa o corre-corre
Para chegar, não sei aonde.
Durante o dia, trabalho
A noite também.

Nos pequenos espaços diários
Estudo
Depois o “stress” o cansaço
Por não saber se o dinheiro vem…

As vezes vêm o mal presságio
Será que amanhã vou ter trabalho?
Então, estudo
Mesmo sem o dinheiro para fazer o itinerário.

Não tenho tempo, sem tempo
Mas com tempo
Não concentro
Hoje isso, amanhã aquilo.

Para relaxar, escrevo
Perdendo tempo
Deveria mesmo estar lendo
Reverenciando os mestres.

Mas não me façam críticas
Eu gosto dos novos tempo
Mesmo sem tempo, dê-me tempo
Para ler poesias.

Inserida por MariadaPenhaBoina