Conforto da Morte de um Filho
Guilhotina
Eu sei o quanto tudo pode ser difícil,
Para uma mulher e para um homem,
Entendo que o Amor tem muitos artifícios,
E tenho medo que essa pressa assim se torne,
Este movimento que faz da vida acelerada,
Que conturbada, dos sonhos afiada navalha.
Nenhuma falha nos leva ao início, mas sim a um novo caminho com mais conhecimento. Recomeçar não é voltar atrás, é seguir adiante com a sabedoria do que foi vivido.
As mãos postas em volta da mesa,
Um “amém” que sobe em singela beleza.
Você, que faz parte do que sou e serei,
É resposta de Deus — por isso, lhe esperei.
Quero ver cada rosto, abraçar sem demora,
Celebrar o hoje, sem deixar pro “depois” ou “agora”.
Um reencontro no abraço guardado,
Um sorriso que brilha, um tempo esperado.
Sou aquele que empinava pipa na rua,
Que jogava bola descalço, sob a luz da lua.
Nas festas de casa, com irmãos e primos dançando,
Lembrando os anos oitenta — e ainda dançando!
As cores das pipas cortando o céu,
E risos dançando como um doce carrossel.
Aprendi a fazer comida, a pintar o rodapé,
A jogar pingue-pongue com leveza e fé.
Buscava pão e leite com a mamãe na padaria,
E viajava com o papai, estrada afora, com alegria.
Um caderno de versos com cheiro de flor,
O amor de uma mãe… plantado com louvor.
Não conto só mais um ano, mas um tesouro guardado,
Sou mais experiente, sim, e por Deus acompanhado.
Carrego fé num coração simples e sincero,
Sou Paulinho, o Negrin da Mamãe — inteiro!
Um menino crescido, mas de alma leve,
Que ainda dança, ri, ama e escreve.
Então venha! Traga o riso, o olhar, a ternura,
Vamos viver juntos essa doçura.
Porque esse dia não será só comemoração…
Será culto de gratidão, em forma de reunião.
A vida é um fluxo constante de experiências, uma jornada de descoberta entre o mistério e o significado. É o desafio de encontrar equilíbrio entre razão e emoção, entre liberdade e responsabilidade. É a arte de transformar o tempo em propósito e de fazer do instante um infinito. É uma oportunidade de crescer, aprender, amar e deixar uma marca no mundo.
Um salão de festa com cheiro de céu,
Onde a família se encontra sob o eterno anel. Símbolo da Aliança feita por aquele que abençoa o filho e a filha cumprindo o seu papel.
Um grande amor não se mede em palavras, mas no silêncio que conforta, no olhar que fala, no abraço que cura. É aquele que permanece mesmo quando o mundo desaba, que acende a alma só com um sorriso e faz o tempo parecer pequeno diante da eternidade que existe em um simples toque.
Sem conexão e entrega, a paixão se perde, e o sentimento, por mais belo, não passa de um reflexo distante da verdade.
Entre ruínas e sussurros, caminho sem direção,
Carrego cicatrizes onde um dia houve canção.
As árvores, como sombras, sussurram meu passado,
E a névoa, espessa, engole tudo que foi sagrado.
Mas há algo que pulsa — fraco, mas verdadeiro,
Como se o chão gritasse: “a dor também é um viveiro.”
Não sei quem sou, nem pra onde vou caminhar,
Mas se houver flor aqui, quero ser o primeiro a regar.
Carrego o peso de um céu distante,
onde até os anjos hesitam em me acolher.
Na terra, caminho entre sombras e feras,
sem medo do que rasteja, sem tremor diante do mal.
Meu temor é apenas um:
não encontrar abrigo nem na luz, nem no abismo.
Ser um lobo sem matilha,
um espírito solto, entre a guerra e o silêncio.
Não posso te oferecer uma vida inteira em meras horas, mas posso te entregar um fragmento da eternidade, onde desejos e apenas o fogo se entrelaçam. Sensações e emoções se fundem como chamas que queimará, te consumindo, criando raízes no invisível. O que vivemos se dissolve no tempo, mas o que sentimos se conserva, gravado na alma, como um perfume que nunca se apaga, uma memória que não cessa de existir. O que foi tocado, mesmo que por um instante, ressoará por toda a eternidade, como um eco ardente que permanece, reverberando em todos os outros momentos da vida.
É nesta presente falta de ar que passamos sempre a viver,
Quase como um sentimento de vazio sufocando o peito,
Isso até enquanto por angústia ou medo,
A falta do entendimento de nós mesmos.
Jorge Jacinto da Silva Junior
Grande Milagre
Não basta ser!
Não importa ter!
O que levamos daqui
Não cabe em um bolso.
Para cada momento,
Devemos em nós reconhecer,
Com o voar do tempo,
Da vida não guardar
Todos seus desgostos.
Até porque, do mel seu gosto,
Está bem mais próximo
Do encontro de nosso céu.
Somos muito mais
Que em livro se explica,
Tudo que se implica
Ao nosso interior.
Sejamos todavia mais felizes,
Com que o temos que aceitar.
Mudamos o que podemos mudar,
Porque o impossível seu
Só se faz imbatível com Deus.
Confie! Tenha fé! Viva com Alegria!
Sinta a gratidão em seu coração
De seu Milagre da Vida.
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