Conforto da Morte de um Filho
Uma coisa que quero deixar bem clara é que a sua vida pertence a você, e você tem o direito sobre si mesmo, e não sobre as outras pessoas. Porque devemos nos importar com outras pessoas, cada um tem direito de pensar e agir como bem entende, a vida e passageira então viva como bem entender, sem se importar com a opinião dos outros e sem se intrometer na vida alheia, expresse a sua opinião, porque a morte está a nossa volta.
Quando alguém que é imensamente ignorante e pobre que necessita apenas de dinheiro e que em nada contribuiu para melhoria de vida da humanidade, tampouco, de seus próximos lhe disser que você não é nada. Apenas sorria como resposta e lembre-se, que a história que você compõs e compõe na sua passagem pela vida fez a diferança na vida de pessoas e lugares, é pública e real. E que mesmo quando Deus de volta te levar ela há de perpetuar enquanto o dinheiro esvai. E que desta vida nada levamos a não ser a alma cujo corpo desgastado diariamente reveste. Contudo, não troque um amor pela busca da leviandade.
Cleuta Paixão
Somos mortais carregados de sentimento de imortalidade, a impressão que temos, é de que, nunca morreremos, embora a morte seja a maior certeza da vida!
Morrer. O que significa essa palavra?
Acabar com o sofrimento. Como faz isso?
Eis questões que não sei responder.
Mas... Não importa.
Seguirei em frente com essa incertezas
Pois a vida é sofrer, não tem pra onde correr.
Mas não se esqueça, ela também traz sorrisos. Muitos, se você for bom. Mas um bom diferente. O bom que é você.
Então, se estresse, sofra, chore, mas acima de tudo sorria verdadeiramente. Pois um sorriso falso não enxuga nenhuma lágrima da tristeza em sua mente.
Sair desta vida com o sentimento de dever cumprido e de ter feito o que realmente poderia e ainda sabendo que marcou mais positivamente do que negativamente a vida das pessoas, é o que geralmente se espera.
Mãezinha, eu não estava lá para cobrir o seu corpo, e tenho apenas palavras – palavras de uma língua que você não entendia – para realizar aquilo que você me pediu. E estou sozinha com minhas pobres palavras e com minhas frases, na página do caderno, tecendo e retecendo a mortalha do seu corpo ausente.
De todas as máquinas inventadas pelo homem nenhuma é capaz de tirar tantas vidas de maneira tão natural quanto o automóvel.
Se Você Ama Aqueles Que Por Deus Foram Gerados,Então Verdadeiramente Você Está Na Vida e Na Luz,e Não Precisa De Profecia Para Saber Que Passou Da Morte Para a Vida,Aquele Que Não Ama Continua Morto,Muitas Pessoas Consegue o Mais Difícil Que é Amar a Deus Que Ele Não Vê,e Não Ama Uma Pessoa Que Ele Vê,Quem Faz o Mais Difícil,Certamente Irá Fazer o Mais Fácil,Senão Ele Não Passa De Um Mentiroso.
Este pode ser teu último ano de vida, teu último mês de vida, tua última semana de vida, teu último dia de vida, tua última hora de vida, tua última refeição da vida, teu último suspiro de vida. Então, está pronto para partir em paz?
SONETO EM REVERENCIA
Evocar o tempo, e nesta saudade em rudez
as lembranças são qual suspiros de tua ida
o silêncio invasor na casa após a tua partida
pra morte, igual, desfolho outonal em palidez
Fatal e transitório, a nossa viveza é vencida
pelo sopro funesto, ao sentimento a viuvez
Julho, agosto, setembro, vai-se mês a mês
ano a ano e outro ano a recordação parida
Da saudade filial, que dói numa dor doída
de renovação amarga e de vil insipidez
que renasce na gelada ausência sofrida
No continuar, o vazio, traz pra alma nudez
chorada na recordação jamais esquecida...
Neste soneto solene: - sua bênção outra vez!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
13 de julho, 2016
Cerrado goiano
morte de meu pai
Naquela madrugada, o seu silêncio escreveu saudades e com ele sua morte trazia...
Acordaste do sonho da vida, e tuas lembranças, nos acolhia.
copyright © Todos os direitos reservados.
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
ÚLTIMA VEZ (soneto)
Tal dia, marcado, será derradeiro
Sem eco, sem contenda, e paz
Tão segredado, de saber ineficaz
Que bom é se manter cavalheiro
E neste exato momento, fugaz
Que o é, no silêncio de mosteiro
Apagarás da vivência tal letreiro
E o já, egresso, não suspeitarás
Um dia, o gesto será só roteiro
Instantes do palco, por detrás
E na pena a tinta sem o tinteiro
Última vez, suspirada cor lilás
Desfeito e desnudado useiro
Nada mais terá regresso, jaz!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Por que nas latas de cerveja não tem fotos de tragédias fatais, de famílias destruídas, de mães em prantos e de gente falsa rindo?
Razões pra não desejar a vida e coragem pra não querer morrer; eis a definição do sofrimento que dilacera a existência humana.
Não existe anestesia sem dor, ela é o ponto máximo daquilo que te fere, e o limite da anestesia é a permanente falha de sinais vitais, é o fim de tudo.
"Quem é escravo dum vício
é como uma flor fenecendo,
perde a beleza, seu brilho,
e vai aos poucos morrendo."
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