Mensagens de pesar pelo falecimento de um amigo que dão conforto
O Brilho que o Tempo Não Apaga
O calendário avisa que o dia chegou,
E entendo que a saudade no seu peito, mais forte, apertou.
Uma data que pesa, que traz o vazio,
É a falta desse abraço que faz parecer tudo mais frio.
Mas, se olhar no espelho, é impossível não notar
A luz do seu sorriso, o brilho no olhar.
São traços herdados de alguém similar,
Reflexos de um laço profundo,
De um amor que o tempo jamais pôde apagar.
Seu pai, que partiu, não está mais aqui,
Mas a força dele permanece viva, sempre ao vê-la sorrir.
Cada traço de afeto, de paz e bondade
É uma herança viva vencendo a saudade.
A bondade em seu coração
É também motivo de orgulho e admiração.
Somos feitos de erros, acertos,
Planos e desejos.
Você é fruto de um amor e nunca foi segredo.
O amor partilhado hoje está marcado em seu rosto.
Homenagem registrada em sua pele.
Eternamente um pequeno gesto seu,
Gigante para ele, que hoje reina por todo o universo.
Lá de cima, existe alguém orgulhoso da menina
Que o tempo transformou em mulher,
Sem jamais apagar aquilo que a fez ser quem é.
Sua filha, menina, mulher, linda...
Que a saudade de hoje se transforme em carinho,
Que o vazio encontre um pouco de abrigo,
Pois você jamais caminhará sozinha.
Hoje e sempre, existe uma estrela que a guia,
Lá de cima,
Onde o amor não conhece despedida.
Saudades do Rio
Agilson Cerqueira
O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.
Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.
Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.
Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.
E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.
Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.
Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.
É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.
Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.
Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.
Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.
.
Saudade
Se a saudade tivesse nome?
Seria o seu!
Se a saudade tivesse cheiro?
Seria o seu!
Se a saudade tivesse histórias?
Seriam as suas!
Se a saudade tivesse exemplo?
Seria você!
Se a saudade fosse uma pessoa?
Seria Pai!
Nunca soube definir saudade, até você se tornar ela!
Hoje, a saudade me define.
As lembranças me abraçam
com a força de quem aperta um filho contra o peito.
A dor se tornou minha companheira:
às vezes chega, senta-se ao meu lado
e fica por um tempo;
outras vezes, passa depressa,
como quem apenas veio me lembrar
do quanto você ainda faz falta.
Sei que ainda sou eu quem mora aqui,
mas já não sou a mesma.
Às vezes, sinto tudo um pouco fora do lugar:
tenho vontades diferentes
e há alegrias que ainda não consigo sentir por inteiro.
Talvez seja porque ainda falta você.
Mesmo assim, sigo fazendo o melhor que posso.
Continuo vivendo, um dia de cada vez,
ainda que uma parte de mim
tenha partido junto com você.
E a saudade me faz
Te querer ainda mais
Sem sentido, vou sair te procurar,
Te encontrar
Aqui ou em qualquer lugar
Seu mundo é meu mundo,
Não me peça pra ficar
Sem você aqui, não dá
"Está mesmo com saudade? Não apenas diga, demonstre!"
Frase Minha 0047, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Se sinto saudade de alguém? Claro! Sinto saudade de mim, quando não estou por perto!"
Frase Minha 0125, Criada no Ano 2007
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"Então, ela disse: 'Estava morrendo de saudade de você'... E digo eu: Pena que resistiu (outra vez) e não chegou a ”morrer” de verdade (de tanta saudade de Mim), que falsa!"
Frase Minha 0130, Criada no Ano 2007
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" 'Oh, que saudade que tenho / Da Aurora da minha vida', poetizou Casimiro de Abreu. Já eu, além de Aurora, também tenho saudade de Guiomar, outra das minhas tias favoritas, quando também eu tinha 'Meus Oito Anos'!”
Frase Minha 0187, Criada no Ano 2007
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”Saudade é igual fome. É aquele vazio enjoado que precisa ser logo saciado!”
Frase Minha 0201, Criada no Ano 2008
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"A saudade da monarquia é tanta que, na casa dele, o único tempero é pimenta do reino!"
Frase Minha 0490, Criada no Ano 2010
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"Saudade de você? Nenhuma! Vim aqui só para receber o que você me deve."
Frase Minha 0662, Criada no Ano 2013
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*Algo estranho acontece lá fora, e eu aqui dentro não consigo dormir, não sei se é saudade o desamor, mas ambos me fazem pensar, e assim vou trocando de travesseiros e revirando na cama sem ter ao menos como sonhar.*
(Saul Beleza)
Quando a distância é longa, a saudade é cada vez mais curta
E no coração, um nó que não desata.
A mente viaja, a alma se acalma.
E no silêncio, um nome se multiplica.
A cada dia, um pouco mais perto
do momento em que vou tentar te esquecer.
A ansiedade aperta, o tempo acelera os dias.
E a saudade, um fogo que arde e não sacia.
Mas na memória, um sorriso.
E a esperança de um flerte se avança.
E mesmo sufocado, um brilho se acende.
É a certeza de que o amor não se rende.
(Saul Beleza)
Nem imagina o estrondo que saudade faz
Ecoa no peito, sem parar
Eu aqui com meus madorno, sonhos repentinos
Vendo tua imagem, sem te encontrar
A distância é um abismo, que não se cruza
Só resta a memória, e a vontade de voltar
Mas por agora, só resta sonhar
Com o reencontro, e o abraço que vai durar.
(Saul Beleza)
Sou uma hospedaria de quartos vazios
Onde a saudade é a única hóspede
Enche o vazio com lembranças, suspiros
E o silêncio é o único som que ecoa
Os quartos, antes cheios de vida e amor
Agora são túmulos de sonhos e promessas
A espera é a única companhia
E a saudade, a única que nunca vai embora.
(Saul Beleza)
Queria que a saudade fosse um véu passageiro
Para que você, mesmo na eternidade nunca se lembrasse mim, nem por engano.
Mesmo sabendo que eu te guardo inteiro,
e que meu coração, sendo prisioneiro do seu suspiro, nunca te esqueça tão ligeiro.
(Saul Beleza)
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