Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov
O seu sorriso, é belo.
O seu olhar é como o sol que incendeia, a lua que ilumina, as estrelas que brilham.
Você tem um sorriso que todos queriam, porém nenhum deles têm a beleza que, eu só encontrei em você
Me pergunto como pude sucumbir nesta vertigem que eu mesmo provocava e temia. Flutuava entre nuvens erráticas e falava sozinho diante do espelho com a vã ilusão de averiguar quem sou. Era tal meu desvario, que em uma manifestação estudantil com pedras e garrafas tive que buscar forças na fraqueza para não me colocar na frente de todos com um letreiro que consagrasse minha verdade: Estou louco de amor.
O ANJO SEM ASAS
( 23/04/2007 )
Deus enviou à terra, assim como muito outros, um de seus anjos mais amados, porém a este não entregou suas asas. Ele teria que consegui-las sozinhas durante sua missão terrena, depois
voltaria ao céu.
Na terra o anjo cresceu n uma família feliz e desde pequeno já sorria quando olhava o vôo dos pássaros no infinito. Aos poucos foi construindo um mundo de paz e de sonhos e foi assim que começou a confeccionar as suas asas para voar. Eram asas de metais e sempre que queria conversar com seu Pai Celestial saía voando com suas asas mecânicas sobre os rios, cidades, serras e oceanos.
Era tão grande o seu amor pelo vôo que Deus resolveu colocar em seus olhos dois pedaços azuis do céu. Ele vivia no seu dia a dia a fazer amigos, distribuindo bondade e sorriso por onde passava e aos poucos se tornava bastante querido por todos que o conheciam, mas o que mais gostava era de voar, voar bem alto todos os dias...e por enquanto voava com suas asas de metal.
Ao cumprir sua missão aqui na terra, ele não sabia que a cada bondade sua Deus colocava uma pena a mais na confecção de seu par de asas. E como não sabia deste critério, ele mesmo fabricava suas asas mecânica cada vez mais modernas a ponto de um dia, quem sabe levá-la de volta ao céu- pensava.
Durante seus vôos ele fazia favores para amigos, parentes e até simplesmente para pessoas que apenas conhecia pelo caminho. Tinha o dom de fazer amigos e era isso que, sem que ele soubesse, acelerava mais ainda a fabricação de suas próprias asas.
O tempo passou e numa manhã, quando faltava somente uma pena para que Deus terminasse de confeccionar as asas e colocá-las em seu anjo, este voava debaixo de um temporal que caiu de repente sobre a bela cidade que ele tanto amou e tanto admirou em seus passeios alados.
A chuva tornava difícil o vôo, mesmo assim ele estava seguro, pois sabia que era anjo, no entanto, levava consigo sua alma gêmea, aquela a quem mais amou e que escolheu para ser a mãe de seus três maiores tesouros, então, esquecendo de si mesmo, fez de tudo para salvá-la e não abandonou um só momento sua outra metade.
Esta grande prova de amor por parte do anjo foi suficiente para que Deus terminasse de confeccionar suas asas, que de imediato surgiram nas suas costas segundos antes da ultraleve chocar-se contra a parede de um edifício.
Ninguém viu, mas ainda deu tempo do anjo abandonar seu corpo já sem vida e proteger com suas asas aquela a quem mais amou e continuará amando na eternidade.
Assustado ele a viu desmaiada em seus braços, quando policiais chegavam para socorrê-la, mas Deus o conformou: Calma, ela apenas dorme. Veja você conseguiu suas asas ao doar sua própria vida para salvá-la. Cumpriu pois sua missão e já pode voltar. Mas sei do seu pensamento e vou lhe conceder um pedido, completou Deus sorrindo.
- Deixe-me continuar ao lado de minha família, falou.
E Deus concedeu o seu pedido, porém, o tornou invisível como todos os outros anjos da guarda.
Hoje, Maurocélio, não voa mais no seu ultraleve, pois agora tem suas próprias asas. Não o vemos mais, mas com certeza está voando em silêncio por aí, protegendo a todos aqueles
a quem continuará amando eternamente.
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Crônica escrita por Vaumirtes Freire, o poeta do silêncio, In memória de Maurocélio, um anjo sem asas que voava entre nós, e que numa manhã chuvosa tornou-se invisível para continuar sua missão de anjo da guarda. Durante sua vida terrena nunca quis os holofotes dos palcos, nem os aplausos dos amigos a quem tanto serviu, viveu sempre nos bastidores, invisível como um anjo, a plantar sementes de bondade e conquistar amigos, que se fizeram presentes às centenas no instante em que ele finalmente recebeu suas asas para voar como sonhou um dia...
* Maurocélio partiu para a vida eterna em abril de 2007 após uma queda de ultraleve quando passeava sobre os céus de Sobral,ce numa tarde chuvosa com sua esposa, que sobreviveu a queda, graças a atitude do seu anjo sem asas.
Devemos nos tornar como uma nova raça, ultrapassando pequenos preconceitos, prestando nossa lealdade não às nações mas, sobretudo, aos nossos irmãos e à comunidade humana.
Ah, não, você me dizendo como devo me comportar? Isso não cabe a ninguém, eu não me importo com o que você pensa.
Nada como acordar cedo num dia de domingo, tomar um café e apenas observar da janela o dia nascendo, ganhando vida aos poucos.
Nada mais prazeroso do que ignorar gente fútil e com inveja. É como dizem: se falam mal de mim pelas costas, é sinal de que estou na frente.
Algo está muito, muito errado comigo. Como se houvesse algo obscuro em mim que, às vezes, é insuportável e eu não sei de onde vem.
E estar aqui sem você é como se eu acordasse para apenas metade do céu azul. Parte lá, mas não inteiramente. Estou andando por aí com só um sapato. Sou metade de um coração sem você.
Dizer aos outros que o tempo é o remédio para os amores impossíveis parece fácil. Assim como dizer que broto de goiaba fervido ajuda na dor de barriga. Esses dois são conselhos de minha avó, e que com certeza já sabia o que dizia em tempos remotos... O triste é fazer criança tomar o chá amargo do broto de goiaba e um ser apaixonado entender que o tempo lhe trará a resposta para o amor. Parece fácil, mas só eu sei e posso dar testemunho de que as duas coisas são verdadeiras... O chá amargo de minha avó realmente funciona com a dor de barriga e o tempo traz a calma para o amor impossível. Já experimentei os dois... O chá foi mais fácil de tomar, pois passei a velhinha pra traz, e assim que ela virou as costas adicionei açúcar... Já o tempo não... Tive de engolir dia a dia, como gotas amargas de fel... Sofrer cada dia, descer cada degrau da escada da ilusão sozinha... Provar do amargo, sem direito a acrescentar açúcar quando as pessoas viravam as costas. Os amigos tentaram ajudar, mas infelizmente em se tratando de amor, temos de caminhar sozinhos. Seguirmos á sós o caminho do regresso que outrora pisamos acompanhados. Mas hoje, eu posso afirmar com a maior certeza do mundo: O tempo pode não curar um grande amor, mas com certeza pode amenizar a dor de termos visto-o partir; ou então nos dará a chance de vivermos este amor novamente, porém mais maduros, um amor sólido, sem as euforias da adolescência e as dúvidas da juventude. Embora o amor seja constituído de dúvidas, pois amar é se entregar sem nenhuma garantia. Ou então o tempo nos dá a chance de consertar um coração quebrado, e ajeitá-lo para viver um novo amor...
Sei que é difícil se acreditar nestas possibilidades quando o coração está estraçalhado, em frangalhos, por um grande amor... Mas acredite... Somente o tempo dirá o valor que esse amor tinha e se realmente ele era o grande amor da sua vida. Por enquanto o melhor a se fazer é tomar o chá amargo do tempo e esperar que ele faça efeito sobre as dores da alma... Infelizmente ainda não tem remédio em farmácia melhor pra dor de barriga que broto de goiaba e para os amores impossíveis que o tempo...
Eu sei do que estou falando... Pode acreditar!
Como esquecer você?
Se a cada tristeza lembro-me do teu sorriso?
Se a cada solidão sinto a tua presença?
Se a cada lágrima lembro-me do seu silêncio?
Se a cada palavra lembro-me de você?
Você está a cada ausência.
Você está a cada gesto.
Em cada amanhecer da vida.
No silêncio do meu pensamento.
Lembro-me que foi bom te conhecer.
E sentir que sou o bastante...
Para te encontrar em cada alvorecer.
Te gosto com qualidades e defeitos.
Quero somente que você me aceite apenas como sou.
Pense em alguém no silêncio da noite.
Alguém que não precisa nem do silêncio da noite para pensar em você.
Algum dia serei algo que passou na sua vida.
Mas, para mim você sempre será alguém que lembrarei com muito amor...
Te amo e sempre hei de amar...
A Mulher
Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosa duma imagem.
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca rir alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade.
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!
Lembra do que já fomos? Não precisa responder, eu sei que se lembra. Não tem como ter esquecido, não assim, tão rápido. Foram tantas madrugadas em claro, tantos assuntos esquisitos. Tantas brincadeiras, tantos sorrisos. Ainda me lembro da forma como me chamava e se eu fechar os olhos, eu consigo ouvir tua voz. Não sei como fomos nos perder no tempo. Não sei.
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