Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov
Nos ensinaram que os extrovertidos são mais maduros e equilibrados. Não é verdade, muitos são sociáveis porque não suportam ficar sozinhos.
Sou a multiplicidade do eu
A incansável busca por mim mesmo
Sou a poesia que nunca acaba
A expressão da alma, que é infinita.
Falar e escrever seriam inúteis? Efêmero falar, que nada exprime. Embalo-me na angústia da comunicação. Palavras são como cascas que se desfazem, nada mais que vãos rastros da emoção. Prisioneiras do sentido, as palavras se perdem no mar da insuficiência, a trama da linguagem é sempre tecida em ilusões, aprisiona a verdade em suas limitações.
A boca que se abre, a caneta que desliza, são meros instrumentos de uma busca indecisa, entre o dizer e o calar. O silêncio, em sua vastidão indomável, transcende a palavra e o ego. Não se prende a conceitos, não se aprisiona, é a pausa significante, a verdade que sussurra além do verso e do grito.
Encontro a liberdade de ser, de simplesmente ser, no silêncio, no vácuo, na ausência do dizer. Apenas existir, além do verbo, é o meu querer.
Escrever é apenas um exorcismo das ideias que perpetuam aqui dentro. O papel, meu confessionário mudo, testemunha fria, onde vou destilando mágoas, desvendando traumas. As letras que emergem são pedaços da minha solidão, uma ponte entre o caos e o desejo de renascer, e, ao revelá-la, sinto-me mais perto do amor. Encontro-me em cada verso, escrever é libertar-me também, é o alimento da alma em turbulência.
Contudo, és tu, ó silêncio, a língua que mais compreendo, no vazio de tuas pausas, meu ser se estende. Palavras são fumaça, que se dissipam no ar, enquanto o silêncio, no âmago, faz-se morar.
Ah, inútil é falar, inútil é escrever, quando a verdade se oculta no não dizer. A eloquência dos gestos, a dança do olhar, a palavra que se cala, é o que há de mais raro habitar.
Nas sombras do silêncio, encontro meu personagem. Em cada pausa, um mundo vasto se revela, onde o ser e o nada se fundem.
No abismo das reflexões, o pensamento vagueia, sutilmente capturado pelo desespero. Entre a razão e o caos, a alma se incendeia.
Talvez seja mito. Talvez seja invenção de homens desesperados. Talvez seja só poesia
que resistiu ao tempo. Mesmo se Jesus não for verdade, eu fico com Jesus. Um condenado insistindo no perdão, um rosto que escolheu amar mesmo quando amar era perder. Que abraçava quando todos exigiam pureza, que amava como se o amor fosse mais real que a própria morte. Mesmo que a verdade não tenha rosto, mesmo que o céu seja apenas silêncio, eu caminho ao lado de um homem que falou baixo diante dos gritos do mundo. Disseram-me: Deus observa. Eu olhei para cima, nada. Disseram-me: há um juízo. Eu olhei para dentro, abismo. Eu, que não espero paraísos, espero o instante em que um homem decide não ferir outro. Há dor demais nas paredes, silêncios demais nos hospitais, e covardias demais nos homens para que tudo seja providência. Mas também há gestos que não cabem no acaso. Sou cético demais para chamar de amor o que nasce num universo tão desordenado. E mais cético ainda para olhar o sacrifício silencioso de alguém e acreditar que seja apenas biologia cumprindo seu roteiro cego. Talvez Deus seja um silêncio. Talvez a eternidade seja apenas pó. Mas se houve um que preferiu a cruz a negar o amor, então nele há um caminho que dispensa milagres. Porque às vezes, quando olho nos fundos dos olhos de alguém que amo, parece que eu vejo mais. Há um abismo ali que nenhuma lógica explica, um calor que nenhuma fórmula prevê, um milagre pequeno demais para provar, mas grande demais para negar. Não precisa ser filho do Eterno, se ainda assim foi irmão dos cansados. Se não abriu os mares, abriu as mãos. Se não venceu a morte, venceu o desprezo.
Sabemos que nunca é tarde de mais para começar. Porém, quem começa tarde de mais perde muitas oportunidades.
“Para um presidente mimado, o importante é defender a família e os amigos, já que o país pouco importa”
Em tempos de pandemia nos restam pensar que dias melhores virão e que sairemos bem dessa, apesar das sequelas. Que não nos falte esperança!
Para analisar o caráter de um homem não precisamos de palavras, basta observarmos as suas atitudes no meio social em que vive.
O homem, a tecnologia e Deus
Certa feita dialogava com um amigo, que me trouxe a seguinte pergunta, proposta por um conhecido mais velho: Deus aprova o grande avanço tecnológico da humanidade? Pergunta muito reflexiva. Na hora eu respondi que se um pai vê o progresso de seu filho, talvez se formando no nível superior, há um grande motivo para ter orgulho... A verdade é que até na Bíblia há uma referência de que a ciência iria se multiplicar. A grande ressalva, que serve de exemplo para todas as áreas do desenvolvimento humano, é que os progressos podem ser utilizados tanto para o bem quanto para o mal. Veja que a energia nuclear pode ser aplicada na geração de eletricidade em usinas e no tratamento de câncer pela radioterapia, mas também pode ser utilizada numa arma de destruição em massa (a bomba atômica). Tenho certeza de que quando nossos progressos são efetuados para o bem comum da humanidade, Deus nos vê assim como aquele pai orgulhoso por seu filho, mencionado anteriormente.”
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