Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov
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Os homens em geral ganham muito em não serem perfeitamente conhecidos.
Dizer-se de um homem que tem juízo é o maior elogio que se lhe pode fazer.
Ignorância e pobreza vêm de graça, não custam trabalho nem despesa.
Desempenhar bem os grandes empregos depende muitas vezes mais das circunstâncias que dos homens.
O interesse sempre transparece no desinteresse que afectamos.
Somos bons consoladores, e muito maus sofredores.
O hóspede acanhado é um dobrado incómodo para quem o hospeda.
Os velhos prezam ordinariamente os mortos e desprezam os vivos.
O homem que não é indulgente com os outros, ainda não se conhece a si próprio.
O coração enlutado eclipsa o entendimento e a razão.
Ainda que perdoemos aos maus, a ordem moral não lhes perdoa, e castiga a nossa indulgência.
O valor mais resoluto é o que procede da desesperação.
Os povos desencantados tornam-se insubordinados.
Há empregos em que é mais fácil ser homem de bem, que parecê-lo ou fazê-lo crer.
Os homens de extraordinários talentos são ordinariamente os de menor juízo.
É tal a incapacidade pessoal de alguns homens, que a fortuna, empenhada em sublimá-los, não pode conseguir o seu propósito.
O pródigo pode ser lastimado, mas o avarento é quase sempre aborrecido.
O lisonjeiro conta sempre com a abonação do nosso amor-próprio.
O mais vulgar dos absurdos é não aceitarmos os meios para atingirmos aquilo que queremos.
Os homens têm querido dar razão de tudo, para dissimular ou encobrir o seu pouco saber.