Comer
Tem dias que é mais fácil ficar sem comer do quê escrever um verso..
é.. tem dia que é noite
e ainda nem comi
Enquanto lutamos para sobreviver, a atenção está voltada ao essencial — comer, respirar, resistir. Mas quando a sobrevivência deixa de ser o centro, surgem os conflitos que vivem no convívio. É aí que o humano se revela: já não é a falta de recursos que o atormenta, mas a presença do outro.
A convivência exige empatia, paciência e autodomínio — virtudes que poucos desenvolvem quando o instinto não é mais o guia. Sobreviver é biológico; conviver é espiritual. E é nessa passagem que muitos se perdem.
Comer pimenta nos torna humildes, porque revela o quanto somos vulneráveis até às coisas mais pequenas.
Não é porque sorrio que eu sou feliz, uma pessoa pode comer de manhã mas quem garante que ela não sentirá fome a noite?
Nessa vida, peça menos
E se ponha a agradecer
Por ter casa pra morar
Por ter pão para comer
Agradeça ao Senhor
Por ter sorte no amor
Por ter vida pra viver
Não basta olhar coisas e pessoas com os olhos que a terra há de comer... tem que enxergar mais além... tem que enxergar com os olhos da alma.
Mulheres, devem:
Gostar da própria companhia;
Comer bem sem precisar dividir mesa;
Viajar sem precisar esperar alguém;
Ter prazer na própria Cia.
Use sua boca pra comer, beijar, fazer safadeza, elogiar, mas, por favor, não gaste saliva colocando energia negativa na minha vida!
Enquanto você escolhe o que vai comer, houve um homem que não teve escolha — engoliu dor, silêncio e abandono… e morreu com sede, para saciar uma alma que talvez hoje nem lembre o nome dele.
Chega de plantar roçado.
Chega de plantar roçado,
para safados comer.
Manda esses vagabundos,
trabalhar; para viver.
Viviam na miséria,
sem ter nada para comer;
se fizeram de amigos,
para em nossa custa enriquecer.
Criaram uma associação de bairros,
disseram que é para ajudar nos ajudar;
se lançaram a deputados, e vejam há onde foram morar.
Vocês foram esquecidos, por esses grupos de bandidos; só voltam nos bairros no período de eleição.
Desperta povo brasileiro,
é hora de dizer não.
Os postos médicos, e os hospitais públicos; não são eles que lhes dão.
É feito com os impostos que eles criam para o povão.E se você não pagar os impostos, não existem consideração.
Cuidado com os falsos apertos de mãos, esses miseráveis não tem consideração.
Até mesmo os que se dizem crentes, lá na Câmara ficam desviados; porque o poder lhes corrompem e passam para o outro lado.
De Filho Para Pais
Deixe seu filho comer chocolate sempre que quiser. Não o limite com coisas banais.
Elogie seus desenhos, mesmo que não entenda bem do que se trata. Não cause frustrações.
Não diga que seus heróis não existem. Não o irrite à toa.
Deixe-o pensar que o Papai Noel existe, até que ele mesmo descubra a verdade. Isso se chama: caminhar com os próprios pés.
Permita-o sonhar. Depois, a vida, no tempo certo, apresenta a realidade a ele.
Deixe-o tomar banho de chuva, mas depois o aqueça. É bom sentir-se livre.
Não conte a ele sobre política, até que ele saiba distinguir o certo do errado, o honesto do corrupto.
Não o compare com outras crianças, pois é assim que os primeiros sintomas de egoísmo ou inveja surgem. Deixe a competição de lado, pelo menos por enquanto.
Não pode suas iniciativas. Assim como uma planta, seu filho precisa crescer. Contrariar essa regra poderia inibir qualquer manifestação futura de criatividade ou desenvoltura.
Proporcione o hábito da leitura. Mas não o castigue se ele preferir mesmo brincar de pique-pega. São coisas da idade, depois passa.
Ensine-o a ter mais carinho com os animais. Mesmo que ele não pretenda ser veterinário, esse mesmo carinho será muito útil às pessoas ao redor.
Provoque a obediência de seu filho, porém diga “não” somente quando esta for a melhor alternativa. De qualquer jeito, ele obedecerá a um “não” ou a um “sim”.
Conceda o perdão, dê apoio, ofereça seu ombro, faça um cafuné.
Preserve a amizade. É ela que permitirá a você ter conhecimento de quase todos os segredos dele no futuro. Quase todos, porque você há de convir que há segredos dispensáveis ao seu conhecimento.
Jamais o ofenda em uma daquelas extensas lições de moral. Magoar não acrescenta sentimento à discussão.
Enfim, ame intensamente, não forneça carências. A vida não tapará os buracos que você deixar, a pior falta é sempre a sentimental.
E nunca se esqueça: a felicidade dele é a sua!
"A vida é curta demais para não comer um Melona de sobremesa depois de cozinhar."
------- Eliana Angel Wolf
Caminhava lúgubre pelas vielas de ruas inaudíveis da cidade a comer pormenoridades e sua face se voltava para o oeste em busca de raio de luz que esvanecia lentamente. O crepúsculo sideral se espraiava em plangentes notas de flauta que um camponês tocava cândido e se fazia em vaticínio a melancolia auroral discrepante do tempo. E se fartavam alimentos na mesa de colinas e ramagens abissais. Eram idílicas todas as cantigas como um lenitivo remédio de dores ocultas que na face eram duras a sorrir tristemente o seu ser descrente que no entanto era intermitente. O fulgor da lua se fazia contigente e iluminava matas escuras onde vagalumes piscavam seu brilho verde na nostalgia inocente dos olhos da infância. A voragem do vento consumia as folhas entregues ao chão e um redemoinho levava lembranças na mente distraída de farta bonança. O veludo silente se descortina no espetáculo estridente de gaitam desafinadas e o tudo era nada se a plateia alheia se achava embriagada de farta colheita que eu peguei emprestada na açucena flor da madrugada em lírio branco inebriada. O venta agora apascentado fazia acalanto nas mãos suaves e as linhas digitais se faziam todas iguais. A apoteose de meu humor grandiloquente alcançava picos de montanha e conquistar o mundo era o mínimo na megalomania de minha engenhosa sina que se fazia em cinsas quando a ludidez voltava à melodia e pequena se fazia muito mais a juntar retalhos na colcha fria que fazia. Eram estados mentais que a ciência desafia a colher a estabilidade do dia em desmesurada alegria. Conter as torrentes da euforia exigia um olhar humilde para si mesmo a despentear os cabelos da lógica. E era famosa em cada estação e imprevisíveis eram sua relação com a primavera. Era necessário um esvair de si para alcansar a poesia de dias impulsivos e incongruentes, mas belos em sua resistência ao alternar estados de humor como duas íris no mesmo rosto. Eis o que está posto. Se sou eu e não o outro. E não há lamento se a mente segue altiva e lança os olhos cativa a espraiar mares de contemplação no ser que não sente mais solidão. E tem um vasto e frondoso coração.
